26/10/2016

Eu sou uma criatura estranha, exagerada, paranoica, dramática e levemente agressiva, acredite, já foi pior. Isso tudo desde criança. A palavra tudo era tudo mesmo, não aceitava nada dosado, até os remédios tomava a mais que a prescrição do médico. E com esse exagero, essa pressa de viver, quase sempre espanto pessoas, amigos, amores, família. Não faço por maldade ou tipo, como eu disse a coisa vem e quando vem nunca é pouca. [TEXTICULO 46]

Quando eu ando bagunçada por dentro, me proponho arrumar a casa. Para ver se consigo por alguma coisa em ordem nesta vida. Porém acabo bagunçando mais. Começo com a louça, não a termino e quando percebo já estou arrumando o guarda roupa, em uma vontade fracassada de pôr as coisas nos seus devidos lugares. Talvez as coisas não tenham devidos lugares, talvez nem eu.

Começo uma maratona de arrumação, mas nada organizo, nada termino. Exausta de andar em círculos me refugio no banheiro, sempre faço isso, o banheiro é o local que mais gosto nas casas. Entre três cigarros e a privada contemplo a paz e, volto a pensar, como se um dia eu tivesse conseguido parar. Pensar! Queria tanto conseguir parar, penso até quando penso que não estou pensando, entorpecida, ébria, mas não, é ai que o pensamento vem e nunca é pouco.

Eu também voltei a sentir umas coisas. Coisas boas e outras não tão boas assim, sentimentos que há tempos fiz questão de não sentir. É... Voltou a existir alguém, por isso essa inquietação, não sei lidar com começos porque nunca sei como começar. Me perturbo quando não conheço bem alguma coisa e com isso, acabo fazendo merda.

Ele possui as loucuras de outros que já conheci, mas sei que ele é diferente. Diferente nas atitudes, no coração, na fala... Com ele tudo tem gosto de primeira vez. Fico pensando: Puta que o pariu... Por que ele não apareceu antes? Por que não apareceu quando eu tinha 16 anos? Mesmo que as coisas fossem mais loucas do que foram naquela época, sinto que seriam muito melhores com ele. Demorou 14 anos para ele aparecer e encontrar restos de mim.

Eu sou uma criatura estranha, exagerada, paranoica, dramática e levemente agressiva, acredite, já foi pior. Isso tudo desde criança. A palavra tudo era tudo mesmo, não aceitava nada dosado, até os remédios tomava a mais que a prescrição do médico. E com esse exagero, essa pressa de viver, quase sempre espanto pessoas, amigos, amores, família. Não faço por maldade ou tipo, como eu disse a coisa vem e quando vem nunca é pouca.

Sinto que de novo estou pulando alto, mas foda-se não temo a queda, já sei como juntar os meus pedaços e seguir, apenas não sei juntar os pedaços dos outros e, é isso que me rasga. Magoar os outros com minhas ações, pensamentos, falas, teorias baratas, pode não parecer, mas a intenção nunca é essa, prefiro despencar a ferir alguém.

Sou um bicho idiota, não selvagem, sou esses bichos de apartamento acostumado a reinar por metros quadrados e quando sai para selva sente medo e ataca, mas no meu caso não é coragem, é desespero, apenas desespero mesmo.

Tais Medeiros.

Ela adora me fazer de otário
Para entre amigas ter o que falar
É a onda da paixão paranóica
Praticando sexo como jogo de azar
Uma noite ela me disse "quero me apaixonar"
Como quem pede desculpas a si mesmo
A paixão não tudo tem nada a ver com a vontade
Quando bate é o alarme de um louco desejo
Não dá para controlar, não dá
Não dá pra planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá, blá, blá
Eu te amo

24/10/2016

Sessão poema - Parte XXIII [Abdução]

Arte: Jean François Painchaud


Eu fui abduzida!
E o Extraterrestre...
Tinha corpo quente e boca satânica.
Digo que foi abdução...
Só pelo gosto que ficou.
                                        [de pertencer, de querer.]

E ao voltar, sentir saudades.
Se fosse uma possessão demoníaca, esse gosto não existiria.
Nada existiria.

Muito menos o desejo de reencontrar.
Foi transcendental.
Tenho vontade de mudar meu nome para Vênus;
Para ver se Marte me invade.
Naquela selvagem luta por poder.
Quem enlouquece mais.
Hoje não consigo me indignar com nada.
Não tenho orbita, não tenho ideias, não possuo nada...

Sem política burguesa, golpes, proletários, seres humanos...
Nada!
Sem bandeira, sem passado.
Apenas um pensamento...
Como construir um disco voador?
E sair transando pelas estrelas, a fim de te encontrar.


Tais Medeiros

22/10/2016

Cenas Curtas: O amor! E outras cicatrizes.



A primavera encontra descanso para perpetuar sua esperança...

Julieta - Princesa eu sou, em minha torre há contemplar os dias. Absorta nos pensamento que me levam a você. Um olhar me cora e um toque me estremece o estômago com borboletas a voar. Apenas um oi e eu já não caibo mais em mim. Sou Julieta amando a ti Romeu, só de ouvir sua voz sei que é amor... Amor inocente, todo amor tem algo de inocente, daquela coisa de criança que se surpreende com tudo e acreditam nos “felizes para sempre.”

Pierrot – Sou Pierrot tristonho, o amor não foi leal comigo. Duas faces da mesma moeda. Ela almeja Arlequim e eu a ela. Então nessa dor escabrosa que é o amor nos fazemos sofredores, vitima do coração.

Julieta – Romeu me corresponde, mesmo com os percalços no caminho, me completa e diz que morrerá comigo, por que o amor é isso, uni é único límpido.

Pierrot – O amor de Arlequim é carne, talvez Romeu não seja diferente, tudo deve ser consumido da carne ao osso. Já dizia minha Colombina...

Voz em OFF – “Um beijo de Arlequim e um sonho de Pierrot”

Julieta – Nossas histórias não são as mesmas. Cada um vive sua história, cada um tem seu destino.

Pierrot – Sim, mas no amor tudo é efêmero, acaba. O meu não começou e já morreu... E, o seu irá morrer, pois se viver irá se acabar.

Romeu – Amor.

Arlequim/Colombina – Atração, apetite, desejo, libido.

Julieta/Pierrot – Afeição, compaixão, misericórdia, conquista, satisfação.

Arlequim/Colombina – Fogo que nos preenche torna nossas almas pecadoras. Se for pecado amar até carne, prefiro arder no fogo do inferno que é dentro de ti. O amor se valida nas entranhas, nas orgias de pensamentos.

Pierrot – No inicio tudo é poesia, flores, magia, escravizam as pessoas. Depois vêm os dias, a convivência, monotonia, divergência, omissão. As qualidades de outrora desaparecem e com isso seu complexo de Cinderela. Princesas são felizes para sempre, por que nunca contam o que vem depois dos felizes para sempre.

Romeu – Ciúmes, insegurança, medo, acusação...

Julieta – Você disse que morria comigo, você disse...

Romeu – Mudei de ideia. As pessoas mudam de ideia.

Julieta – Mas nós, não! Nós temos que morrer, só assim ficaremos juntos.

Romeu – Não há mais amor, os planos mudaram aceite! Pessoas não possuem pessoas.

Colombina – Não se pode dar aos outros a responsabilidade de te amar.

Romeu/Arlquim/Pierrot – Ama-te Julieta, Ama-te...

(Monólogo - Recortes do original)


“Eu te odeio! É isso o que sinto! Ódio! Como pôde me abandonar assim? Tu és o mais egoísta dos homens. Ah, como fui tola em ter me apaixonado por ti! Mas como iria saber? Como poderia prever o fim? Talvez eu não quisesse me matar. Talvez eu quisesse outra felicidade que não fosse o hálito do teu veneno, Romeu. Talvez eu quisesse nunca ter te conhecido. Mas ainda posso! Posso mudar minha vida e percorrer outros lugares e sentir novos amores! Posso! Posso estudar, posso planejar futuros, posso mapear outras vias, posso me extraviar em festas, posso me embebedar! E eu irei em paz. Não, Romeu! Afasta-te de mim! Quero me libertar! Nosso amor não foi nada mais que um tempo, efêmeros e tolos acreditamos ter sido eterno, tolos acreditamos que seria para sempre. O que restará de nós será apenas nome, e ainda, separados como se nunca estivéssemos juntos.”

Tais Medeiros.

19/10/2016

Beijei sua boca, um beijo longo daqueles que as línguas transam antes dos corpos. Olhei nos seus olhos embriagados por uma garrafa de tequila, quatro doses de pinga e uma caixa de cerveja, entre a fumaça dos nossos cigarros eu disse. - Eu treparia com você pela vida inteira. [TEXTICULO 45]

Entre garrafas e cinzeiros ele me pediu uma declaração. Não sei se era de amor, ele já tinha me dito umas palavras bonitas antes, as quais confesso nunca ter ouvido sair da boca de um homem sem interesse. É... Ele não tem interesse, pois tem tudo que quer de mim.

Jogo as armas na mesa e as mascaras no chão. Quando nos encontramos é uma coisa sem explicação, não consigo raciocinar sobre isso. Apenas não tenho vontade de guerrear. Não me sinto só quando somos nós dois e eu sempre sinto solidão a dois. 

O mundo não é um problema para nós, quando nos trancamos no quarto por três dias sem relógio, sem celular ou computador, apenas nós e nos basta.

 - Tranca a porta amor, feche a janela e avisa ao mundo que morremos. 

Confesso que ainda não sei lidar muito bem com isso. São anos dando socos nas paredes, não posso chamar isso de amor, não que não seja ou porque limita... Sei lá! Talvez deva ser o significado que dei a ele...

– O amor dói, maltrata e sempre se perde.

 Melhor não dar nome a isso, viver é o mais correto, afinal tudo é lindo no começo, não para mim. Sempre começo errado, conturbado só durou alguns por que sou teimosa, carne de pescoço, gosto de torturar ambos até o osso emergir. 

Ele é um boêmio romântico. Como ele mesmo diz, um utópico, diz que me sufoca. Ele não sabe que eu já sufoquei antes e o que ele faz não chega perto do sufoco, não chega perto do abuso ou desespero. Diz que eu o deixaria porque cuida demais. Porque me cobre à noite com zelo e me traz café da manhã na cama. Eu dou risada das suas confissões ébrias e penso: Está apenas bêbado. 

Foi em um desses dias de folga da carcaça e do mundo, que ele me fez essa cobrança. Não sei se esse é nome o certo, podia ser apenas um pedido também, ele nunca me pediu nada. Sempre me deixou livre para ir e vir quando quisesse. Embriaga-se de saudade até eu voltar e arranca a minha roupa em minha volta, sem qualquer pergunta. Então, por que não dizer a ele juras de amor? ... Já disse por tão menos. 

Beijei sua boca, um beijo longo daqueles que as línguas transam antes dos corpos. Olhei nos seus olhos embriagados por uma garrafa de tequila, quatro doses de pinga e uma caixa de cerveja, entre a fumaça dos nossos cigarros eu disse. 

- Eu treparia com você pela vida inteira. 

Ele me olhou com um olhar assustado, apreensivo. Pensei por um momento que não era aquilo que ele queria ouvir. Acho que exagerei na declaração, no tempo, a vida inteira é muita vida. Pensei em dar uma risada a la Paola Bracho e por culpa no álcool, por dizer aquilo. Ele foi mais rápido na ação. 

Subitamente enfiou a mãos entre minhas pernas, me acariciou lascivamente, beijou meus seios, subiu pelo meu pescoço e após lubrificar meu ouvido, gozou as seguintes palavras nele. 

- Então fode comigo a vida inteira. 

Ah! Que merda, é amor?

Tais Medeiros


Vamos ter um filho
Vamos escolher o nome dele
Deixa eu te alegrar quando você estiver triste
Deixa eu te ninar quando você estiver cansada
Vamos aceitar tudo o que é do outro
Vamos defender tudo o que é do outro
Vamos amar tudo o que é do outro
Vamos foder o dia inteiro...

10/10/2016

Sessão poema - Parte XXII [Não sou um pacto, sou apenas um contrato.]

Arte: Apollonia Saintclair 


Hoje lhe faço rei.
Amanhã plebeu.
Por que tudo muda tudo flui.
Hoje é amor, amanhã é descaso.
Por que tudo tem dois lados.
Não te nego amor, mas não é para sempre.
Não sou um pacto, sou apenas um contrato.

Um batom vermelho na cara amassada pela ressaca.
Óculos escuros para esconder a alma.
Meu corpo carrega tuas marcas, porem não você.
Entenda que...
O tempo muda, as estações mudam, eu mudei...
Mudei de você.

Tais Medeiros

05/10/2016

Eu não senti mais a calcinha molhar, não estava gostando daquele sexo às escuras. Não nego porra, mas quero receber também mesmo em uma orgia telefônica. Isso é coisa séria pra mim. Tem que haver confiança, mesmo se tratando de um “desconhecido”, não se brinca com coisa de comer. [TEXTICULO 44]

Eram 07h00min horas da manhã quando o celular tocou, o que foi um milagre já que ninguém me liga. Atendi e a ligação era cobrar. Eu já pensei que era um amigo que tinha se fodido na noite passada e me ligava de um número desconhecido pedindo socorro. Só podia ser isso, porque quem em sã consciência me ligaria a cobrar em uma quarta feira às 07h00min da madruga?

-Espero que alguém tenha morrido.

Atendi e a voz que vinha do outro lado não me parecia estranha. Era a voz de um homem, sussurrada com um tesão na fala que eu quase que caio na siririca. Perguntei quem era e o mesmo rasgou a falar.
 
- Delicia... Como você é gostosa, sua buceta gostosa, quero fode com você, fode de quatro, fode de frente, de lado, na cama, na cozinha, no quintal, no teto. Quero chupar seus seios até os bicos eretos afinarem. Quero gozar na sua cara, na sua boca, barriga e ouvir você gemer pra mim. Pedindo pra eu te fode com força, senti sua buceta latejando no pau e depois engolir seu gozo. Sua buceta na minha cara como fosse a única coisa que existisse pra eu comer na vida.

Fiquei um tempinho inerte, imaginando toda aquela cena, resolvi ariscar um nome mas ele não se identificava, apenas despejava pornografias e das bem gostosas por sinal. Quase que me deixo levar, se não tivesse lembrando que a ligação era cobrar. Perguntei o nome do meliante novamente e nada, as únicas palavras que vinha do outro lado eram...

- Vou bater uma pra você... Só de ouvir sua voz meu pau fica duro.

Confesso que estremeci, gosto da palavra pau, cabe bem na boca, mas estremeci de medo. Perguntei mais uma vez o nome do dono da voz que inicialmente molhava minha calcinha e agora me assustava, dando-me a sensação de estar sendo perseguida.

- Será que é um trote aleatório? Será que esse cão me conhece? 

Esses pensamentos começaram a dançar na minha cabeça, então me lembrei de um fato. Há um tempo um cara adicionou uma amiga nessas redes sociais, ela entrou na página do boy para avaliar se valia a pena ter mais um ser ostentando felicidade ou mazelas em sua página.
A surpresa que ela teve ao entrar na página era que ele ostentava mazelas e um grande problema mental. Toda a página tinha fotos minhas fotos em casa, fotos no bar, fotos no teatro. Todas compartilhadas da minha página com dizeres obscenos, detalhe, eu não tinha ele em minha página.
Ela me enviou uma mensagem desesperada, falando do fato, não acreditei até entrar no link. 

E lá estava eu, sendo cultuada em um altar de promiscuidade. Seria legal se não fosse assustador, denunciei a página e segui a vida. E agora entre os gemidos e sussurros de tesão desse homem me pego pensando, quem é? Será o mesmo? Hoje em dia tudo pode ser descoberto, um número de telefone, um endereço. As pessoas andam tão conectadas, porém mais solitárias, isso é um prato cheio para se tornarem demônios, psicopatas, maníacos.

 Eu não senti mais a calcinha molhar, não estava gostando daquele sexo às escuras. Não nego porra, mas quero receber também mesmo em uma orgia telefônica. Isso é coisa séria pra mim. Tem que haver confiança, mesmo se tratando de um “desconhecido”, não se brinca com coisa de comer. 

- Olha aqui boy, não estou entendendo a brincadeira, mas se você se identificar fica mais fácil brincar junto. Quem está falando?

- Ahhh! Gostosa eu vou gozar...

- Puta que o pariu... Então goze... E tenha um bom dia.

Desliguei o telefone tremula. Aquela ligação me fez pensar em tanta coisa, mas resolvi não entrar em uma paranoia, me conheço se entro me isolo e tudo vira medo. Odeio sentir medo, principalmente medo do invisível, não dá para dar na cara do invisível. Tomei um café e fumei três cigarros, acendendo um no outro. Lembrei-me das coisas ditas ao telefone por aquele espírito de porco imundo. Porém meus caros sou um ser positivo ou apenas uso esse papo de “Ver o lado bom da coisa” para justificar os meus erros. Porque foi um erro permanecer com esse cara no celular tantos minutos. Uma pessoa normal teria desligado na hora, mas eu tenho que pagar pra ver e, nessa que me fodo. E foi o que aconteceu. 

O maníaco do telefone não me arrancou um gozo, mas nutriu minha imaginação, eu não podia perder meus créditos telefônicos assim, precisava ser ressarcida. Liguei para o meu boy, pau conhecido e muito apreciado. Ahhh! Nada melhor que gozar ao som de uma voz conhecida.


Tais Medeiros.

Você começa uma conversa que nem pode terminar
Você está falando bastante mas você não está dizendo nada
Quando não tenho nada para dizer meus lábios ficam selados
Dizer uma coisa uma vez, por que dizê-la novamente?
Assassino psicótico
Qual é que é
Muito, muito, muito melhor
Fu, fu, fu, fu, fu, fu fugir

04/10/2016

Sessão poema - Parte XXI [Uma falsa Vampira entre outros desafetos do REI DO NADA.]

arte: Apollonia Saintclair
Doei meu sangue a você.
Quando você mal podia andar a luz do dia.
Não passava de uma falsa vampira.
Sugou tudo que eu tinha e não tinha.
Não perdoou nem a minha insanidade.
Rasgou meu corpo.
Bebeu tudo que lhe ofereci.
Não contava com sua ausência.
Já que era pra ser eterna.
E o que sobra pra mim?
Depois de se alimentar do sangue, desejos e sonhos.
Apenas álcool para o Lord do nada.
Único alimento que sacia essa fome.
Entrego-me as noites de boemias.
Volto para dentro das garrafas.
O lugar do qual nunca poderia ter saído.
Converto-me a ser miserável.
Enterrado entre bucetas, suores e sarjetas.
Sinto-me rei neste vazio.
Mesmo coroado com nada.
O GRANDE REI DO NADA...
No meio do caos, me sinto em casa.

Tais Medeiros.