16/03/2017

Os movimentos ficaram mais intensos, as carícias no rosto se tornaram tapas na cara, tapas na bunda e quando vi eu já estava de quatro de mãos presas para trás pedindo por mais. Não sei como adormecemos, apenas sei que acordei com ele a me acariciar lascivamente, pedindo para que eu ficasse uns dias mais. E eu só sabia pensar... Te chupo antes ou depois do café. Mais um dia que burlei a mala. [TEXTICULO 67]



Marcamos no metrô ás 21h00 horas, ele se atrasará pelo fato de está saindo do trabalho e em São Paulo caia uma garoa que parava o trânsito, novidade em SP é sempre o caos, faça chuva ou faça sol. Ele me ligou querendo saber se eu ia me atrasar também eu disse a ele que sim e que ainda estava indo para a estação de trem - eu não podia dizer a ele que já estava no local combinado há quase uma hora. Eu e essa ansiedade de querer saber o que o destino me reserva, essa atitude me faz fazer coisas e chegar a lugares muito antes da hora. Ele desligou o telefone e eu vi que não tinha outro remédio além de esperar, mesmo odiando esperar.

Sai do metrô a sorte que eu tinha comprado umas long neck quando desci no centro para pegar a linha vermelha. Tomei duas cervejas, fumei três cigarros e olhei os mendigos passar. Neste intervalo de barulho de chuva e cheiro de sarjeta comecei a pensar sobre o que eu estava fazendo. Mas um encontro às escuras e olha que eu não possuo redes sociais para encontros como o Tinder ou sei lá o que, não tenho paciência pra isso. Este rapaz apareceu no meu whatsapp com um papo de desentendido que se tornou interessante, ele estava em meus contatos a um tempo não sei como foi parar lá e para falar a verdade nem ele sabe, contudo lembro que nos falamos várias vezes até que um dia eu pensava que estava em relacionamento sério e dei uma resposta atravessada para ele – ao menos foi o que ele disse refrescando a minha memória.

- Nossa! Eu te dei um corte? Desculpe, eu deveria está bêbada e com raiva...

- É não foi um corte, corte... Você apenas disse que estava na casa do boy e para bom entendedor meio boy basta, mas não achei ruim, você estava com alguém e estava respeitando isso, difícil atitudes assim hoje em dia.


Rimos da situação, porem eu pensava - Por que depois de tanto tempo ele arriscou contato novamente? Eu em seu lugar o whatsapp dele nunca mais veria o meu online. E as noites e dias seguiram até o dia de hoje. Eu que estava ansiosa e imaginando como seria esse encontro que prometia muito, comecei a me pegar com o velho dilema.

- Hoje eu paro na vala, não pera, na mala...

Ele chegou do jeito que era nas fotos, garoto novo de uns 27 anos, alto e a voz de hippie louco como nos áudios e tinha um bigode ala Salvador Dalí, eu gostei. Caminhamos na chuva até seu apartamento que fica poucos minutos do metrô, paramos para servi um mendigo de cigarro, não dá pra deixar um ser humano na chuva sem cigarros, isso é desumano. Ao chegar ao seu apartamento estava visível que acabará de se mudar, então senti um alivio, me parece que até agora tudo que me disse é verdade.

- Cerveja?

- Claro...


Respondi quase como uma viciada em Crack quando está de frente de uma pedra. Ele bolou um cigarro de maconha, mas eu declinei não me sentia segura para fumar e demonstrar como sou idiota depois que fumo, eu não queria também perder os meus reflexos se caso eu tivesse que me defender... Que maluca eu, em uma misturar de querer ficar e querer correr. Sei muito bem que o álcool também pode causar a perca dos reflexos e é por isso que bebo, mas hoje eu sabia que não ia beber muito, não por não querer, mas por ter percebido que havia pouca cerveja na geladeira.

Papo vai papo vem muito agradável, mas às vezes eu me perdia em lembranças de outro alguém. Ele percebia quando eu desligava do assunto e sempre educado me trazia de volta para ele. Viagem, trabalho, teatro, música e por incrível que pareça em nenhum momento meu blog foi citado como em outros encontros, realmente não foi lá que ele me achou, então ele não espera muito de mim. Ufa! Ele não tem uma fantasia criada, afinal, durante esse tempo nada expus a ele, pouco falei de mim. Então ao som de Balck Alien ele e me beijou - tudo começa ou termina no beijo me com o dele fomos além.

Ele me levantou e me colocou em seu colo, sua boca não deixava meus lábios, mas suas mãos já passeavam por dentro de minha roupa tocando todo meu corpo. Ele me olhava com olhar de cio, um touro selvagem que tinha despertado. Eu não tive nem tempo de toca-lo, me jogou na cama e beijando-me começou a arrancar minha roupa, quando vi já estava nua em suas mãos, ele me chupava e tocava meu clitóris deliciosamente, dizia que meus seios eram lindos e os abocanhou eu gemia, pedia para vim, para entrar em mim, mas o filha da puta não vinha. Brincava comigo, dizia me querer submissa, quem mandava era ele, então mudei a estratégia.

- Se você não vem, eu vou...

Subi em cima dele com todo tesão que sentia e sentava naquele pau como se fosse a ultima coisa que eu faria nessa vida, ele subitamente levou a mão ao meu pescoço e começou a apertar – achei que literalmente ia ser a ultima coisa que eu faria mesmo, acho que a mala não ia rolar mais a vala sim. Ele apertava meu pescoço mais eu não saia de cima dele, era uma mistura de medo e tesão, pensei: Se é para morre vou morrer gozando.

Senti-me cansada, sem ar e cair por cima dele, ele rapidamente veio por cima de mim e me beijou docemente, acariciou meu rosto e me penetrou devagar como se estivesse me dando vida e me deu. Os movimentos ficaram mais intensos, as carícias no rosto se tornaram tapas na cara, tapas na bunda e quando vi eu já estava de quatro de mãos presas para trás pedindo por mais. Não sei como adormecemos, apenas sei que acordei com ele a me acariciar lascivamente, pedindo para que eu ficasse uns dias mais. E eu só sabia pensar... Te chupo antes ou depois do café. Mais um dia que burlei a mala.

Tais Medeiros.



Me senti uma azeitona
Triturada na sua boca
E no final foi porra pra todo lado
Urros e gritos desafinados
Mas que putaria baby
Só que eu quero tudo outra vez


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