31/01/2017

Sessão poema - Parte XLI [Eu não falo de erotismo. Falo de amor.]

arte: Apollonia Saintclair




Eu não falo de erotismo.
Falo de amor.
Na sua forma mais tangível.
De forma intima.
Por trás das palavras...
Transar...
      meter...
      trepar...
      fuder. 
O sinônimo é amar.

O corpo é nosso templo.
Nos amamos primeiro para deixar o outro entrar.
Mesmo quando é apenas por prazer.
Existe amor, amor ao prazer.
Não suje minhas poesias com punhetas banais.
Ame-as.

Se for para gozar.
Goze nelas com amor a algo...
                   por amor a alguém.
Não desperdice o néctar da vida.
Muito menos meu tesão.
Eu também estou gozando quando escrevo.

Tais Medeiros

Eu não almejo encontrar a metade da minha laranja nem a tampa da minha panela, eu quero encontrar o meu poeta, marginal alado não para completar, mas para transbordar... Poeta transborda. Quero que ele role comigo pelas sarjetas em noites chuvosas e quentes caçando problemas e salvação. Andando atrás de tudo que nos mova que nos deixe vivo e nos dias quentes descanse comigo em uma rede lendo nossas linhas. Escrever é a arte de não morrer, meu bem. [TEXTICULO 60]



Se relacionar com pessoas já causa em nós "escrevinhadores" uma puta inspiração dos infernos. Agora imagine se relacionar com um poeta? Por que poeta não é um ser dotado de normalidade, eles normalmente não gostam nem dessa palavra, não querem esconder suas loucuras como as pessoas que se dizem normais tentam fazer inutilmente, apenas com medo de serem julgadas e serem mal vistas. O poeta, não. Dizem ser filhos da lua, irmãos das estrelas aceita sua insanidade, case-se com ela a fim de enlouquecer em paz. Com eles é sempre chuva de meteoros de inspiração sem tamanho vista da própria mãe, lua.

Poetas não se olham, se declamam. Não julgam, contemplam, não fogem, entregam-se. Não a luta, mas para vida. Eles não brigam... Escrevem. Escrevem sobre o que vivem e se caso pararem de escrever podem se considerarem mortos. Poeta morto é poeta triste, mas não de se inspirar na tristeza vive ela banalmente, poeta aproveita todas suas fases para escrever histórias em páginas brancas, dando cor e voz aos sentimentos.

Estão sempre envolvidos em caos e amor, tudo vira arte – o choro, o riso, o sexo. Sexo é a pura poesia e quando dois corpos poéticos se cruzam na galáxia horizontal o gozo torna-se palavras. A cama passeia pelo lirismo romântico e a poesia selvagem e marginal, as almas se transbordam.

Nas mãos de um poeta até o tédio é bem visto, as crises, as contas, o cotidiano e as "DRs". Não existe tempo ruim para quem escreve tudo se torna lúdico nada o poeta TEMER. São homens e mulheres de coragem, escrevem o que sentem, escrevem o que veem, escrevem o que pensam e o que não tem certeza se pensam, fazem reflexões. Ficam nus em paginas, expostos em prateleiras, bancas de jornal e redes sociais. Alvos fáceis para possíveis críticos, inevitáveis problemas.

Quase sempre poetas e nós "escrevinhadores" se autodestruímos, mas não é vontade de morte é como se fosse um castigo, às vezes nossas cabeça também cansam então a gente tenta calar as vozes, mas o efeito é outro ai que elas falam mais alto e tomam de assalto nossas mãos lápis e papel e quando percebemos ali está mais um poema, mais um texto, mais um conto sobre a vida. A gente gosta mesmo é de viver. Viver a vida do jeito que ela for servida, sem regrar, se regrar não dá linha.

Eu não almejo encontrar a metade da minha laranja nem a tampa da minha panela, eu quero encontrar o meu poeta, marginal alado não para completar, mas para transbordar... Poeta transborda. Quero que ele role comigo pelas sarjetas em noites chuvosas e quentes caçando problemas e salvação. Andando atrás de tudo que nos mova que nos deixe vivo e nos dias quentes descanse comigo em uma rede lendo nossas linhas. Escrever é a arte de não morrer, meu bem.

Tais Medeiros.


Todo mundo é parecido
Quando sente dor
Mas nu e só ao meio dia
Só quem está pronto pro amor
O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento






29/01/2017

Sessão poema - Parte XL [É triste a morte de um poeta.]

Sem crédito na imagem



Muita gente teme o desconhecido.
Mas o conhecido é quem causa estrago.
Dizem que nunca conhecemos ninguém o bastante.
Então...
Isso que eu não sei o que é;
Não merece minhas linhas;
Não merece meu corpo;
Não merece minha atenção, minha tensão...
                                                    meu tesão.
Não merece meus pensamentos;
Não merece meu choro;
Menos ainda meu riso.
Não merece nem essa escrita...
Isso que me ignora;
Deixa-me no escuro;
Isso que vibrava em mim antes.
Hoje não me causa nada.

Na frase...
“Eu estou com saudades.”
Mata-se a saudade, não o sujeito.
É triste a morte de um poeta. 

Tais Medeiros.









28/01/2017

Sessão poema - Parte XXXIX [Já pensou...]

Apollonia Saintclair

Já pensou...
Nós dois...
E uma garrafa de vinho barato;
Olhando às estrelas.
Ali! Bem ali...
Livres.
Sentados na sarjeta.
Não faz mal.
Não é vulgar.
É amar o simples.
Nossa história.
Já pensou?!
Você e eu...
Em universo paralelo.
Onde nenhum mal habita.
Nossos beijos e brisas.
Risos e loucuras.
Entre nossas fumaças.
Consagrando nosso pecado.
Declamando poesias.
EU QUERO!!!

Nos esquecer, jamais.
Nunca foi poema de minha autoria.
Vislumbro apenas o céu para nós.
E ele não é o limite.
Não existe limite para os poetas.
Você precisa aprender...
A canalizar essa energia.
Gasta comigo.
Toda essa duvida;
Toda essa raiva;
Toda essa triste.
Todo esse medo.
Despeje tudo.

E depois que limpar a alma.
Terá amor e desejos.
Tesão incontrolável.
De fugir comigo para Vênus.
No meu disco voador.
Morar nos meus olhos.
Dormi no meu peito.
E todos os dias me comer.
Alimentando-se de mim.
Voraz e apaixonado.
Celebrando a fuga.
Bebendo a vida.

Tais Medeiros.

27/01/2017

Um dia recebi um convite de um boy que não via há muito tempo. Convite para beber, fumar, papear e trepar, tudo que amo fazer, se existe uma vida ideal para mim... É essa. Eu não estava uma boa companhia, estava juntando minhas sucatas, fui depenada por uma desilusão amorosa, eu e essa mania de me enganar. Descobri tarde que no paneleiro da vida sou uma frigideira ou uma leiteira, não importa, as duas não tem tampa. “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” [TEXTICULO 59]



“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”

Vinicius de Moraes já sabia que a vida é para encontrar. Encontramos tantas coisas, deus e o diabo em terra, alegrias e tristezas... Pessoas. Eu amo as pessoas e é este meu amor que as põem longe de mim. Meu cuidado machuca, mas mesmo machucando acabo ajudando. Elas ficam tão putas com o meu jeito, que um dia as agradou e hoje alegam pesar, fazem questão de arrumar suas bagunças externas e internas, para provar que falta não faço. Como se um dia eu tenha duvidado disso.

Não sou a rainha da sucata, porem as pessoas sempre chegam para mim sucateadas, destroçadas, passando por crises de viver, destroçadas pelos desencontros da vida. Proponho-me a ajudar dar uma nova forma a elas, pois não vejo sucatas nas pessoas, vejo lindas obras de artes o ruim que no final, nunca posso admirar seu esplendor.

Todos partem... Não os culpou. É típico do ser humano no fim de qualquer tipo de relacionamento esquecer o que a de bom na pessoa e potencializar as ruins. Esse ato ajuda justificar as suas falhas também, por que em uma relação, os dois lados erram, porem é mais fácil seguir em frente de cabeça erguida quando nos tornamos vitimas de alguém. Justificando o adeus gélido.

Um dia me perguntaram:

- Faltou gratidão da parte deles?

- Gratidão? Não espero gratidão, espero entendimento e compreensão. Infelizmente não se conserta nada sem quebrar.

Eu vivo dizendo que: Eu já me basto. Agora essa frase me parece vazia e mentirosa. A verdade é que precisamos estar bem com a gente para viver bem com o outro. Compreende-lo em seus momentos e acima de tudo entende-lo. O foda é que eu demoro aprender ás coisas, aprendo fácil tudo que não presta, mas tenho dislexia para o essencial. Quando entendo já foram e não me deixam tentar voltar.

Um dia recebi um convite de um boy que não via há muito tempo. Convite para beber, fumar, papear e trepar, tudo que amo fazer, se existe uma vida ideal para mim... É essa. Eu não estava uma boa companhia, estava juntando minhas sucatas, fui depenada por uma desilusão amorosa, eu e essa mania de me enganar. Descobri tarde que no paneleiro da vida sou uma frigideira ou uma leiteira, não importa, as duas não tem tampa.

Apesar dos pesares resolvi aceitar o convite, estava cansada de dores, culpas e dramas de quinta. Estava precisando muito de uma bela noite de sacanagem desmedida, era o socorro que meu corpo precisava e o desligue que minha mente clamava. Cheguei à casa do boy, o mesmo lindo como da ultima vez, acho que o tempo para ele não passa, acho que a vida de ilegalidade o conserva. Um homem de loucuras extremas, mas de espírito equilibrado, o invejei naquele momento. Queria ser assim, o máximo que sou e louca e desequilibrada em todos meus pólos.

Ele me serviu uma taça de vinho, estranhei aquela sofisticação... Entre taças, beijos, conversa sobre teatro, música, viagens, filmes e piadas políticas meu salvador fez a pergunta do mal.

- E como anda essa cabecinha?

Imediatamente meu pau imaginário brochou, pensei comigo: A que horas Freud entrou na conversa? Visivelmente abalada matei uma taça de vinho, acendi o cigarro e olhei para o nada. Ele ficou sem jeito, mas mesmo assim não recuou utilizou da técnica infalível de deixar nas mãos do condenado a escolha...

- Se não quiser falar tudo bem...

Xeque mate... A sua ultima frase entrou pelo ouvido e abriu minha boca de dentro para fora, frase infalível, desembestei a falar. Falei sobre a crise existencial que estava passando, na verdade da qual eu nunca sair, falei dos amigos que me deixaram com uma certa ajuda minha, falei do cara que tinha conhecido e então pouco tempo ele comerá o pouco de juízo de que eu tinha. Falei do desemprego, dos trinta anos, do meu aumento de peso e chorei... Chorei como nunca tinha chorado antes.

Ele me olhou nos olhos, passou as mãos pelos meus cabelos e depois secou minhas lágrimas e disse:

- Você é uma mulher muito inteligente, faz grandes reflexões sobre a vida. Estão todos perdidos lá fora e são poucos como você que consegue se autoanalisar olhar para dentro para tentar descobrir o que anda errado, você não procura erro nos outros, procura em você por que é onde você consegue mudar. Você escreve o que a maioria das pessoas sente, eles de certa forma nos ajudam, vemos que não estamos sozinhos, não somos estranhos.

Depois de ouvir as palavras do boy senti que eu devia ficar feliz... Não consegui. Era como se ele quisesse fazer o que tento fazer a anos, me consolar. Ele estava fazendo igual o outro cara que me deixou no escuro, apenas sendo o cara legal. Tive vontade de dizer isso a ele, dizer que os meus textos não tem intenção de salvar ou feri ninguém, Apesar de quando acontece um reconhecimento eu me sinto menos inútil nesse mundo, mas eu apenas tento me justificar para mim mesma... Apenas tento diminuir essas vozes, esses questionamentos que me invadem.

Resolvi não dizer nada, mesmo com tanto barulho em minha mente do lado de fora estava calmo, não queria estragar aquele momento. Ele me fitou novamente com um olhar brando e surpreendeu com suas palavras, era como se ele estivesse ouvindo meus pensamentos...

- Estamos todos tentando nos explicar se não é para a gente é para o mundo, estamos gritado por socorro nos bares, nas ruas, nas redes sócias em textos de blogs. Minha rainha, somos um bando de recém-nascidos berrando por ai.

- É... Só que o chato... É que estamos vestidos.

Ele deu uma risada gostosa daquelas que nos faz ri também mesmo sem querer. Beijou-me a boca e me abraçou. Dormimos juntos o sono dos inocentes de pés dados. Senti naquele momento que a sacanagem acabou, eu perdia um amante e ganhava um amigo.

Tais Medeiros.




É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor e pra ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
...












24/01/2017

Sessão poema - Parte XXXVIII [Sabe o que eu mais quero dessa vida? É fuder, fuder, fuder...]

Arte: Frida Castelli


Sabe o que eu mais quero dessa vida?
É fuder, fuder, fuder...
Fuder na cama
Na cadeira;
Na mesa;
No banheiro;
No chão;
No bar;
Na rua;
Fuder a sua mente;
E o seu coração.

Dançar leve e louca por essas sarjetas.
Ouvindo histórias de amor e desamor.
Lutas sem glórias.
E glórias com lutas.
Degustar todos os sabores.
De esquina em esquina.
Amar o próximo e o seguinte.
Guardando o anterior no peito...
                     com meu puro amor.      

A vida é um eterno “se fuder.”
Então pra que ficar com nuvens negras nos olhos?
Aproveitaremos cada momento...
Do nosso extravagante libido.
Caia nesse bacanal de emoções.

Chama-me de puta?
Logo eu!
Serva de Baco.
Nascida em Vê(nus).
Do ventre de Afrodite...
A deusa louca dos corpos suados.
E línguas devassas.
Apenas jurando pecado.

Liberte essa energia que unifica os seres viventes.
Nada mais terno que nosso vai e vem.
                                      toques sem lei.
Não existe nada mais verdadeiro que o tesão.
Beijos apaixonados em noites de verão.
Toco-me...
Toque-me.
Quero escutar a melodia dos gemidos.
Ver nosso paraíso entre as pernas inundar.

Vamos, “meus bens”...
A dor não faz morada.
É tão démodé ficar mal.
Sei que dói...
"Amor só é bom se doer."
Porém desistir de nós dói mais.

Está uma bela noite...
Para amar sem dor.
Esquecer essa doença de só existir.
Vamos nos embriagar amor.
E dançar pelados na floresta de pedra.
Em nome de deus...
                      Dionísio. 

Tais Medeiros.





22/01/2017

Sessão poema - Parte XXXVII [Trocando cravos por girassóis. Almejando uma intervenção alienígena.]

imagem de internet




Baixar a guarda ridiculamente.

Deixando meu véu de ferro sucumbir.

Pensando está trocando cravos por girassóis.

Me enganei de novo.

Não sinta culpa por isso...

Se é que capaz de sentir algo por alguém, além de você.

Não me enganou...

Eu que entrei na porta errada.

Fiz isso tantas vezes.

Eu e essa mania de olhar as estrelas.

Em constelações nebulosas.

Mas foi pouco tempo, não é?

Não lhe deixou nem marcas.

Já em mim...

Não se sinta dono do meu desalento.

Não é só você que me tira o sono...
                              me faz querer chorar.

De repente tudo que eu escondia.

Fingia não sentir.

Veio me cobrar com juros.

Tudo de uma vez só...

Sem direito a parcelas, acordos ou perdão.

Dividas de viver...

Sei que também tens as suas.

A cobrança é alta meu bem.

Eu que há muito tempo fugia da realidade.

Agora me afundo nela.

Em uma solidão precária.

Eu vi a essência humana...
                          e não gostei.

Ando suplicando por vidas em outros planetas.

Almejando uma intervenção alienígena.

Que me escravize...

me bata...

me leve...

me diga algo...

que me faça alguma coisa.

Esse nada não me apetece.

Não traz nada de novo

Apenas nos soterram no mausoléu dos imprestáveis.

Rezo para retornar a minha casa.

A única certeza além da morte...

É que não sou daqui.

Criatura estranha que sente mais do que suporta.

E o mundo mesmo torto...

A girar em cima de mim.


Tais Medeiros.

17/01/2017

Os sentimentos foram cruelmente banalizados. Todo mundo achando careta falar de amor o gostar é sinônimo de fraqueza - ser trouxa - o desapego é a salvação da humanidade. Prefiro ser trouxa e sentir tudo que está latente aqui dentro, tudo que acredito e sou, não quero vagar sem marcas e fria por ruas cinzas. Essa de desapegar das pessoas apenas nos deixou mais tecnológicos e menos amados. O mundo fica entediante nada satisfaz. As conversas acontecem por telas nada é dito frente a frente. A necessidade de um encontro físico ainda existe por que existe a necessidade animal de acasalar. Glória! Espero que a gente nunca perca a vontade de trepar. [TEXTICULO 58]



Esses dias tinha muito barulho aqui dentro. Pensamentos e mais pensamentos e nada que pudesse ser utilizado. Ser humano complicadinho nós, não? Esperamos reciprocidade falada não bastam ações tem que ter um contrato vitalício para lhe dar segurança. O cartão verde para poder seguir nesses caminhos desconhecidos que são os corações. Tive um sinal, não sei se entendi direito, quase sempre entendo tudo errado, mas resolvi arriscar, afinal não tenho medo de machucados meu sangue é Merthiolate, vermelho e arde como o de antigamente, então me curo pode levar alguns dias, semanas, anos ou até mesmo horas, um dia a gente se cura. O que vale é o gosto, essa sensação única de se permitir vivenciar cada momento. Em uma dessas conversas com os poucos amigos que sobreviveram a 2016 percebi que esse é o mal do século ”Relacionar-se”. O mundo está divido entre pessoas magoadas, descrentes e os metidos a desapegados. Na roda de conversa dos utópicos foi dito:

“Eu não peço muito, se existe um pingo de vontade, apenas peço para tentar.”

Está frase foi dita por um amigo que começará um relacionamento, estava às avessas por essa mulher, ela sentia medo de se envolver de se machucar mais uma vez. Eu entendo ele é concordo. Existem pessoas que conseguiram atingir o autoconhecimento, fizeram da solidão sua companheira, porem parece que o universo tem sim um papel para cada um - mesmo se for de trouxa. Ele envia para sua vida uma pessoa que lhe desestrutura. Por mais maduro e equilibrado que você seja ou aparenta ser você sente que precisa daquele turbilhão de sentimentos que estava adormecido, precisa se entregar aquela magia ou macumba que lhe foi enviada. Foda! Dá mesma forma que têm pessoas assim entregues aos gostos da vida têm aqueles que possuem cautela - cautela de nascença ou de trauma.

Tem muita gente traumatizada e magoada por ai não sinta orgulho de ser assim. Você não está se protegendo está se privando de acontecimentos, não vou mentir, podem ser acontecimentos bons ou ruins. Mas as coisas só acontecem com quem está vivo, não é? As pessoas devem aprender a dar chances, tanto para o outro como para elas. Já que não está fazendo mal por que não investir? Investir tempo, atenção, palavras e ações. Somos todos vacinados, caímos e levantamos todos os dias, então por que temer a entrega?

Sabemos que nada é perfeito, que nada é pra sempre e que criar expectativas no final dá merda. Porra! Então como é que se vive? Estamos sempre com expectativas mesmo pensando não ter. Sempre planejamos algo, criamos algo, esperamos algo, vivemos...

Os sentimentos foram cruelmente banalizados. Todo mundo achando careta falar de amor o gostar é sinônimo de fraqueza - ser trouxa - o desapego é a salvação da humanidade. Prefiro ser trouxa e sentir tudo que está latente aqui dentro, tudo que acredito e sou, não quero vagar sem marcas e fria por ruas cinzas. Essa de desapegar das pessoas apenas nos deixou mais tecnológicos e menos amados. O mundo fica entediante nada satisfaz. As conversas acontecem por telas nada é dito frente a frente. A necessidade de um encontro físico ainda existe por que existe a necessidade animal de acasalar. Glória! Espero que a gente nunca perca a vontade de trepar.

Se um dia esse dia chegar, morremos exilados e as pessoas só vão saber da sua morte por que você parou de postar. Postagens em redes sociais são isso. Gritos de que estou vivo e estou aqui “Ama-me online” *acho que esse texto é uma delas...

A gente só complica...

Falo essa frase todos os dias como se fosse um mantra. Fico nessa brisa de que a gente só precisa de autonomia, saúde, paz interior e um amor tarado por nós.

Tais Medeiros.

Eu quero um amor que corra como o vento
Traga beijos e desejos
Um amor que queime o coração
Sem posse, propriedade ou pudor
Que me pegue pelas mãos
E me leve pra longe
Pra sentir os pés na areia e o mar
E deitar olhando o céu piscar os olhos
Dizendo pra não ter medo
Temos tudo o que faz respirar
Hoje o resto não importa.

16/01/2017

Sessão poema - Parte XXXVI [E dai?]




E dai?
Que já temos trinta e poucos anos.
Que não temos bens materiais.
Eles também acabam...
Tudo foi feito para acabar.
Coisas efêmeras.

Deixe de tolices, amor.
Temos mais que meros status.
Temos amigos, família...
                          temos nós.
Nossas conversas.
Nossos abraços.
Sentimentos.
Isso vale mais.
Nossa moeda de troca é a lealdade.
Isso é raro...
       fomos agraciados.


Oxigênio, meu bem...
É disso que precisamos para viver.
Uns trocados no bolso para brindar a vida.
Ruas para caminhar.
Liberdade...
Gozando nossa existência.
Isso que importa.
Estar vivo e viver.
Na simplicidade dos momentos.
De que vale futuro perfeito?
E ter na boca sempre o gosto de insatisfação...
Não somos isso.
Somos mais que isso.
Seres que contemplam conversas.
                            trocas de energias.
Ao redor de uma mesa, entre latas e fumaça...
A gente aprende tanto, ri tanto.
Teorias de viver comprovadas na carne.

A luta é constante, querido.
Porém é o hoje que interessa.
Vem comigo...
Dar valor ao que é bom nessa vida.
E não fortalecer cobranças, duvidas e medos.
Tudo é agora.
Vem!
Eu te acompanho nos caminhos.

Tais Medeiros. 

13/01/2017

Sessão poema - Parte XXXV [Tem dia que a vida parece uma foda mal dada.]

Arte: Frida Castelli


Existem dias que a vida parece uma foda mal dada.
E não importa quanto álcool você beba.
Quantos baseados fumem.
Não importa quanta ilegalidade se meta.
Nada sacia nada transborda.
Pode cair de boca nas coisas...
                             preliminares.

Parece que aquele dia não foi feito para gozar.
Em nenhum dos campos da vida.
Material;
Emocional;
Sexual;
Profissional...
Pode ser o “al” que for.
Não é o dia.

Até sua própria companhia te inferniza.
Seu toque íntimo ilícito, lascivo...
                            também não te basta.
Então é melhor parar.
Fechar a janela...
            a porta...
           desligar o computador...
           o celular.
Desmarcar encontros, café, transas.

Se for para me(ter) que seja por completo.
Não por metade e sem desejo.
Melhor isolar-se e deixar o mundo pensar que morremos.
Deixar um pouco de solidão entrar.
Ser igual uma lagarta.
Que se guarda em seu casulo.
Para por as coisas no lugar
Mas retorna como uma linda borboleta.
Beijando rosas e cravos.
Dançando acima do caos.

Tem dia que a vida parece uma foda mal dada.
Pense nisso...
E masturbe ideias...
                   goze ações.
Temos que passar por isso.
Para beber na fonte dos prazeres.
Temos que passar por tantas coisas.
Se quisermos alcançar orgasmos múltiplos.

Tais Medeiros.





11/01/2017

Claro! Com você é sempre sim... Eu espero até ficar pronto ou não para mim. E eu fico ali, inerte, com um sorriso canto de boca. Balbucio uma prece. - Obrigada universo, por ele existir. Corações fazem barulhos. [TEXTICULO 57]



Eu sei que você quer paz, não gosta do caos. Mas esse silêncio me atordoa. Esse jejum de palavras. Sinto falta das conversas de quando éramos novidades. De quando eu sentia que existe algo ai... Sinto falta, apenas falta e com ela a vontade de largar tudo, não respeitar seu retiro, sua vontade e aparecer na sua frente. Invadir a casa com dois pés na porta e o coração na mão... Olhar você. Não falaríamos de assuntos passados, isso não tem remédio. Paro! 

- Paciência. Não é somente minha vontade que deve reinar, existe um espaço um limite... Estou aprendendo.

Mas eu queria mesmo era falar com você, falar demasiadamente. Falar de hoje do seu dia, do meu dia e da série que não terminamos de assistir dos discos que ainda não ouvimos. Dar-lhe um beijo leve, daqueles que sossega a alma e calam pensamentos. Quero ver você dormi e depois vê-lo acordar hiperativo na madrugada travando uma batalha épica com o pernilongo. E pela manhã entre os lençóis bagunçados de amor escutar seu celular tocando Alabama Shakes nos chamando para um novo dia.

- Mais dez minutos...

E adormece novamente em mim, um cochilo leve. E eu fico admirando, aguardando a hora que pula da cama dizendo está atrasado, calculando todo trajeto. Você nunca está atrasado sempre chega na hora certa. Dá-me um beijo de saudade... De partida mais com volta.

- Você me espera voltar?...

Claro! Com você é sempre sim... Eu espero até ficar pronto ou não para mim. E eu fico ali, inerte, com um sorriso canto de boca. Balbucio uma prece.

- Obrigada universo, por ele existir.

Mas não é assim... Apenas o silêncio me rasga me faz companhia, me gela. O silêncio que você tanto almeja perturba-me a paz. Eu não sei me explicar. Penso que nunca saberei.

Estou aqui, meu bem! Talvez você não enxergue agora, talvez não enxergue nunca. Mas saiba que estou aqui. Saiba que cresci. Você me fez crescer. Não me estragou como disse que faria, me fez amadurecer. Hoje eu sei lidar com minhas emoções, medos e paranoias. Apenas não conseguir me acostumar ao silêncio sem presença. Não me julgue por isso, corações fazem barulhos.

Tais Medeiros.

E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio, só, perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca, nunca mais

07/01/2017

Sessão poema - Parte XXXV [Canto para Marte - O florescer]


Meu amor...
A vida é tão simples...
Basta respirar.
A gente que complica.
Dando importância demais.
Ás cobranças do mundo.
Você não precisa disso...
                    eu não preciso...
                     muito menos eles.
A dádiva maior já nos foi concedida.
Estar vivo, está vida.
Mesmo que insista em se censurar.
Deixa disso!
Entre em harmonia...
                com você...
                com os outros...
                com às coisas...
                com universo.

"Quando todo o universo se torna teu amigo. 
Coisa alguma do universo poderá causar-te  danos".

Então, tudo será seu amigo.
O universo proporciona.
Libere amor, largue o rancor.
VEM!!
Eu lhe dou um pouco do meu.
Não precisa gasta-lo comigo.
Apesar de ser grande...
                  eu não caibo no seu coração.
Use com quem você quiser.
Com quem vier...
                    mas use.
Reconcilia-te, amor.
Com você mesmo.
Para perdoar os outros mortais que também andaram perdidos.
Força, meu bem.
Sou passado..
Mas sou presente em pensamentos.
Querendo que você fique bem.
Que eu lhe faça o bem.
Ao menos nos pensamentos.
Reaja meu senhor.
Sei que pode mais que miseráveis palavras.
Você quer?
Então vai...
Estou sempre aqui...
Aplaudindo você.
Quando souberes a força que tens.
Nada mais te destroçará.
Veja! 
O que realmente nos vemos em você.
Vida, histórias, amor.
Canto para ti, Marte...
           afim de fortalecer novos dias.


Tais Medeiros.

05/01/2017

Sessão poema - Parte XXXIV [Promíscua... Fera... Desequi(libra)da... Sagas.]

Arte: Nudegrafia


Hummmm!
Vamos nos gastar, meu bem.
Sem medo do que fomos...
                  do que podemos ser.
                  do que vão falar.
Hoje não quero pensar...
apenas trepar, beber me curar.

Culpas têm demais.
Mas graças aos deuses.
Sobra-me libido.
Pode ser ali no chão.
               não tenho lugar.
               vim de lugar nenhum.

Senhora sem dono.
Maluca de paixões errantes.
O amor se valida nas entranhas...
(entre)

Promíscua...
           Fera...
               Desequi(libra)da...
                                       Sagas.

Chame do que quiser.
Apenas não deixe faltar carinho.
Estou de volta, amor.
Com as escritas salivando gozo.
O corpo vibrando.
Não existe forma de calar o tesão em mim.

Tais Medeiros







04/01/2017

Das Paixões Relâmpagos & Amores Enrustidos [TEXTICULO 56]

Eu continuo gastado os dias escrevendo sobre paixões relâmpagos. Aquele tipo de coisa que vem tirando nosso ar, faz você perder as estribeiras, tornando-se adolescente, não sabe como agir e muito menos o que falar. Vira "um animal sentimental. Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo"...  Essas são paixões relâmpagos que vem anunciando os trovões de chuvas de amores enrustidos.

Foda isso... Você vive tudo então pouco tempo, da paixão ao ódio, dos risos aos choros. Alguém passa na sua vida, lhe vira do avesso te rouba à paz, mas todos são importantes, mesmo que lhe façam algum mal, eles te fazem ter cede por mudança.

Às pessoas nos evoluem com dor ou  amor. Eu evoluir muita gente, infelizmente não teve quem me evoluísse, quem acreditasse que eu era possível, apenas sugavam minhas forças, minhas palavras e sanidade. Mas nessa de paixão relâmpago que não dura mais que as ressacas dos dias, sempre fecunda um amor enrustido.

Amores enrustidos são os estragos que as paixões relâmpagos deixam após a tempestade. Sentimentos que ficam em quem realmente se entregou, em quem se permitiu até mesmo errar tentando acertar. Essa é minha teoria comprovada na carne.

Não gosto de amores enrustidos, as pessoas se humilham diante de quem não quer entender. Não alimenta, traz apenas vazio, angustia. Não precisamos disso, ninguém precisa, seja ele o senhor da razão incapaz de errar ou um miserável saco de vacilo.

Precisamos de paixão. Viver com alguém que você goste, e gostar com o gosto das paixões relâmpagos sempre, sem medo de fazer morada. Devíamos está sempre apaixonado e não enrustido. É difícil, ás pessoas vivem sensíveis, cheias de traumas e culpa. Sentam no seu orgulho e deixa tudo passar. Às vezes o que aconteceu veio para fortalecer laços e não para destroça-los. Desistir é fácil, quero ver lutar.

Eu não tenho vergonha de dizer... Não cultivo orgulho, mágoa ou traumas. Simplesmente vou, recebo o que tem que vim, me arranho, me atrapalho, me culpo e amo, perdoo a todos. Estou disposta a pegar na mão, abraçar e dizer: Não se preocupe, estamos tentando.

Não adianta muito entrar em exílio, ficar reclusa na caverna. Sem ver ninguém, sem ter ninguém, pensamentos mais condenam do que ajudam, o que muda nossa situação são ás ações. Agimos mal? Então mudamos. Agimos bem? Aperfeiçoamos.

Melhor parar de lamentar palavras ditas sem pensar e sem vontade, lamentar ações imperfeitas suas e dos outros. Vamos mudar e não desistir de pessoas, desejos que nos são raros. Hoje! Estou desistindo disso... Dessa lamentação, apelo por aceitação e por desculpa. Vou deixar minhas escritas na mesa ao lado do cigarro a queimar, da garrafa fechada. Vou para mundo, derrubar muros, abraçar pessoas, sentir gostos, meu gosto. Ter paixões relâmpagos por mim todos os dias. Vem! Vamos mudar o mundo .

Tais Medeiros.

Pra você restou a vida que escolheu
mas para mim só a voz que Deus me deu
Mas se eu valho mais
que outro rapaz, que este romance
Dê ao nosso amor uma segunda chance



Pois é, já dizia o filósofo: "Todos os acontecimentos se encadeiam no melhor dos mundos possíveis..." Esse é o melhor mundo possível para nós, somos únicos nele. Taxados de passionais, eufóricos, senhores do oba, oba ou poucofudencistas, não importa. Não é o melhor mundo que queremos, aceite. Nós não sobrevivemos sem um caos, sem um drama, sem um choro de madrugada, um amor marginal. Felicidade demais estraga a gente. Felicidade demais não é tradicional aqui por essas bandas. [TEXTICULO 55]

Arte - Apollonia Saintclair


“As bads também tem sua beleza.”

 Foi o que ouvi de uma amiga, codinome Ágatha. E, de certa forma, acredito nela. Acho lindos esses textos que falam sobre amores correspondidos, mas vejo mais verdades nas linhas que contam dores, parágrafos sobre abandono, copos largados e cinzeiros cheios. Isso tem mais verdade do que declarações cheias romantismo clássico. A graça, o charme, a curiosidade está em saber que o outro também sofre, as bads aproximam os corações surtados. 

Ágatha diz que faz tempo que não escreve nada, apenas sabe contar o quanto é trouxa nessa vida, escrevendo cartas para o ex amor e lamentações fermentadas em qualquer dose de álcool barato. Mas vejo mais sentimentos em suas linhas demoníacas do que em flores murchas na garrafa. Talvez seja por que vivo e sinto o mesmo, nossas perturbações quase sempre cruzam a mesma rua. 

Esses dias tive surtos atrás de surtos, as cenas dos shows me renderam metros e metros de textos, minhas redes sociais entraram em convulsões, o blog explodia igual ao meu coração, meus olhos e meus atos cheios de exagero. Fazer o quê, se eu sou assim? Eu gosto do estrago, minhas fodas são cheias de tesão, meus drinques favoritos são os mais fortes, não ofereço cerveja quente para minhas visitas. Sirvo apenas a alma apimentada e fervendo. Minhas ocasiões sempre levam ao banquete, ou a algo parecido com isso. 

Acreditei nas palavras de Ágatha, porque me sinto consolada ao saber que não sofro isolada no fundo do meu poço. Percebi que estava rolando um exorcismo coletivo, uma centena de outros pobres desgraçados começavam a narrar suas cenas de ciúmes, despejavam o saco cheio de permanecer na mesmice, de certo modo eu estava acolhida e agradeci por isso. 

Pois é, já dizia o filósofo: "Todos os acontecimentos se encadeiam no melhor dos mundos possíveis..." Esse é o melhor mundo possível para nós, somos únicos nele. Taxados de passionais, eufóricos, senhores do oba, oba ou poucofudencistas, não importa. Não é o melhor mundo que queremos, aceite. Nós não sobrevivemos sem um caos, sem um drama, sem um choro de madrugada, um amor marginal. Felicidade demais estraga a gente. Felicidade demais não é tradicional aqui por essas bandas. 

Um rapaz me lembrou um dia, a propósito ele é um Lord da lua, o mais sábio que conheço, meu Lord lunático reforçou, durante aqueles papos repletos de tragos, fumaças cheias e copos vazios, o pensamento de Voltaire: "Muito bem, disse Cândido, mas é preciso cultivar nosso jardim." Cultivá-lo sem se preocupar com o jardim alheio. Cultivar o que te pertence. 

A loucura me pertence. Os momentos de bad florescem no meu jardim, há canteiros e mais canteiros de paranoias no meu quintal. As sandices tem seu charme, trazem conversas, confissões e pessoas fascinantes. Elas me rendem um amanhecer turvo de olhos ressacados, aquele tipo de manhã que só cabe acender um cigarro e pensar “O que eu fiz?. "Talvez seja essa a minha procura, sou viciada em sofrer. 

Desde sofrer por esperar um café que vai me matando aos pouquinhos enquanto apenas seu aroma faz minha barriga roncar de fome, ou até mesmo sofrer por um amor , que foi perdendo o encanto . Ao menos o café existe pra me completar nessas horas, já as paixões fantásticas....Bem, com esse tipo de coisa eu não sei lidar.

Tais Medeiros & Thalita Gongalves.
Choconhaque & Satãnorio 
via: Coletivo Insano.


Meu amor
Não me invadas
Com o teu olhar
Não me deixes aqui a gritar
No meio do caminho
Sozinho
Meu amor,
Não mais deixes escapar
Nenhum desejo no teu olhar
De pecados proibidos 
Esquecidos
Respirando magoas 
De uma outra dor
Do nosso caso imoral
Desse amor
Desse amor marginal
Eu vou
Pra calar o sexo mais banal
Pra virar poesia
Desse amor
Desse amor marginal
Eu vou

Sessão poema - Parte XXXIII [Marginal Alado.]

Sem créditos na imagem - via internet


Não posso mais lhe oferecer meus versos quentes.
Não existe mais nada queimando em mim.
Vai levar um tempo...
Para que eu volte a me enganar.
Dizendo ser forte e feliz.
Vai demorar um pouco...
Para juntar os cacos que queixamos...
                                  um no ou outro.
Somos o nosso maior problema.
Pensei que nos resolveríamos.
Que estivéssemos ligados.
Por textos, loucuras e vontades.
Vontade de ter alguém ao lado.
Para rir, surtar, beber e amar.
Planos demasiados.
Era meu companheiro real.
Meu marginal alado.
Admirador de blues, sarjetas e almas.
Mas não...
Foi este medo de magoar um ao outro...
                        que saiu rasgando tudo.
Talvez tenha uma nova conquista, um antigo amor.
Este é meu ultimo poema para você.
Ele está frio agora.
Como sentir você em outros dias.
Mas minhas escritas ainda têm sentimentos.
Um grande desejo, muito apreço.
Sempre existirá algo em mim...
                                   para você.

Tais Medeiros.

02/01/2017

Carta aberta - Não, meu bem... Sou mais perdida que filho de puta no dia dos pais. Não sabia o que estava fazendo, não sei o que fazer e não sei o que faço agora. Não mentir para você, sempre disse que era maluca. Meto o pé e saio no improviso, talvez este seja o problema, pouca organização e muito improviso de vida. [TEXTICULO 54]

Sabe, o problema não foi a falta de sentimento. O problema está sendo o meu comportamento diante dos fatos. Caguei em tudo e ainda sai pisando na merda, não contente ainda estou rolando nela. Não importa se me iludi com palavras iniciais, o problema nunca foi você, sou eu.

Eu e esse jeito maluco e inconsequente, eu nunca cresci, estou até tentando, mas ando sem progresso. Realmente, tens que parti, precisa de paz, alguém que equilibre não que confunda mais. Eu queria realmente culpar meus excessos, a bebida, mas me disseram um dia.

Não é ela, é você que já vem podre por dentro.

Há quem diga que esse meu jeito é meu, não adianta tentar mudar, nasci assim, artista é tudo maluco, aceite. Estranho, não sinto essa arte, não sinto essa alma de ser criador, poeta. Apenas sinto a perturbação, síndrome de culpa.

Você me disse uma vez...

Você é tão madura, bem resolvida, não sente vergonha de propor orgias em mesas de bares...

Não, meu bem... Sou mais perdida que filho de puta no dia dos pais. Não sabia o que estava fazendo, não sei o que fazer e não sei o que faço agora. Não mentir para você, sempre disse que era maluca. Meto o pé e saio no improviso, talvez este seja o problema, pouca organização e muito improviso de vida.

Gostaria de prometer tanta coisa, mas sei que sempre vou precisar de segundas chances. Sempre isso será necessário em todos meus relacionamentos. Me aceitem, por favor, então eu também aceitarei vocês. Por que se existe algo verdadeiro em mim é que sei odiar pouco, mas não sei amar menos.

Tais Medeiros.

Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa
A hora certa de voltar
A porta aberta
A hora certa de chegar

Sessão poema - Parte XXXII [Ah! Esse barulho que sai de mim. Gosto de dramas baratos, passionalidades e amores sem freio. Gosto dessas coisas de sarjetas... elas cabem em poesias.]

Ah! Esse barulho que sai de mim.
Gosto de dramas baratos, passionalidades e amores sem freio.
Gosto dessas coisas de sarjetas...
                                 elas cabem em poesias.
Gosto de foder sem medo, sem hora...
                                até amanhecer, por dias.
Beber até não está mais em mim.
Prefiro receber risos em noites quentes.
Não arrancar lagrimas nesses momentos de insanidade.
Gosto de brigar e fazer as pazes, em qualquer luar...
                                                      em qualquer rua.
Sou assim!
Uma tocha humana...
Que faz os melhores amigos se tornarem inimigos não declarados.
Que faz dos seus amores eternos durarem nada.
Sou queda livre...
Pensando que duraria mais antes do chão me parar.
Ele é sempre o limite...
                         me destroçando.
Um corpo arrebentado por tanto amar.
Me arrasto para fora.
Não posso deixar as folhas do seu jardim me sepultarem...
                                                                   jogar-me no esquecimento.
Me recluso para cicatrizar...
                   esperando um novo caos...
                   suplicando por calma.
Um dia eu me acerto...
Um dia nos acertos...
E não vou precisar mais me explicar.

Tais Medeiros

                                       

Então tá... Bora começar do começo. Eu confundi tudo desde o inicio. Quando nos vimos a primeira vez pensei: Eu quero, mesmo que seja por uma noite. Eu preciso ter você na minha vida, uma lembrança boa nela. Não sei por que cargas d'água você fico mais de uma noite, mas adorei. [TEXTICULO 54]



Então tá... Bora começar do começo. Eu confundi tudo desde o inicio. Quando nos vimos a primeira vez pensei: Eu quero, mesmo que seja por uma noite. Eu preciso ter você na minha vida, uma lembrança boa nela. Não sei por que cargas d'água você fico mais de uma noite, mas adorei. 

Eu que não sou muito religiosa agradeci a Deus, Ala, Buda, o universo e a Bahia inteira e todos seus santos por ter feito você ficar. Eu sei, assusta esse meu jeito, então pouco tempo ser tão intensa e incisa em nossa relação, porém, meu bem não sou assim sempre, são poucos que tiveram essa sorte ou azar, depende como sente ou ver às coisas. 

Não sou muito de fazer morada, o mundo me chama e eu vou, mas às vezes acontece dos deuses alienígenas enviarem presentes para nós, meros humanos atrapalhados, acredite, você foi o meu. Mas eu me atrapalhei no embrulho. Conhecer e descobri coisas levam tempo, imagina pessoas...

Confundi o que você demostrou ser no início com o que você realmente é. Não que você tenha me enganado, mas no inicio eu sentia mais atenção, mais toques, parecia que você gostava de ser visto ao meu lado e poder me abraçar e beijar quando quiser e onde quiser. Depois as coisas mudaram ou eu pensei que tinham mudado, não mudou, as coisas começaram ser o que deveriam ser daqui para frente.

Você sentia necessidade daquilo para me conquistar, demonstrar que sim, você estava feliz ao meu lado, estávamos juntos. Então, quando a certeza se fez, você se sentiu a vontade de ser você. E eu confundir seu jeito reservado com desdém, confundir a sua segurança em nós, com não quero e não sei o que fazer, confundi sua essência com meus sonhos loucos. 

É difícil, faz tempo que não lido com o sexo oposto, fiquei presa naquele primeiro mês, pensei que seria sempre assim. Os olhos brilham no encontro, o corpo vibra no simples tocar de mãos. Esqueci-me de que relacionamento não é um filme de comédia romântica com pitadas de pornô. Existem os dias, a convivência o sentir que está junto mesmo separados, que não é necessário grandes declarações de amor. Só de olhar a gente sente, estamos juntos.

E eu sempre me senti de alguma forma junto de você, mesmo agora que a ausência se faz presente. Vejo e entendo isso entre o cigarro e a cerveja, entre a pressa e a calma. Agora posso dizer que entendo...Tenho que viver um dia de cada vez.

Tais Medeiros.

Ah só não me peça pra gostar
e se despeça com olhar
de quem não pensa em voltar
Ah você me diz ignorar
a falta que esse amor fará

Você falou e prometeu que seja assim
perto do seu e perto do meu amor
Não sei mas se talvez viesse pra ser do bem
e fizesse questão de ser além