20/08/2017

Sessão Poema - Parte LXVI [Ame-me como souber.]

Arte: Nudegrafia


Ama-me como quiser;

Como você souber.

Não amamos iguais

Somos animais diferentes.

Eu sei te amar de muitas formas...
                        de todos os jeitos.

Te devoro pelos lados.

Te engulo pelo meio

E no fim...

Lhe beijo os lábios.

Silencio sua mente;

A muito tempo em combustão.

Afago o coração.

E ficamos assim...

Preguiçosos a ver a vida.

Deixando-a seguir seu rumo.

E não temos pressa.

Tudo que é nosso arruma um jeito de chegar até nós.

Nos encaixamos direitinho.

No tempo certo, na hora certa.

Os movimentos exatos e as palavras corretas.

Até os defeitos excitam.

Amei primeiro a eles, antes de amar suas amplas qualidades.

Eu também quero...

Gastar o resto de minha vida com uma pessoa fantástica...

Você...

Rasga-me o corpo;

Estimula minha mente.

Que mal você poderia me causar?

É por você que escrevo.

Nos dias de sol e nas noites de chuva.

E este é só uns dos bens que você causa em mim.

Me encha de vida...
                 de sensações...

Beba-me vagarosamente

Para que eu possa nos eternizar...
                      em diversas linhas.

Do papel branco ao corpo.

Do sagrado ao profano.

Do primeiro amor ao eterno pecado...

Ame-me como souber.

Mas ama-me...

Com verdade, voracidade, transparência.

Ainda temos tempo.

Tais Medeiros.