01/03/2017

Apresentação - Sessão [CONTÍCULOS 00] e outros pensamentos vãos.

Arte: Jan Saudek
[...] Eu sou apenas o pó das estrelas, algo efêmero. Uma passagem, uma fase... Tudo que um dia passa. Como os dias, como às horas, como os amores, a vida. Sou o amor mais doce e a dor mais crua, sou a dualidade a bipolaridade o destruir para recomeçar. Apenas um ser, vagando nas ruas estreladas do universo, um copo vazio na mesa de um bar, um corpo... Apenas um corpo no desfrute o cigarro esquecido no cinzeiro em meio de tantas outras bitucas. Eu sou o anonimato. Escritas de desesperos e o teatro de mil personagens. "Arte não ama os covardes" e acredito que muito menos a vida... Então estou salva, que de todos os males que carrego, covardia não me cabe, pulo no poço, no precipício nos braços da morte e do caos pelo que acredito. Retribuo amor mesmo quando ele não existe mais, mas isso não importa em tempos líquidos a poesia só é lida se tiver gozo. E o que resta para uma pobre diaba, marginal de alma? É esperar o nada, ser um nada e tudo sentir em silêncio de torpor. Não me procure mais, eu não sou daqui. E nada parece ser o bastante. 

Tais Medeiros.

Nenhum comentário: