29/12/2016

Trago boas novas! Fiz as pazes comigo, não me culpo mais. Sentei comigo e pedir perdão por me destroçar tanto assim, me maltratar tanto, fazendo meu coração, minha cabeça apanhar do mundo e de mim. Eu continuo jogando, mas agora observo melhor minhas peças e as que possam vim a ser. Não quero mais ter razão quero ter paz. [TEXTICULO 53]

2016 foi pesado... Levou-me do céu ao inferno mais do que posso contar. Provando que 365 dias é pouco para viver ou morrer. Um ano de perdas, tanto para o mundo como para meu mundinho intransigente. Perdi amigos que pensei seriam eternos, perdi emprego, perdi relacionamentos em andamento, perdi as estribeiras... Opa! Isso eu já perdi há muito tempo, mas ponho culpa em 2016 também. Espero muito que você acabe não importa se bem ou mal, não faz diferença agora, mas saiba que te perdoo.

Não vou festejar sua chegada também 2017. Tudo que demonstro interesse, apreço dá merda, então não vou estragar você venha como quiser, não tenho grandes planos para você. A meta é continuar respirando e bebendo, não me culpar mais e aceitar esse meu problema de existir.

Não adianta acabar um e começar outro e a gente continuar sendo um idiota, tendo as mesmas ações e cometendo os mesmos erros não é? Então ao invés de dizer “Que 2017 traga...” Eu trago. Sempre fomos eu e eu mesma de copo na mão e cigarro em punho indo sempre em frente, não me enfrente parei de lutar.

Trago boas novas!

Fiz as pazes comigo, não me culpo mais. Sentei comigo e pedir perdão por me destroçar tanto assim, me maltratar tanto, fazendo meu coração, minha cabeça apanhar do mundo e de mim. Eu continuo jogando, mas agora observo melhor minhas peças e as que possam vim a ser. Não quero mais ter razão quero ter paz.

Olhando-me no espelho vi as marcas de uma vida em combustão. E tanto, tanto que às vezes sufoco - sufoco de palavras, de pensamentos e desejos. É uma entrega tão grande para tudo que parece que não existe mais tempo, tudo ou tudo, nada não existe. Abracei-me e pedi calma, ainda existe tempo estou fora da ampulheta a areia não pode me soterrar. Ali chorei e afoguei aquele antigo ser, eu renascia.

Vênus me paria, Frida me batizava e Elis me curava senti a calmaria na alma, fazia tempo que não sentia nem alma. Não preciso mais levantar muros, atacar antes, nos feri. Não, não preciso mais ter as palavras certas, mendigar atenção e ter ideias boas, viver no tornado atormentado por que é preciso ser forte, não preciso ser sempre forte. Não preciso me importa muito com as pessoas, com os seus pensamentos sobre mim, sobre nós, se importar com as coisas, afinal são apenas coisas.

O meu tanto, tanto sempre não é reconhecido. Não veem o que você deixou de bom por mais hipócrita que você agora aparenta ser, eles sempre apontam a feriada que você causou.. Eu tirei esse esqueleto, guardei no armário e descobrir... Que eu já basto.


Tais Medeiros.




Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
O tempo todo
Estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição





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