05/10/2016

Eu não senti mais a calcinha molhar, não estava gostando daquele sexo às escuras. Não nego porra, mas quero receber também mesmo em uma orgia telefônica. Isso é coisa séria pra mim. Tem que haver confiança, mesmo se tratando de um “desconhecido”, não se brinca com coisa de comer. [TEXTICULO 44]

Eram 07h00min horas da manhã quando o celular tocou, o que foi um milagre já que ninguém me liga. Atendi e a ligação era cobrar. Eu já pensei que era um amigo que tinha se fodido na noite passada e me ligava de um número desconhecido pedindo socorro. Só podia ser isso, porque quem em sã consciência me ligaria a cobrar em uma quarta feira às 07h00min da madruga?

-Espero que alguém tenha morrido.

Atendi e a voz que vinha do outro lado não me parecia estranha. Era a voz de um homem, sussurrada com um tesão na fala que eu quase que caio na siririca. Perguntei quem era e o mesmo rasgou a falar.
 
- Delicia... Como você é gostosa, sua buceta gostosa, quero fode com você, fode de quatro, fode de frente, de lado, na cama, na cozinha, no quintal, no teto. Quero chupar seus seios até os bicos eretos afinarem. Quero gozar na sua cara, na sua boca, barriga e ouvir você gemer pra mim. Pedindo pra eu te fode com força, senti sua buceta latejando no pau e depois engolir seu gozo. Sua buceta na minha cara como fosse a única coisa que existisse pra eu comer na vida.

Fiquei um tempinho inerte, imaginando toda aquela cena, resolvi ariscar um nome mas ele não se identificava, apenas despejava pornografias e das bem gostosas por sinal. Quase que me deixo levar, se não tivesse lembrando que a ligação era cobrar. Perguntei o nome do meliante novamente e nada, as únicas palavras que vinha do outro lado eram...

- Vou bater uma pra você... Só de ouvir sua voz meu pau fica duro.

Confesso que estremeci, gosto da palavra pau, cabe bem na boca, mas estremeci de medo. Perguntei mais uma vez o nome do dono da voz que inicialmente molhava minha calcinha e agora me assustava, dando-me a sensação de estar sendo perseguida.

- Será que é um trote aleatório? Será que esse cão me conhece? 

Esses pensamentos começaram a dançar na minha cabeça, então me lembrei de um fato. Há um tempo um cara adicionou uma amiga nessas redes sociais, ela entrou na página do boy para avaliar se valia a pena ter mais um ser ostentando felicidade ou mazelas em sua página.
A surpresa que ela teve ao entrar na página era que ele ostentava mazelas e um grande problema mental. Toda a página tinha fotos minhas fotos em casa, fotos no bar, fotos no teatro. Todas compartilhadas da minha página com dizeres obscenos, detalhe, eu não tinha ele em minha página.
Ela me enviou uma mensagem desesperada, falando do fato, não acreditei até entrar no link. 

E lá estava eu, sendo cultuada em um altar de promiscuidade. Seria legal se não fosse assustador, denunciei a página e segui a vida. E agora entre os gemidos e sussurros de tesão desse homem me pego pensando, quem é? Será o mesmo? Hoje em dia tudo pode ser descoberto, um número de telefone, um endereço. As pessoas andam tão conectadas, porém mais solitárias, isso é um prato cheio para se tornarem demônios, psicopatas, maníacos.

 Eu não senti mais a calcinha molhar, não estava gostando daquele sexo às escuras. Não nego porra, mas quero receber também mesmo em uma orgia telefônica. Isso é coisa séria pra mim. Tem que haver confiança, mesmo se tratando de um “desconhecido”, não se brinca com coisa de comer. 

- Olha aqui boy, não estou entendendo a brincadeira, mas se você se identificar fica mais fácil brincar junto. Quem está falando?

- Ahhh! Gostosa eu vou gozar...

- Puta que o pariu... Então goze... E tenha um bom dia.

Desliguei o telefone tremula. Aquela ligação me fez pensar em tanta coisa, mas resolvi não entrar em uma paranoia, me conheço se entro me isolo e tudo vira medo. Odeio sentir medo, principalmente medo do invisível, não dá para dar na cara do invisível. Tomei um café e fumei três cigarros, acendendo um no outro. Lembrei-me das coisas ditas ao telefone por aquele espírito de porco imundo. Porém meus caros sou um ser positivo ou apenas uso esse papo de “Ver o lado bom da coisa” para justificar os meus erros. Porque foi um erro permanecer com esse cara no celular tantos minutos. Uma pessoa normal teria desligado na hora, mas eu tenho que pagar pra ver e, nessa que me fodo. E foi o que aconteceu. 

O maníaco do telefone não me arrancou um gozo, mas nutriu minha imaginação, eu não podia perder meus créditos telefônicos assim, precisava ser ressarcida. Liguei para o meu boy, pau conhecido e muito apreciado. Ahhh! Nada melhor que gozar ao som de uma voz conhecida.


Tais Medeiros.

Você começa uma conversa que nem pode terminar
Você está falando bastante mas você não está dizendo nada
Quando não tenho nada para dizer meus lábios ficam selados
Dizer uma coisa uma vez, por que dizê-la novamente?
Assassino psicótico
Qual é que é
Muito, muito, muito melhor
Fu, fu, fu, fu, fu, fu fugir

5 comentários:

Alexandre Durden disse...

É inevitável não sentir tesão né? hahah belo texto, de uma passada no meu blog, espero que goste...e continue escrevendo! ;)

Choconhaque disse...

Verdade!!! Obrigada. E passo sim. Qual é o link? 😉

Alexandre Durden disse...

http://spiritmemories.blogspot.com.br/ tá ai hahaha gostei desse texto!

Choconhaque disse...

Opa! Passando lá agora ;)

Alexandre Durden disse...

hahah me diga oq achou depois, posso te chamar no email? haha