26/02/2017

Sessão Poema - Parte XLVIII [No estreito de minhas pernas.]

Imagem de internet

Ando a fim de estreitar esse espaço entre nós.
Por um fim nesse distanciamento.
Cortar caminhos para lhe encontrar.
Transformar ruas em vielas
                            bem comprimidas.
Para nossos corpos roçarem ao passar.

Mas não passa...
Nessa travessia perturbadora do querer...
                                               do desejar.
Sua carne na minha unha.
Em suas costas rabiscar.
Minhas marcas, minha assinatura.
Escrita com cio.
Comprovando o gozo.
Lambuzando os pelos e a pele.
Desfazendo esse espaço que nos separa...
                                                      no suor.

A distancia não me contém.
Pratico amor em pensamento.
A cada ponto de ônibus, a cada estação de trem.
E é nessa hora que vejo...
O tempo colabora.
Por mais que haja demora.
A vontade nunca passa...
O tesão não ameniza.
É preciso provar mesmo que tarde...
                                        do que nunca não existe.

Todos os dias meu corpo se prepara para lhe receber.
Em uma festa fugaz.
De molhar lençóis, cantando gemidos.
É perdição, amor.
Que você vai encontrar no fim da distancia entre nós.
No estreito de minhas pernas.

Tais Medeiros.



21/02/2017

Sessão Poema - Parte XLVII [Era uma vez.]

Arte: Jan Saudek


Sobrevivo de amores passageiros.
Amores de fundo de garrafas.
Bebo as pessoas em doses fortes.
E me afogo em minhas doces ilusões.

Um dia me perguntaram...
“Você já amou alguém?”
E no vazio que nego existir...
                   achei meu dilema.
Foi amor ou apenas bebedeiras extremas?

Tudo acaba com a chegada da ressaca.
E percebo que nunca tive amor sã.
Tudo é tão intenso.
Como minhas noites no purgatório.

Sei que é efêmero.
Pois não nasci para amar.
Nasci para divertir noites.
Rir risos de torpor.
E cair sozinha nas sarjetas.
Dando doses de vida a singelos bonecos.
Que esperam inconsciente a fada azul.

E aqui estou eu, outra vez.
Vestida em minha miséria.
Tentando enlouquecer novamente.
E tudo é sempre um eterno...
“Era uma vez.”

Tais Medeiros. 

20/02/2017

- Puta que o pariu, não tem nada a ser feito! Se correr o bicho pega se ficar o bicho come. Foi a frase clichê que ouvi de um outro refugiado. Antes dessa frase idiota eu já almejava estar morta, depois dela então. Minutos depois o idiota que me fazia companhia resolveu sair. A pressão que o chefe assassino causará era grande. Ele citava sobre a morte, algo que parecia um poema. Não havia saída, só existia a morte e os pobres mortais com a teoria de morrer tentando. Morreram mesmo. " Ó morte, tu que és tão forte. Que matas o gato" Pausa para alguém dizendo; - Por favor, eu não fiz nada. Buuumm. [TEXTICULO 65]

Quando informaram que o chefe surtou e estava pelas dependências do prédio atirando nas pessoas, pensei: Que sorte. Ouvia os tiros, cada um que tentava sair ou entrar na sala que fica no décimo terceiro andar era alvejado de bala. 

 - Puta que o pariu, não tem nada a ser feito! Se correr o bicho pega se ficar o bicho come. 

 Foi a frase clichê que ouvi de um outro refugiado. Antes dessa frase idiota eu já almejava estar morta, depois dela então. Minutos depois o idiota que me fazia companhia resolveu sair. A pressão que o chefe assassino causará era grande. Ele citava sobre a morte, algo que parecia um poema. Não havia saída, só existia a morte e os pobres mortais com a teoria de  morrer tentando. Morreram mesmo. " Ó morte, tu que és tão forte. Que matas o gato" Pausa para alguém dizendo; 

- Por favor, eu não fiz nada. Buuumm. 

Gritos, gemidos, choro. "Matas o rato" Outra voz, agora de uma senhora. 

- Deus tenha piedade de minha alma. 

 - Deus? 

Ouvi a voz do meu chefe calma como os dias que estava de bom humor fazendo piadas sobre religião. 

- Deus está almoçando. Pediu para eu ensinar bons modos a vocês. Buuum. 

Ouvi um tiro e logo em seguida o barulho de arma sendo engatilhada. Espiei e vi ele batendo com a espingarda no tampo da mesa pedindo para alguém sair. Ouvia-se rezas do tipo Pai Nosso, Ave Maria e umas que nunca tinha ouvido. Quem saiu foi Breno, o garoto problema da empresa. O santo do pau oco. Dizia-se pastor, mas não respeitava ninguém. Todo mundo sabia que ele traía a esposa com outra crente da empresa. 

 - Ora, ora se não temos é o filhote de Jesus Cristo com medo de morrer. Eu jurava que você seria o primeiro a se jogar na frente das balas para salvar os inocentes, santo. 

Ele falava batendo com a ponta do cano da 12 na testa de Breno. 

 - Abre a boca. 

Disse o supervisor. E Breno fez que não com a cabeça. 

- Abre ou eu quebro seus dentes com o cano. 

Sua voz tornou-se áspera como quem falava com os dentes serrados de ódio. Breno abriu e instintivamente imaginei Breno pagando um boquete para a arma. O chefe pareceu ler minha mente ao pedir para que Breno colocasse a língua para fora, mas o pastor tirou a boca do cano e colocou a língua para fora como quem está sendo examinado por um médico. 

- Imbecil! Quem disse que é para tirar a boca. 

Disse o mais recente assassino batendo mais uma vez com o cano na testa do crente fazendo um corte superficial. Confesso que causou-me certo prazer vendo o santo do pau oco passando por aquela situação. Breno gostava de pisar nas pessoas e se gabar de ser o melhor vendedor. O chefe enfiava o cano até o fundo de sua garganta, até o ponto de sentir ânsia de vômito. 

 - Jesus!!!

- Sem chorar. Se chorar estouro seus miolos. 

Dito e feito. Assim que concluiu a frase desceu uma lágrima, uma única lágrima do olho direito e só o que me lembro é do chefe virando o rosto e a cabeça de Jesus explodindo como os balões gigantes de aniversário cheio de balas e chocolates. Só que ao invés disso era pedaços de cérebro, crânio e dentes. Eu fiquei ali embaixo da mesa esperando ele se cansar ou vir me buscar. Talvez ele nem repare que entre os corpos de sua antiga equipe, não está o meu. Mas realmente não me importo em morrer, seria realmente um favor. Eu não contribuí em nada nessa vida. Não plantei uma árvore, não tive filhos e muito menos escrevi um livro. Nunca me esforcei para ser feliz ou fazer alguma coisa boa, nem ao menos amei a pátria. Pra falar a verdade, não sei como fui o esperma "vencedor", duvido que eu estava lá tentando ser fecundado, aposto que foi um acidente, algum daqueles porras desesperados me empurrou bem no olho do furacão. E agora estou aqui, 30 anos de vida bosta e vou acabar assassinada por um maluco dentro de um call center. Não vejo desfeche melhor... Minha família vai chorar, mas vai superar, todos superam, a vida continua, as dívidas continuam e as lamentações também. Falta de amor, falta de dinheiro, falta de entendimento... A vida foi só falta. 

Sei que  a mídia vai cair matando, mas também nos esquecerá fácil, sempre tem uma nova tragédia. Esse mundo é muito ruim, não, as pessoas são. Guerra, roubo, escravidão... Não dá pra viver aqui. As pessoas sempre querendo ser mais que os outros até na desgraça, humanidade doente. Vai saber o que levou o chefe a fazer isso. Eu não vou mentir, todo dia imaginava isso. Então que ele venha e acabe com essa merda de viver. 

Um barulho... A porta abre e eu escuto seus passos, confesso que me urinei, afinal quem somos nós em frente do medo? Somos seres sem controle até das nossas necessidades biológicas. Percebo que ao final da sala existem mais duas pessoas, Jairo e uma garota que apesar de tê-la encontrado algumas vezes no banheiro e no café não lembrava o nome. Talvez fosse do financeiro, com aqueles sapatos chiques e aquele terno de executiva. Quem em sã consciência usava terno naquele calor insuportável quando o ar-condicionado estava desligado a dias? Vi a careca do cara brilhar de suor e tive certeza que só podia ser Jairo. Por um momento respiro aliviada. Ele vai neles primeiro. A gente sempre acha que não vai acontecer com a gente, até que um dia você se vira e tudo muda. Mas Jairo e o chefe eram amigos, talvez ele conseguisse convence -lo de parar com isso. Ao invés disso, assim que me virei dei de cara com o chefe que estava suando feito um porco, sujo de sangue com uma garrafa de Jack na mão. Pensei: Quando passar esse porre ele vai ver a merda que fez. Será que vai ter arrependimento de verdade? 

 Eu diante da morte começo em fração de segundo "despensar" tudo que pensei antes. Covarde! Não quero mais morrer! E todas as vezes que fiz hora extra porque ele pediu com sua voz doce? Covarde! Quando conseguimos uma coisa não queremos mais. Cuzão! As vezes que o vi bebendo durante o almoço escondendo o whisky na xícara de café enquanto eu escondia minha vodca em meu squise com a marca da empresa. Filho da puta! Essa seria minha única conquista. Morrer! Mas agora prefiro continuar sem conquistar nada. 

Não consegui ver seus olhos. Ele os escondia atrás dos seus velhos óculos escuros. Sempre chegava com eles, fumando um cigarro, fedendo a ressaca e dava um bom dia com a voz grave de quem não dormira. Que merda... O idiota tem razão. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come... Não tenho nada a fazer, já caí em um clichê e não vou cair no outro de morrer tentando. 

- Então... Faça-me um favor. Acabe com isso. Acabe com essa vida de merda, rápido... Porque já estou começando a me arrepender e quase implorando por esta vida desgraçada. Vai...Me faça esse favor. 

Ele apontou a arma bem na minha testa, segurava de pulso forte, eu fechei os olhos e na minha mente apenas vinha a imagem do meu rosto aberto. De repente: Click. E eu esperando aquele barulho ensurdecedor da espingarda explodindo. A arma saiu da minha testa, eu ainda respirava desesperadamente, abri os olhos e ele acendia um cigarro, o click sairá de seu isqueiro Zippo com uma caveira de cartola. 

- FILHO DA PUTA... Por quê? 

Ele me respondeu odiosamente calmo. 

- Não faço favores a ninguém...

Tais Medeiros & Bento Qasual
via Coletivo Insano.


Era pra frear e eu acelerei
Era só desviar, mas eu nem tentei
Passei por cima de seis
Mas eu me recordo que não fugi
Esperei até o socorro vir
Mas eu só lembro até aí
Por que eu tomo remédio demais
Por que eu sinto raiva demais
Tanto que eu não durmo mais
Já estou vendo o mal que isso faz

16/02/2017

Sessão Poema - Parte XLVI [Herança de Kali.]

imagem de internet

Sinto lhe dizer...
Mas você falhou em me desestruturar.
Não causou nada de ruim em mim.
Deixou gostos bons.
Lembranças únicas.

Sou sua exceção.
Estou na prateleira de suas falhas...
Apesar de temos vivido bem.
Apesar de pregar silêncio e incertezas.
Ainda estou aqui.

Sei que não cativas por não querer ser responsável.
Eu me cativo;
Mesmo negando-me sentimentos.
Sei até onde posso ir...
O quanto posso suportar.
Essa é a vantagem de quem se conhece.
Eu ainda estou aqui.

Equilibro-me  nessa bipolaridade sem medo.
Nesse desdém inconsciente.
Meto-me de novo e de novo.
Sabatino a pele.
Recebo toda dor ciente que passa.
Tudo passa...
         ou quase tudo.
Eu continuo aqui.
É mais pela a dor.
Que pelo amor que evoluímos.

Mato demônios
Danço sobre eles.
Bebo seu sangue para não renascerem.
Penduro as cabeças
Destruo a fim de reconstruir.
Sou força que precisa nessa guerra.
Sou herança de Kali.

Desista de me perder.
Faça me ficar...
Eu quero.
Garanto que derrotaremos esses tais inimigos. 
Que não vemos, mas sentimos.
Essas vozes que ecoam em nossas cabeças.
Dizendo ser impossível...
                    improvável.

Eu provo tudo.
Nada está errado.
Está tudo no seu tempo.
Só falta ser aproveitado.
Aproveite em mim.
Do corpo à alma.
E nesta fusão impura.
Sinta nas veias o sangue bombear.
Preenchendo os Chakras.
A vida é uma mulher forte.
                      e linda, meu bem.
Esperando você para gozar.

Tais Medeiros.





O tempo trata de mostrar quem é quem. Tempo maldito que brinca com a gente como uma criança brinca com a comida, mas só brinca com a comida quem tem o que comer. Quem tem a segurança de uma dispensa cheia forrada de opções não dá valor ao que está diante dos olhos. Às pessoas de certa forma também são assim, vestidas em carcaças se escondendo em máscaras. Desculpe pela analogia sem pé nem cabeça, mas hoje na minha meteorologia acordei garoando, marcando 30 graus de pensamentos e com relâmpagos de tristeza. [TEXTICULO 64]

O tempo trata de mostrar quem é quem. Tempo maldito que brinca com a gente como uma criança brinca com a comida, mas só brinca com a comida quem tem o que comer. Quem tem a segurança de uma dispensa cheia forrada de opções não dá valor ao que está diante dos olhos. Às pessoas de certa forma também são assim, vestidas em carcaças se escondendo em máscaras. Desculpe pela analogia sem pé nem cabeça, mas hoje na minha meteorologia acordei garoando, marcando 30 graus de pensamentos e com relâmpagos de tristeza. No escuro do quarto comecei a reviver fatos, coisas que eu não via e agora vejo dá sentido às conjunturas passadas. Explica tanto desencontro que temos.

Eu volto a falar da covardia, não a de não tentar, mas há de esconder sentimentos, alimentar infortúnios do passado. Você vive lá remoendo culpas que talvez não sejam apenas suas, todo mundo tem uma parcela de culpa do que acontece com a gente mesmo que mínima. Eu idealizei você, erro meu, eu sei. Idealizei forte, apaixonado, tarado e decido, Apenas esqueci um detalhe – Você é ser humanos.

Eu escuto seus gritos de socorro e vejo em seus olhos o desejo de se libertar de tudo que lhe prende, sufoca. Arranque essa máscara de cara legal essa carcaça de assumir tudo que existe de ruim no mundo. Somos representantes apenas de nós mesmos nesse plano. A única gentileza que podemos fazer é não enganar, usar, humilhar o outro por prazer. Se tudo que você viveu deixou gosto amargo e hora de escrever uma nova história. Não somos mais o que éramos ontem, imagina de anos atrás. 

Tudo muda... 

Porém não é preciso deixar que o tempo ou Deus faça isso sozinho. Somos agentes de mudanças também. Eu quero que fique e lute pela mudança que deseja ser, mas não é meu querer que regra o mundo – Infelizmente...

Em minha mente tudo no fim dá certo, mania de ter fé na vida.

Já que pretende ir espero que vá completo, transbordando amor por você e em paz. Não habita mais em mim o desejo de posse o egoísmo de querer alguém de qualquer forma ao meu lado. Quero alguém com vontade de ficar de lutar a cada dia por essa tal felicidade que ninguém vê, mas sente. Ela se conquista todos dias.

Eu não lhe peço desculpa por não supri suas dores e por não tocar sua essência, muito menos te culpo, não existem culpados, apenas vitimas. Somos vitimas dessa doença de existir em graus diferentes, eu quero tudo e você quer nada só que nada pode ser tantas coisas ás vezes...

Penso que você precise fazer diferente do que anda fazendo, como mesmo diz, há tanto tempo. Esquecer o que pensa que sabe, zerar tudo e renascer. Fugir no desespero não ajuda a gente, acabamos sempre voltando para onde desejamos sair. Ahhh! Mas quando a gente se liberta das dores para de alimentar fracassos e de correr de encontro a morte qualquer lugar vira casa e as raízes se espalham dando base para linda e forte árvore que seremos um dia. 

Tais Medeiros. 

Não vim até aqui
Pra desistir agora
Entendo você
Se você quiser ir embora
Não vai ser a primeira vez
Nas últimas 24 horas
Mas eu não vim até aqui
Pra desistir agora
Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Voando sem instrumentos
Ao sabor do vento
Se depender de mim
Eu vou até o fim

13/02/2017

Sessão poema - Parte XLV [Pecado é não nos gostar nessa cama.]

Nudegrafia




Não é costume lhe desejar todas as manhãs.
É um desejo insano que se renova todo dia.
Vontade que invade de ter você.
Dentro, em cima ao lado.
Em uma mensagem de bom dia.
À distância não me esfria.
Meu verão interno raia sol todos os dias.
E o desejo aumenta.
Como a temperatura de Dezembro a Fevereiro.
Nossa carne no banquete de natal...
Na rua de carnaval.

Os dias passam leves, ás horas devagar.
Não as conto mais...
Não por não ansiar.
Uma estranha certeza preenche-me.
Não sei do que.
Ela apenas existe latente aqui.

Vejo algo em seus olhos que você desconhece.
Mas como eu disse: Vejo beleza e intensidade em tudo.
Às vezes acerto;
Às vezes me acerto.
Não sei por onde ou para onde que estamos caminhando.
Apenas desviamos dos bancos da cidade...
                               escolhendo a mesma calçada, o mesmo caminho.

Consciente ou inconsciente.
Quero que caminhemos juntos.
Seja para onde for...
Sempre a dois.
Não atrás;
Não à frente;
Do lado.
Iguais nos sentimentos.
Não seremos escravos de emoções de ninguém.
O amor não escraviza...
                      não mata.

Não sabemos o caminho.
Isso não quer dizer que estamos perdidos.
Eu me encontrei faz alguns dias.
Em um domingo de noite quente;
Entre danças na cozinha.
Por favor, não tenha medo.
Não quero nada que não possa me dá.
Mas não me negue nada que possa.
Nem uma gota do seu suor.

Eu sempre quero tudo.
Nada de doses homeopáticas.
Almejo overdose de nós.
Nos dias que nos cabem.
Ainda escrevo por você, para você.
Em papeis amassados;
Cadernos...
Guardanapos.
Rabisco na pele o gosto que tem seu corpo.

O pouco tempo que se faz único.
Quando seus olhos me devoram...
Eu não questiono mais.
Estamos juntos, eu sinto.
Sentir vale mais que querer.
Até mesmo na ausência e no silêncio.
Eu sinto você aqui.
A me despir até mesmo com palavras.
Enlouquecendo em sua boca.
Pecado é não nos gostar nessa cama.


Tais Medeiros.

















11/02/2017

Não fique bravo, meu bem. Não quero brigar, mas se isso é necessário para você exorcizar seus demônios. Brigaremos do meu jeito. Vamos para o quarto lhe darei uma dose de minha fúria de viver. Briga comigo tem que ter atrito físico, escolha - na minha cama ou na sua? [TEXTICULO 63]



Nossa história poderia virar filme. Uma tragicomédia romântica, eu escreveria o roteiro sobre nós, não omitiria nada. Você sabe disso, já escrevo sobre nós há algum tempo. As pessoas iam adorar nossa tragicomédia, iam se envolver e torcer pelo tão esperado final feliz... Eu também.

Tivemos pouco tempo de vida útil, mas não tem como negar que vivemos tudo, poderia até ser uma minissérie. Foram tantas loucuras tantos carinhos e gozos demasiados uma mistura de romance policial/passional e um drama psicológico com toques de comédia regado aos poemas de Bukowski. Nós somos assim, uma mistura linda de amor e dor. Machucamos-nos para nos curamos. Houve cenas tristes também, duvida medo escândalos, brigas em bares e palavras mal ditas, porem a reconciliação sempre foi explosão de prazer. Dormindo ao som Creedence e acordando Alabama Shakes. Até brigar se torna um bom negócio com você.

O triste é que se depender de você não teremos um final feliz. Vamos frustra os nossos telespectadores seriamos alvos de brutas criticas. Tanta confusão, tantos gritos, tantos beijos, choros e abraços para nada? Já dizia o poeta – “As mais belas histórias tem começo, medo e sim.” Não quero que sejamos diferentes nisso.

Mas não nos importamos com criticas, fazemos demais. Autocrítica é foda. A gente pensa no que disse e no que não disse, pensa no que fez e no que não fez e nas coisas que podíamos ter evitado. Achamos-nos pequenos, limitados e entramos em uma crise sem tamanho. E pensa: “Tudo que eu toco eu estrago, sou um pobre diabo”. E o espírito escurece e vem todos os problemas, não sabemos lidar com as novas e muito menos com as antigas situações. Então sente a necessidade de isolar-se, por o mundo de quarentena longe de você, pensando ser o mal e que sozinho excluso o mundo viverá em paz. Pretensão a nossa, não? Achar que somos o centro de algo nessa vastidão de universos, mesmo que seja o da perturbação.

Esquecemos que todos têm problemas e fugir, evita-los, entorpece não adianta de nada. Parece que é nesse momento de foda-se ligado que eles transam entre si e multiplicam, piorando as ressacas dos dias. O sol soca nossa cara e não acalentar.

Sabe? Essa vida não é boa, mas é a vida que temos e devemos ter coragem de vive-la da melhor forma até nos seus péssimos momentos. Não estou sendo positiva otimista e blá blá blá apenas sei que está é a melhor forma. Você tem o necessário para viver ou existir. Tem um trabalho, família, amigos, lar, saúde, oxigênio e um amor (apesar de me negar... Namoro-te silenciosamente.) é sua escolha, para tudo existe escolha até a errada não deixa de ser uma escolha.

Temos que aprender a dar valor as coisas que pensamos serem pequenas mais é de uma grandiosidade inexplicável, como te ver dormi se tornou valoroso para mim. Não gaste energia amor com coisas triviais use tudo que tens para ter combustível para ganhar o mundo e ser o que almeja ser e pular qualquer merda de obstáculo que apareça no caminho. Não se gaste em noites miseráveis de torpor.

Eu quero terminar nosso roteiro e com um final feliz mesmo que eu não esteja nele. Quero te coroar herói que ganhou a batalha contra seus demônios e dominou a si. Ter o pé no chão não é fácil, melhor ter a cabeça na lua, mas existem coisas que merecem momentos de nossa limitada sanidade. Os erros a de servir para alguma coisa nessa merda.

 Chapamos para celebrar e não para esquecer a loucura de se pertencer. Enfrentamos a vida de cara limpa e gozamos nosso desequilíbrio equilibrado. Não fique bravo, meu bem. Não quero brigar, mas se isso é necessário para você exorcizar seus demônios. Brigaremos do meu jeito. Vamos para o quarto lhe darei uma dose de minha fúria de viver. Briga comigo tem que ter atrito físico, escolha - na minha cama ou na sua?


Tais Medeiros.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa, tudo passará
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos





10/02/2017

Sessão poema - Parte XLIV [Um poema para Sam.]

imagem de internet


Sou a combustão de pensamentos.
Transitando entre mentes livres e corações rebeldes.
Meu corpo vagueia na liberdade.
De ser o que eu quero...
Não o que posso...
Ou que devo.

Não devemos nada nesta órbita.
Menos ainda em outra.
Não existe divida em existir.
Até, por que...
Existir não nos basta.
Queremos ser.
A contraindicação desse mundo torpor.

Não há túmulos que segurem nossos corpos.
E nenhum corpo que segure essas almas.
Almas independentes.
Sem amarras físicas, psíquicas e espirituais.
Dançamos sobre a cidade em chama.
No delírio dos poetas.

Todo dia a vida se renova.
Então, não gastem pedras.
Lápides não merecem nossos nomes.
Viver dói?
Tudo bem...
Sempre tivemos vocação para o doce masoquismo.
Continuamos nesse caminho...
Nessa saudável rebeldia.

Eu não sei o caminho certo.
Diga-me... Quem sabe?
Sei me perder para me achar.
Isso eu garanto...
Sei de cor.

Tais Medeiros.

08/02/2017

Sessão poema - Parte XLIII [Vai meu menino vadio.]

imagem de internet

Chico escreveu e Bethânia cantou...
"Vem meu menino vadio."
Mas nossa canção será outra...
Vai!!!

Vai meu menino vadio.
Viver o que quer...
          o que te faz feliz.
Na alegria dos seus sonhos.
Vislumbrar outras paisagem.

Invejo a ti, meu menino.
Que parte para seus desejos sem medo.
Munido de amor, paz e coragem
Vai...

Ser um fiel Sagitariano.
Que se joga no desconhecido.
Tudo é carnaval, tudo é um talvez.
Não podemos saborear duvidas.
O mundo é sua casa.

Vai ser poesia no anoitecer de outros horizontes.
E o nascer do sol em novos dias.
Nosso sexo não é despedida.
É um até logo sem data.
A gente nunca sabe;
Para onde nos leva essa vida.
Ela tem tantos caminhos.

Um dia a gente se reencontra.
Nos escuros dos quartos
                     ou em mesas de bares, dentro de um abraço.

Vai meu menino vadio.
Ser luz nesse mundo de pessoas cinzas.
Leve amor, por favor.
E lembranças de mim.


Tais Medeiros. 

Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus


07/02/2017

É meu bem a gente faz o que pode e o que não pode. Levantou-me com as duas mãos segurando fortemente em minha bunda, entramos na sala, colou-me sobre a mesa do escritório, sua boca em meus seios e sua mão a me tocar, fazendo meu clitóris vibrar. Eu suplicava para fuder. Arrancou minha calça, até o botão não resistiu a tanto tesão e me deixando de bruços sobre a mesa me penetrou até nosso gozo escorrer. [TEXTICULO 62]



Já havia um tempo que nos falávamos via redes sociais. Ele me abordará educando e elogiando meu blog. Eu fiquei feliz a gente inflama quando alguém elogia nosso trabalho, mesmo eu que não sei lidar com elogio. Mas não era só por isso que me sentia feliz e ligeiramente excitada o boy em questão era bonito e tinha uma conversa gostosa e saliente parecia ser um cara legal. Vira e mexe me meto em confusões do tipo, primeiro adiciona na página e depois umas conversas e pow o encontro físico. Não sou muito de me aventurar nesses encontros às escuras, porem têm dias que você acorda para o crime, tudo ou nada - um dia desse eu acabo na mala ou em uma vala, mas esse dia não será hoje ao menos eu espero.

Muito envolvida com a conversa do boy de 30 anos, publicitário e músico que gosta de cerveja boa e bares "grunges" resolvi partir para o ataque e marcar um encontro. Eu não tenho nada a perder... Só a vida, mas como eu disse: Não será hoje. Marcamos em seu escritório localizado na Vila Mariana cheguei com um atraso de meia hora, fiz isso de propósito para não entregar ao boy minha ansiedade de nascença, afinal ele não precisa saber no primeiro encontro que sou maluca. Subi pelo elevador arrumando os seios tinha vestido a melhor lingerie. Não sei se rolaria um sexo casual, mas por via das dúvidas eu estou quase sempre pronta.

Parei em frente a porta e hesitei em bater, a dúvida pairava sobre minha cabeça. E se eu não agradar e se ele não me agradar? Talvez seja melhor manter essa relação apenas pelas mensagens gostosas que trocávamos. Eu sempre estrago tudo, mais cedo ou mais tarde. Se alguém quiser se relacionar comigo tem que saber que eu sempre vou precisar de uma segunda, terceira, quarta, quinta chance. Fiquei olhando para porta sem saber o que fazer e quando não sei o que fazer ai que mora o perigo, acabo fazendo merda. Meti um foda-se baixinho e abri a porta de supetão, só depois que ele estava na minha frente é que me lembrei de bater.

Ele me olhou e disse:

- Você chegou... Entre.


Eu desajeitada entrei tímida no recinto, odeio quando me bate essa crise de timidez me sinto uma adolescente virgem que não sabe o que fazer quando põem um pau na sua mão. Chupar ou massagear? Duvidas normais que nos seguem.

- Senta... Quer beber alguma coisa?

Ele falava comigo e eu apenas olhava para ele, não ouvia nada sentia meu rosto arder e meu coração acelerar. Era estranho, me sentia bem, mas me sentia idiota. Aceitei o suco, querendo loucamente uma dose de whisky e um som bem alto para eu voltar a ser dona das minhas pernas e do meu mundo. Sentou ao meu lado e conversou sobre coisas trivias, o trabalho, o calor a ressaca que ele estava, agradeceu por eu arrumar um tempo para ir vê-lo e pediu desculpa por ser ali nosso grande encontro jurou que o segundo seria melhor. Eu sorri não estava me importando com o local, mas realmente podia ter uma bebida. Eu estava monossilábica, não sei por que, talvez seja por que estava gostando da obra ao vivo e estava com medo de já espantar boy.

- Você é mesmo solteira?


- E maluca...

Respondi sem pensar caminhando até a varanda acendendo o cigarro.

- As mais lindas sempre são.


Respondeu ele caminhando até a varanda acendendo um cigarro também.

- Isso é um elogio?

- É claro. As mais lindas sempre são malucas, problemáticas e inteligentes.

Apenas as fumaças dos nossos cigarros interagiam, um silêncio constrangedor tomou conta da varanda, mesmo com os carros a roncarem lá em baixo. Esse boy deve ter muita experiência com gente perturbada devia ser psicólogo ao invés de publicitário. Então pra que me castrar? Dei meu sorriso de canto de boca, apaguei o cigarro no cinzeiro e me voltei para ele.

- Para saber se vai acontecer um segundo encontro preciso fazer uma coisa. Você me invocou até aqui então acredito que não tenha problema.


O beijei... Um beijo de nicotina onde as línguas começaram a transar antes dos corpos. Surpreendentemente ele correspondeu deixando-me molhada logo no primeiro beijo. Sentir seu pau endurecer e ali mesmo na varando minhas mãos invadiram suas calças. Era rígido e grosso, meu corpo tremia a cada beijo. Após o amasso que me lubrificava na varando ele me olhou com um olhar de bicho no cio. Olhei para o céu um olhar profano e agradeci a Deus.

– Obrigada senhor. Não é hoje que acabo na mala.


Subitamente ele abriu minha blusa e começou a beijar meus seios, viu a lingerie.

- Veio pronta pra me enlouquecer mesmo...

É meu bem a gente faz o que pode e o que não pode. Levantou-me com as duas mãos segurando fortemente em minha bunda, entramos na sala, colou-me sobre a mesa do escritório, sua boca em meus seios e sua mão a me tocar, fazendo meu clitóris vibrar. Eu suplicava para fuder. Arrancou minha calça, até o botão não resistiu a tanto tesão e me deixando de bruços sobre a mesa me penetrou até nosso gozo escorrer.

Jogados no chão do escritório ele acariciava meus seios, dizia que eram lindos. Eu metia o louco falando que eram apenas seios pequenos.

- São do tamanho certo. Eu poderia chupa-los a tarde toda.

- Você não pode chupa-los à tarde toda... Você só tem duas horas de almoço.

- E foi o melhor almoço que tive... Pode apostar.


Rimos como idiotas e ele me perguntou.

- Sou digno do segundo encontro?

E eu totalmente entregue ao desconhecido respondi.

- A que horas você sai mesmo?


Tais Medeiros.


Olho pro meu corpo sinto a lava escorrer
Vejo o próprio fogo não há força pra deter
Me derreto tonta, toda pele vai arder
O meu peito em chamas solta a fera pra correr
Pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder

04/02/2017

Sessão poema - Parte XLII [Lute como uma mulher.]

Sem créditos na imagem


Seja forte, sua vadia louca.
Não deixe às almas sebosas te afundar.
Não deixe sua cabeça te escravizar.
Engole o choro, diaba.
As coisas são como são.
Não dá para olhar tudo com olhos de poetisa.
Lave este rosto, levante desse chão.
Pessoas são pessoas não presentes dos deuses alienígenas.
Uma hora todo mundo mostra o que é...
                                       e o que não é.
Vamos, sua maluca.
Já se salvou antes.
Vai se entregar as receitas azuis?
Cadê seus brindes no caos?!
Sua dança com a morte?
Lembra?!
Se o mundo te bate, você sai e bate no mundo.
Pare de rolar no campo de batalha feito uma lombriga.
Uma isca mal usada para peixes mortos.
Um cego no meio do tiroteio.
Você ver muito bem.
Mesmo com olhos tortos.
Ver além dessas carcaças cheias de razão.
Todo mundo neste exato momento tem um demônio zumbindo no ouvido.
Escuta quem quer.
Chega de dramas minha cara.
Lute como uma mulher.

Tais Medeiros

03/02/2017

Sou uma farsa, somos uma farsa de quinta querendo ser tragédia grega, e eu não sei mais o porquê dessas linhas, talvez seja para organizar os pensamentos, não fazer besteira, desesperar, enlouquecer de vez. É puro masoquismo de por dedo em feridas. A dor nunca passa e eu tento de todo modo me adaptar a ela. São apenas linhas, são apenas linhas, meus pobres mortais que roem carcaças e querem arrotar filé. [TEXTICULO 61]

O cigarro no fim, o café frio e o cinzeiro transbordando cinzas. Cinzas de um tempo que não passa tempo desperdiçado. Que dia é hoje? Procuro inutilmente me achar no espaço e tempo presente, mas a cabeça sempre me retorna para o passado. Sinto dores no pé, porem e a dor no braço que me trás aos dias atuais, lembrando que a realidade dói. Faz três meses que não durmo e o braço não descansa, existe para escrever o que ninguém entende ou não quer entender. Três meses de luzes acesas e alma escura, não é consciência pesada é falta de consciência, consciência das coisas. É falta.

Não sei bem por que se foram, mas a sensação que existe hoje é que na verdade nunca estiveram aqui. Nunca foi aquilo que vivemos, não era nós eram apenas “nos”. Amarrados a necessidades baixas de suprir as coisas que nos faltam, que não conseguimos por si só ter. Temos que buscar no outro, sugar força e motivo para ser o que almeja ou pensa ser. Pessoas se moldam em pessoas. Mas uma hora a gente sente o gosto - o gosto gostoso da vitória e não são mais necessários vassalos, então viramos as costas e partimos tentando acreditar que o adeus foi apenas culpa do outro. Fico pensando. Até onde tudo é verdade?

Os dentes doem ao ingerir qualquer coisa gelada, a gengiva há dois dias faz tudo ter gosto de sangue. Eu não sei por que falo disso, deve ser por que são as coisas que me fazem lembrar que estou viva, que existo. Existir não é o bastante, não para mim. Se ao menos eu fosse poeta... Eu saberia explicar toda essa bagunça - Se fosse Deus, seria um deus melhor, consertaria tudo que existisse de errado, já está provado, apenas complicamos as coisas. E se por acaso, para meu azar, eu fosse mesmo esse diabo que insisto ver no espelho eu me entregaria.

A gente fica assim, pensando em tanta coisa que passou. Olhando o passado do mural de fotos mesmo sabendo que não há nada que valha pena buscar lá, na verdade eu sinto que tem coisas lá que posso trazer de volta. Porra essa teimosia libriana de não querer esquecer ou ser esquecida e essas certezas incertas das pessoas de nunca querem voltar.

Esse verão cinza me anima em algumas horas do dia parece que está me acompanhando, me ouvindo e entendendo. Mas quase sempre estou sobre a cama olhando o teto e falando “por que.” Cheguei à conclusão que são tantos “porquês” nessa vida sem resposta. Que me sinto um livro de gramática sem coerência. Palavras, só palavras ditas e malditas, vivemos em torno delas, precisamos delas e não sabemos usa-las. A gente não sabe de nada mesmo.

Queria um dia saber o que essa vida me reserva e se tem mesmo um continue, por que creio que somente essa não vai dá para resolver tudo, responder todas as perguntas e chorar todo o choro e talvez rir, todo riso. Essa merda de esperança sempre invade meus pensamentos melancólicos e suicidas. Sou uma farsa, somos uma farsa de quinta querendo ser tragédia grega, e eu não sei mais o porquê dessas linhas, talvez seja para organizar os pensamentos, não fazer besteira, desesperar, enlouquecer de vez. É puro masoquismo de por dedos nas feridas. A dor nunca passa e eu tento de todo modo me adaptar a ela. São apenas linhas, são apenas linhas, meus pobres mortais que roem carcaças e querem arrotar filé.

Tais Medeiros.

Sangue! Sangue!
Sangue!
Chatterton suicidou
Kurt Cobain suicidou
Getúlio Vargas suicidou
Nietzsche enlouqueceu
E eu!
Não vou nada bem
Não vou nada bem