16/12/2017

Sessão Poema - Parte LXVII [E falamos o mesma língua.]

Sem créditos - Imagem de internet


Um silêncio ensurdecedor.

Aquele silêncio mortal

Onde os tímpanos se suicidam.

Não vem nada daí.

Nem sussurro, nem gemido...
                        nem um grunhido

Um GRITO!

Mesmo que de ódio.

Ódio também é sentimento.

                   Sinta-o...

E depois o reinvente.

Onde tem ódio;

Teve, tem, terá...
                 Amor.

Ele precisa dessa ternura para existir.

Como precisamos da troca para viver.

Trocar um com o outro...
                  de corpo, de gosto, de dores... de vida.

Eu te leio com lábios.

Uma leitura labial na pele.

Traduzo cada nervoso, cada liquido que sai de ti.

Seja gozo, lágrimas, suor...espasmos de tesão;
                 ou vibrações violentas;
                 de que não entende idioma nenhum.

Deixa eu te ensinar!?

Escrevo com a língua em sua pele

Pratico libras anatômicas...
                      por cima, por baixo de lado.

As mãos falam.

Seguro forte, massageio, ereto, duro... vou fundo...
                                    engulo tudo que sei mereço.

E você me sela num beijo grego.

Nossas bocas explicam tudo.

Esse silêncio, essa distância não diz nada.

Somente o intercambio vai juntar nossos "eus"

Meus pecados com o seus...

E é este chupar, tremer, gemer, rasgar, gozar que nos tornam universal...

                                             (iguais)

O desejo de "fuder" consciente e inconscientemente...
                                 é único entre todos os animais.

Te proponho uma trégua amor.

Nessa nossa guerra fria.

E é nessa selvageria

Os primatas de tesão

Que nos entendemos.

E falamos o mesma língua. 


Tais Medeiros.





3 comentários:

Alexandre Durden disse...

Mais um belo escrito!, um momento juntos onde apenas "leitura labial" seja necessário, a boca percorrendo seu pescoço,e descendo sentido sua pele e mais nada...sentindo mamilos e puxando eles com a boca, chupando e umedecendo cada vez mais, e descendo entre suas pernas, pronto para te devorar!

Choconhaque disse...

Olhaa... Isso dá texto. 😉

Alexandre Durden disse...

Simm!! devíamos fazer um texto em conjunto...o que acha?

gosto da forma que você escreve!