24/01/2017

Sessão poema - Parte XXXVIII [Sabe o que eu mais quero dessa vida? É fuder, fuder, fuder...]

Arte: Frida Castelli


Sabe o que eu mais quero dessa vida?
É fuder, fuder, fuder...
Fuder na cama
Na cadeira;
Na mesa;
No banheiro;
No chão;
No bar;
Na rua;
Fuder a sua mente;
E o seu coração.

Dançar leve e louca por essas sarjetas.
Ouvindo histórias de amor e desamor.
Lutas sem glórias.
E glórias com lutas.
Degustar todos os sabores.
De esquina em esquina.
Amar o próximo e o seguinte.
Guardando o anterior no peito...
                     com meu puro amor.      

A vida é um eterno “se fuder.”
Então pra que ficar com nuvens negras nos olhos?
Aproveitaremos cada momento...
Do nosso extravagante libido.
Caia nesse bacanal de emoções.

Chama-me de puta?
Logo eu!
Serva de Baco.
Nascida em Vê(nus).
Do ventre de Afrodite...
A deusa louca dos corpos suados.
E línguas devassas.
Apenas jurando pecado.

Liberte essa energia que unifica os seres viventes.
Nada mais terno que nosso vai e vem.
                                      toques sem lei.
Não existe nada mais verdadeiro que o tesão.
Beijos apaixonados em noites de verão.
Toco-me...
Toque-me.
Quero escutar a melodia dos gemidos.
Ver nosso paraíso entre as pernas inundar.

Vamos, “meus bens”...
A dor não faz morada.
É tão démodé ficar mal.
Sei que dói...
"Amor só é bom se doer."
Porém desistir de nós dói mais.

Está uma bela noite...
Para amar sem dor.
Esquecer essa doença de só existir.
Vamos nos embriagar amor.
E dançar pelados na floresta de pedra.
Em nome de deus...
                      Dionísio. 

Tais Medeiros.





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