13/02/2017

Sessão poema - Parte XLV [Pecado é não nos gostar nessa cama.]

Nudegrafia




Não é costume lhe desejar todas as manhãs.
É um desejo insano que se renova todo dia.
Vontade que invade de ter você.
Dentro, em cima ao lado.
Em uma mensagem de bom dia.
À distância não me esfria.
Meu verão interno raia sol todos os dias.
E o desejo aumenta.
Como a temperatura de Dezembro a Fevereiro.
Nossa carne no banquete de natal...
Na rua de carnaval.

Os dias passam leves, ás horas devagar.
Não as conto mais...
Não por não ansiar.
Uma estranha certeza preenche-me.
Não sei do que.
Ela apenas existe latente aqui.

Vejo algo em seus olhos que você desconhece.
Mas como eu disse: Vejo beleza e intensidade em tudo.
Às vezes acerto;
Às vezes me acerto.
Não sei por onde ou para onde que estamos caminhando.
Apenas desviamos dos bancos da cidade...
                               escolhendo a mesma calçada, o mesmo caminho.

Consciente ou inconsciente.
Quero que caminhemos juntos.
Seja para onde for...
Sempre a dois.
Não atrás;
Não à frente;
Do lado.
Iguais nos sentimentos.
Não seremos escravos de emoções de ninguém.
O amor não escraviza...
                      não mata.

Não sabemos o caminho.
Isso não quer dizer que estamos perdidos.
Eu me encontrei faz alguns dias.
Em um domingo de noite quente;
Entre danças na cozinha.
Por favor, não tenha medo.
Não quero nada que não possa me dá.
Mas não me negue nada que possa.
Nem uma gota do seu suor.

Eu sempre quero tudo.
Nada de doses homeopáticas.
Almejo overdose de nós.
Nos dias que nos cabem.
Ainda escrevo por você, para você.
Em papeis amassados;
Cadernos...
Guardanapos.
Rabisco na pele o gosto que tem seu corpo.

O pouco tempo que se faz único.
Quando seus olhos me devoram...
Eu não questiono mais.
Estamos juntos, eu sinto.
Sentir vale mais que querer.
Até mesmo na ausência e no silêncio.
Eu sinto você aqui.
A me despir até mesmo com palavras.
Enlouquecendo em sua boca.
Pecado é não nos gostar nessa cama.


Tais Medeiros.

















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