16/02/2017

Sessão Poema - Parte XLVI [Herança de Kali.]

imagem de internet

Sinto lhe dizer...
Mas você falhou em me desestruturar.
Não causou nada de ruim em mim.
Deixou gostos bons.
Lembranças únicas.

Sou sua exceção.
Estou na prateleira de suas falhas...
Apesar de temos vivido bem.
Apesar de pregar silêncio e incertezas.
Ainda estou aqui.

Sei que não cativas por não querer ser responsável.
Eu me cativo;
Mesmo negando-me sentimentos.
Sei até onde posso ir...
O quanto posso suportar.
Essa é a vantagem de quem se conhece.
Eu ainda estou aqui.

Equilibro-me  nessa bipolaridade sem medo.
Nesse desdém inconsciente.
Meto-me de novo e de novo.
Sabatino a pele.
Recebo toda dor ciente que passa.
Tudo passa...
         ou quase tudo.
Eu continuo aqui.
É mais pela a dor.
Que pelo amor que evoluímos.

Mato demônios
Danço sobre eles.
Bebo seu sangue para não renascerem.
Penduro as cabeças
Destruo a fim de reconstruir.
Sou força que precisa nessa guerra.
Sou herança de Kali.

Desista de me perder.
Faça me ficar...
Eu quero.
Garanto que derrotaremos esses tais inimigos. 
Que não vemos, mas sentimos.
Essas vozes que ecoam em nossas cabeças.
Dizendo ser impossível...
                    improvável.

Eu provo tudo.
Nada está errado.
Está tudo no seu tempo.
Só falta ser aproveitado.
Aproveite em mim.
Do corpo à alma.
E nesta fusão impura.
Sinta nas veias o sangue bombear.
Preenchendo os Chakras.
A vida é uma mulher forte.
                      e linda, meu bem.
Esperando você para gozar.

Tais Medeiros.





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