10/02/2017

Sessão poema - Parte XLIV [Um poema para Sam.]

imagem de internet


Sou a combustão de pensamentos.
Transitando entre mentes livres e corações rebeldes.
Meu corpo vagueia na liberdade.
De ser o que eu quero...
Não o que posso...
Ou que devo.

Não devemos nada nesta órbita.
Menos ainda em outra.
Não existe divida em existir.
Até, por que...
Existir não nos basta.
Queremos ser.
A contraindicação desse mundo torpor.

Não há túmulos que segurem nossos corpos.
E nenhum corpo que segure essas almas.
Almas independentes.
Sem amarras físicas, psíquicas e espirituais.
Dançamos sobre a cidade em chama.
No delírio dos poetas.

Todo dia a vida se renova.
Então, não gastem pedras.
Lápides não merecem nossos nomes.
Viver dói?
Tudo bem...
Sempre tivemos vocação para o doce masoquismo.
Continuamos nesse caminho...
Nessa saudável rebeldia.

Eu não sei o caminho certo.
Diga-me... Quem sabe?
Sei me perder para me achar.
Isso eu garanto...
Sei de cor.

Tais Medeiros.

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