30/10/2015

Escrever é o ato de exorcizar os demônios de quem escreve e de quem ler. [TEXTICULO 24]


Eu escrevo desde 14 anos de idade. Maltratando há gramática, liberando pensamentos, sentimentos. Por isso é difícil responder como consigo escrever. Antes era uma tristeza que ganhava sutilmente existência no papel, nada pensado apenas sentido. Não gosto muito das escritas daquela época, ás revejo para lembrar fatos um diário em versos, algumas coisas uso em textos novos e outras apenas sinto vergonha de ter escrito. Às vezes penso...

– E se eu não tivesse queimado os diários em uma tentativa falida de esquecer o passado? Acho que iam me render bons textos, afinal dos 14 aos 18 muita água rola embaixo dessa ponte. 

Não devia ter parado com os diários, eles mostram nossa evolução. Vejo isso confrontando os textos de hoje de ontem e de 11 anos atrás. Hoje o que escrevo é vivido, sentido e pensado. Penso muito nas baboseiras que são publicadas, podem acreditar nisso? Perguntaram-me uma vez.

- Para quem você escreve? Para você ou para os outros?

Parei e pensei...

- Eu sei por que escrevo. Mas sei para quem?

Fiz essa reflexão e fazendo o panorama de quando comecei rabiscar descobri. Ainda escrevo pelos sentimentos e sensações, porem não, mas para mim. Escrevo para qualquer pessoa que queira ler, mesmo sendo uma leitura banal, caso não fosse isso não tornaria público. No tempo de garota escrevia sem a pretensão de ser lida apenas era meu mundo.

Agora quero que me leiam que goste ou não. Por que o meu mundo transbordou, expandiu e quem faz o escritor é o leitor não adianta falar ao contrário. Você pode ser um sujeito criativo, mas se ninguém ler, não se identificar ou incomodar, você perde a motivação da escrita. Pôs no papel é para ser lido. Cheguei a essa conclusão.

Não íamos materializar pensamentos, opiniões, gostos, brisas e sentimentos por nada. Sempre existe o desejo que alguém ache o caderno, que alguém click no link. Alguns escritores podem ir contra minha ideia, mas eles lá no fundo sabem que essa é a verdade.

O importante é que nunca falte vivência, sentimento e leitor para um escritor.



Escrever é o ato de exorcizar os demônios de quem escreve e de quem ler.

Tais Medeiros.

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

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