02/09/2015

Sessão poema - Parte IV [ A prova de amor, mas profunda que tive foi o abandono. Você me deixou, pensei por um instante que seria o fim. Porém a vida é assim. Um ganhar e perder. Um perder para ganhar.]


A prova de amor, mas profunda que tive foi o abandono.

Você me deixou, pensei por um instante que seria o fim.

Porém a vida é assim.

Um ganhar e perder.

Um perder para ganhar.

Tremi ao ler suas linhas depois de quase um ano.

E me surpreendi em não me dar ao trabalho de vestir a personagem.

Ali estava eu...

Respondendo suas linhas como se no outro lado estive um amigo de longa data.

Percebi entre um gole e outro no copo de vinho barato e entre tragadas no ultimo cigarro que nada de ruim alimento por você.

Não que eu seja boa.

É que não tenho tempo para sofrer, praguejar e amaldiçoar sua existência.

Existem outros que merecem mais meu ódio.

Você merece minha gratidão por ter me deixado voltar a ser o que sempre quis.

O que sempre fui...

Esse exagero, essa alegria, essa melancolia, esse amor tradicional da mente, esse amor (des)prudente do corpo.

Estou auto diagnosticada esquizofrênica.

Não no poder da doença, mas nos mundos criados e neles não cabe a dor.

Estou bem aqui.

Seja lá onde for.

Tais Medeiros.
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava cê dizia
Pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo

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