29/01/2017

Sessão poema - Parte XL [É triste a morte de um poeta.]

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Muita gente teme o desconhecido.
Mas o conhecido é quem causa estrago.
Dizem que nunca conhecemos ninguém o bastante.
Então...
Isso que eu não sei o que é;
Não merece minhas linhas;
Não merece meu corpo;
Não merece minha atenção, minha tensão...
                                                    meu tesão.
Não merece meus pensamentos;
Não merece meu choro;
Menos ainda meu riso.
Não merece nem essa escrita...
Isso que me ignora;
Deixa-me no escuro;
Isso que vibrava em mim antes.
Hoje não me causa nada.

Na frase...
“Eu estou com saudades.”
Mata-se a saudade, não o sujeito.
É triste a morte de um poeta. 

Tais Medeiros.









4 comentários:

Michel Coelho disse...

Incrivel! Conhecimento (sobre alguem ou coisa) e sapiência nem sempre andam juntos, e se lançar ao desconhecido as vezes é a coisa mais sábia, adorei! mata-se a saudade e não o sujeito. saudade algumas vezes deve ser mantida assim, saudosa msm, e nada mais

Choconhaque disse...

Ahhhh!... Obrigada pelas palavras. 😉

Anônimo disse...

É triste a morte do poeta e infinita é a sua obra, que imortal torna o seu viver. Bjs parabéns, Tais Madeiros

Choconhaque disse...

Sr. Anônimo... Fico muito feliz pelas palavras. 😉