19/03/2017

Sessão [CONTÍCULOS 01] In Memoriam e outras tentativas de consolo.


[...] Navego em calmaria em meus recomeços, sempre em frente, enfrente a frente, mas a tempestade do outro me toca, me preocupa. Hoje "amores meus" sofrem e suas dores são minhas, suas lágrimas são minhas. Eu queria poder resolver tudo, tirar toda dor que sei que passou nessa vida, histórias são escritas nos choros e risos das pessoas, não em vã existência. Queria dizer que tudo vai ficar bem, contudo sou apenas um ser equilibrando-se no seu próprio desequilíbrio, às vezes perturbada e perturbadora. Minha paz não é vitalícia, isso me torna mais um ser falho que não tem muito a oferecer. Estou em uma tranquilidade momentânea ou penso que estou, porém os barulhos dentro dos outros me aterrorizam, me sinto incapaz por ter apenas três dos cincos sentidos para oferecer - eu te vejo, eu te toco, eu te escute, ofereço meu peito como escudo e meus braços como abrigo nossa vida um pacto fortalecido e selado pelos momentos bons e ruins. Este vazio que lhe preenche chega até a mim e faz um eco, saiba você, nunca estará sozinho(a). Quando a dor bater olhe para céu, mesmo nublado há de existir estrelas a brilharem iluminando o seu caminho, elas estão a guiar, vigiar nossa vereda e eu estou em terra até quando o universo permitir, percorrendo com você por estes caminhos incertos que é viver. Existe dor que doí sempre, ameniza, porem não cicatriza são ferimentos na alma, eu não sei explicar e não sei consolar, mas sei amar muito, odiar pouco e julgamentos não me cabem. Eu estou sempre aqui, para o que der e não der. Pode vim, me abraça forte, não precisa dizer nada se não quiser, apenas venha. "Meu corpo te aceita como um irmão."

Tais Medeiros.

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