02/01/2017

Sessão poema - Parte XXXII [Ah! Esse barulho que sai de mim. Gosto de dramas baratos, passionalidades e amores sem freio. Gosto dessas coisas de sarjetas... elas cabem em poesias.]

Ah! Esse barulho que sai de mim.
Gosto de dramas baratos, passionalidades e amores sem freio.
Gosto dessas coisas de sarjetas...
                                 elas cabem em poesias.
Gosto de foder sem medo, sem hora...
                                até amanhecer, por dias.
Beber até não está mais em mim.
Prefiro receber risos em noites quentes.
Não arrancar lagrimas nesses momentos de insanidade.
Gosto de brigar e fazer as pazes, em qualquer luar...
                                                      em qualquer rua.
Sou assim!
Uma tocha humana...
Que faz os melhores amigos se tornarem inimigos não declarados.
Que faz dos seus amores eternos durarem nada.
Sou queda livre...
Pensando que duraria mais antes do chão me parar.
Ele é sempre o limite...
                         me destroçando.
Um corpo arrebentado por tanto amar.
Me arrasto para fora.
Não posso deixar as folhas do seu jardim me sepultarem...
                                                                   jogar-me no esquecimento.
Me recluso para cicatrizar...
                   esperando um novo caos...
                   suplicando por calma.
Um dia eu me acerto...
Um dia nos acertos...
E não vou precisar mais me explicar.

Tais Medeiros

                                       

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