25/07/2018

Sessão poema - II Versão [Diga ao cabaré que fico.]

Já que não posso me dar ao luxo.
Me dou a luxúria.
Danço sobre os cacos.
Os restos de nós.
Me embebedo de outras paixões.
Sufoco em outras camas, juras, promessas de finais felizes.
Eu não gosto de finais.
Sou sempre recomeço.
sem pavor do eterno retorno.
E que voltem!
Voltem as noites de ópio.
Os olhos de ressaca.
Os toques ilícitos.
Que os líquidos escorram garganta a baixo.
Afogando todo o recato.
Guardem o amor.
Não é justo deixa-lo mendigar aqui.
Eu voltei!
Mais ébrio do que nunca.
Em meio ao vai e vem dos corpos.
Entre homens e mulheres.
E diga ao cabaré que fico.
E não tenho hora para sair.

Tais Medeiros.


Um comentário:

Alexandre Durden disse...

que linda!! adorei o video, muito excitante tudo isso, aguardo novas postagens