04/10/2016

Sessão poema - Parte XXI [Uma falsa Vampira entre outros desafetos do REI DO NADA.]

arte: Apollonia Saintclair
Doei meu sangue a você.
Quando você mal podia andar a luz do dia.
Não passava de uma falsa vampira.
Sugou tudo que eu tinha e não tinha.
Não perdoou nem a minha insanidade.
Rasgou meu corpo.
Bebeu tudo que lhe ofereci.
Não contava com sua ausência.
Já que era pra ser eterna.
E o que sobra pra mim?
Depois de se alimentar do sangue, desejos e sonhos.
Apenas álcool para o Lord do nada.
Único alimento que sacia essa fome.
Entrego-me as noites de boemias.
Volto para dentro das garrafas.
O lugar do qual nunca poderia ter saído.
Converto-me a ser miserável.
Enterrado entre bucetas, suores e sarjetas.
Sinto-me rei neste vazio.
Mesmo coroado com nada.
O GRANDE REI DO NADA...
No meio do caos, me sinto em casa.

Tais Medeiros.

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