04/02/2017

Sessão poema - Parte XLII [Lute como uma mulher.]

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Seja forte, sua vadia louca.
Não deixe às almas sebosas te afundar.
Não deixe sua cabeça te escravizar.
Engole o choro, diaba.
As coisas são como são.
Não dá para olhar tudo com olhos de poetisa.
Lave este rosto, levante desse chão.
Pessoas são pessoas não presentes dos deuses alienígenas.
Uma hora todo mundo mostra o que é...
                                       e o que não é.
Vamos, sua maluca.
Já se salvou antes.
Vai se entregar as receitas azuis?
Cadê seus brindes no caos?!
Sua dança com a morte?
Lembra?!
Se o mundo te bate, você sai e bate no mundo.
Pare de rolar no campo de batalha feito uma lombriga.
Uma isca mal usada para peixes mortos.
Um cego no meio do tiroteio.
Você ver muito bem.
Mesmo com olhos tortos.
Ver além dessas carcaças cheias de razão.
Todo mundo neste exato momento tem um demônio zumbindo no ouvido.
Escuta quem quer.
Chega de dramas minha cara.
Lute como uma mulher.

Tais Medeiros

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