03/06/2017

Sessão Poema - Parte LV [Desculpe por querer plantar girassóis no asfalto.]

imagem de internet

Desculpe...
Se vejo beleza no grotesco.
Se vejo calma no caos.
Se amo o sagrado e o profano.
Se vejo poesia na vida.
Mesmo diante de tanto tormento.
Ainda creio em sorrisos...
Apertos de mãos, abraços.
Não somente em contratos.
                **
Desculpe se acredito em igualdade.
Que todos merecem uma parte do bolo.
Se tenho sonhos ao invés de metas.
E meus objetivos beiram a utopia.
Desculpe se insisto em falar de amor.
Em falar de essência, falar de gente.
                **
Desculpe se é apenas idealismo...
E pouco pé no chão.
Desculpe por querer plantar girassóis no asfalto.
Mas eu não aceito.
Que tudo tenha que ser consumido;
E os juros contados e comemorados.
Eu não consigo...
[Tem uma escola de samba um ponto de macumba um bloco de maracatu uma guitarra sax piano uma orquestra inteira de diversidade tocando dentro de mim.]
                **
Então não posso aceitar.
Que um nasce para rir...
E outros para chorar.
Me descul...
Não, não...
Sabe de uma coisa?
NÃO ME DESCULPE.

Tais Medeiros.










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