06/04/2017

Sessão Poema - Parte LI [Fome Antropofágica]

Arte: Frida Castelli

Histórias se escrevem juntas.
Diretas ou indiretas. 
Ninguém passa por nós sem levar algo ou deixar algo. 
Seja um sorriso, seja uma lágrima.
Tudo se acompanha. 
É um ciclo, um infinito. 
Só acontece com quem está vivo. 
E seguimos assim... 
Escrevendo parágrafos. 
Cenas... Prosas... Versos. 
Liberto de normas, 
Pronomes de tratamento. 
Sem métrica, sem acordo ortográfico. 
É a pura (des)gramática. 
Carregada de eu lírico, épico. 
Daqueles que veem poesia em tudo. 
Meu choro é arte. 
Minha doença adquirida pelas histórias de viver. 
Um vício para nós não basta... 
E tudo nos vicia;
Por que sempre temos fome insaciável. 
Uma fome voraz, uma fome antropofágica. 
Devorando carnes que contem vivências.
Apossando-se dos diversos sabores. 
Escrevendo nas paredes tudo que bate e apanha...
Do lado de dentro.
É sempre mel e o fel. 
Doces e odiosos seres humano.
Eternos personagens dessa tragicomédia. 
Hoje não, meu bem. 
Contínuo com reticências... 
Resistência. 
Ultrapasso ás vírgulas. 
Eu adio o ponto final.

Tais Medeiros.

2 comentários:

Alexandre Durden disse...

Você ta de parabéns! mto bem escrito (: quero mais!

Choconhaque disse...

Obrigada.