04/01/2017

Sessão poema - Parte XXXIII [Marginal Alado.]

Sem créditos na imagem - via internet


Não posso mais lhe oferecer meus versos quentes.
Não existe mais nada queimando em mim.
Vai levar um tempo...
Para que eu volte a me enganar.
Dizendo ser forte e feliz.
Vai demorar um pouco...
Para juntar os cacos que queixamos...
                                  um no ou outro.
Somos o nosso maior problema.
Pensei que nos resolveríamos.
Que estivéssemos ligados.
Por textos, loucuras e vontades.
Vontade de ter alguém ao lado.
Para rir, surtar, beber e amar.
Planos demasiados.
Era meu companheiro real.
Meu marginal alado.
Admirador de blues, sarjetas e almas.
Mas não...
Foi este medo de magoar um ao outro...
                        que saiu rasgando tudo.
Talvez tenha uma nova conquista, um antigo amor.
Este é meu ultimo poema para você.
Ele está frio agora.
Como sentir você em outros dias.
Mas minhas escritas ainda têm sentimentos.
Um grande desejo, muito apreço.
Sempre existirá algo em mim...
                                   para você.

Tais Medeiros.

2 comentários:

Gugu Keller disse...

O poeta é, a rigor, um tradutor da própria dor.
GK

Choconhaque disse...

Nossa! Muito bom issoO. 😉
Obrigada pela visita.