29/09/2015

- É. Nós pensamos que somos loucos, mas na verdade nunca vimos à loucura, a loucura é para os fracos que se deixam possuir e largam tudo e se afundam levando alguns anjos caídos juntos. Em meu caso sou um desses anjos caídos arrastado pelo egoísmo alheio, um anjo caído que veste uma loucura de faz de conta e me torna demônio, me torna forte por mim e pelos meus. Penso que seja o medo que me mantem longe das grades ou dá corda. [TEXTICULO 23]


Sempre em nossas reuniões regada a álcool o papo enveredava para o suicídio. Alguns defendiam a ideia que o suicídio era covardia, pessoas que não tinham o mínimo de coragem de enfrentar a vida, já para outros era sinônimo de coragem, afinal tirar a própria vida é um ato de grande coragem, liberta-se.

Derrubo a teoria da coragem, pois não sabemos se a pessoa está sóbria ou sã o bastante para tê-la, e cometer um suicídio racional. Já a teoria do covarde aproximasse mais da situação, não por que a pessoa tem medo da vida, a pessoa tem medo de ser nada na vida. Sabe que tudo depende dela e talvez não aceite essa responsabilidade que é ela dona de si, os outros são acidentes, consequências boas ou ruins nesse trajeto de viver.

Pensando nessas coisas já possuídas por garrafas de vinhos, cheguei à conclusão que o suicídio é o ápice do egoísmo. A pessoa não pensa em nada além de se livrar da dor,  mesmo que sua tal "libertação" aprisione outras pessoas, não pensa em melhorar ou lutar ser forte por ela ou por alguém que ame, sempre existe alguém que nos ama, o amor incondicional não existe, mas o amor sim.

- Talvez seja loucura mesmo, algo no sangue ou destino.

Disse um amigo querendo por um ponto final no assunto mórbido.

- É. Nós pensamos que somos loucos, mas na verdade nunca vimos à loucura, a loucura é para os fracos que se deixam possuir e largam tudo e se afundam levando alguns anjos caídos juntos. Em meu caso sou um desses anjos caídos, arrastado pelo egoísmo alheio, um anjo caído que veste uma loucura de faz de conta e me torna demônio, me torna forte por mim e pelos meus. Penso que seja o medo que me mantem longe das grades ou dá corda. Não medo de viver, medo de não conseguir fazer os meus felizes, quando começamos a pensar fora do ego ajuda enfrentar, motiva dá foco. Todos têm problemas, eles sempre vão existir. É como um jogo de vídeo game, as telas devem ser passadas. Uma dose de egoísmo é bem vinda quando nos coloca para cima e nos torna radiante, tudo em exagero sucumbe. 

Quando era mais nova minha tentativa suicida virou piada e com razão, pois não havia sobriedade e muito menos motivo dentro daquele quarto, me rendeu bons poemas ao menos. Antes eu acreditava que quanto mais problemática fosse, mas amor teria. Foi quando descobrir que ninguém quer ficar ao lado de vitimas, às pessoas gostam de sugar e vitimas não tem nada para fornecer. Então optei por ser Elektra e não Ofélia. E não adianta querer ser vitima em um mundo de culpados. Sei que assusta, porem você é seu único representante na terra.

Tais Medeiros

Queria ser como os outros 
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso!
É só hoje e isso passa...
Só me deixe aqui quieto
Isso passa.
Amanhã é outro dia
Não é?

23/09/2015

Às vezes... Quase sempre, eu queria matar o poeta e esta sensibilidade que reside em mim. Acabar com esses delírios de transcender de completar. Engolir todo esse devaneio poético, artístico e aceitar que o sexo é para procriar e o amor é um produto para lucrar mesmo as pessoas dizendo que amam incondicionalmente. Todo mundo ama esperando algo.[TEXTICULO 22]


Não quero amor. Quero algo a mais se existir, um toque que arrepia um olhar que cala os pensamentos, um encontro que talvez aconteça apenas uma vez, mas torna-se mágica.

Almejo algo que transcenda ao recordar-me arranque um sorriso tímido de felicidade. Logo eu que nunca tive pensamentos afetuosos pelos homens que chupei os separo em dois blocos. Os que me ensinaram que a vida dói e os que me ensinaram que viver pode ser gostoso a dualidade dos seres dualidade dos momentos que transformam a vida em aliada ou inimiga.

O primeiro grupo tornaram se pessoas das quais procuro não pensar, bloqueio qualquer momento bom e potencializo o aprendizado... A vida dói. O segundo grupo lembro com desejo... Um corpo bom... Um beijo insinuante... Uma noite libidinosa, mas que perece. Por nenhum dos dois sentimentos dignos, nada preenche. Transbordo de falta e penso que mendigo poções de ilusões de um encontro que ao lembrar faça minha alma leve, por saber que existe sim no mundo alguém que complete, mesmo que não esteja comigo sua lembrança me faz feliz.

Às vezes... Quase sempre, eu queria matar o poeta e esta sensibilidade que reside em mim. Acabar com esses delírios de transcender de completar. Engolir todo esse devaneio poético, artístico e aceitar que o sexo é para procriar e o amor é um produto para lucrar mesmo as pessoas dizendo que amam incondicionalmente. Todo mundo ama esperando algo.

As mães amam seus filhos esperando que eles sejam felizes, bons e respeitáveis, isso quando elas voltam para casa, penso que a maioria deseja não voltar, então até as mães esperam alguma coisa do amor. Eu espero o impossível espero que almas se liguem antes dos corpos. Aqui estou de novo poetizando o que não deve ser poetizado. Isto tudo é culpa dos poetas, escritores, palhaços, artistas filhos da lua, foram eles que inventaram a dor, abriram os olhos de seres ignorantes iguais a mim para um mundo que não existe uma boêmia que me fere, cura, enlouquece.

Tenho que me salvar desse bálsamo poético e viver a vida como uma eterna segunda feira. Acabar com essas crises existenciais e “PsicoAlcoólatras”. Aceitar as regras do jogo e parar de fazer versos onde não cabe nem palavras. Será que a poesia é o tóxico da vida?

Queria eu cegar meus olhos de poeta e voltar da lua para ver se apatia e aceitação leva-me a tranquilidade.

Essa mente faz muito barulho.

Tais Medeiros 

Parto-me.
A poesia prevalece.
O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo,
Daí então, a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada,
Inquilina de todos os nossos riscos,
A juventude plena e sem planos se esvai
O parto ocorre.
Parto-me. Parto-me. Parto-me. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias.
Flagelo-me.
Exponho cicatrizes.
E acordo os meus, com muito mais cuidado,
Muito mais atenção!

18/09/2015

Vocês mulheres são realmente difíceis de entender. “Ai queria um cara igual a você e blá blá blá” e quando tem a chance que vocês ficaram choramingando que o destino não dá, fazem o que??? FAZEM O QUE? “Ai! Não dá você é meu melhor amigo.”. Parem com esse complexo de EVA essa autopunição não é só porque ela comeu a fruta podre que vocês terão que comer para vida inteirar. Peste... Na maioria das vezes as pessoas fazem com a gente o que permitimos consciente ou não, mas você pode mudar isso quando tem conhecimento do que quer. [TEXTICULO 21]



- E aí Peste?! Aconteceu alguma? Senti você sem energia no ensaio.

 - RESSACA.

 - Se este fosse o problema você nunca apresentaria uma peça. 

- Ressaca moral é a pior.

 - O que você aprontou? 

- As mesmas coisas de sempre... Álcool, debates, nudes e boys.

 - Me parece uma noite normal. Já sei, deu merda com boy pau da sua vida e blá blá blá...

- O troquei por uma noite de bebedeira.

- Então ele te deixou? Não quer mais te ver?

- Não... Pior... Levou numa boa. Super compreensivo disse que a gente se vê quando der.

 - Aff! Por que a ressaca moral então? Não entendo.

- Cãozinho, ele não se deu ao trabalho de fazer um drama, uma cena, estamos sem nos ver a um mês, acho, ele só disse: Beleza gaataaa. Percebi que não faço falta. Cansei de pessoas vazias.

- Agora são pessoas vazias? Você que transborda e fica fingindo que é vazia. Que não liga para relacionamentos, que o sexo é só para liberar energia, curti e relaxar que o foco é a carreira. Fica usando esses e outros clichês da filosofia do desapegado que só servem para quem é desapegado mesmo. Peste, você transpira sentimento e fica querendo secar por causa de merdas do passado. Porra tu é intensa, não se interrompa garota é por isso que você é atriz, sua profissão é sentir, sentir tudo de bom e ruim suas e dos outros. Não adianta Peste, não há como se abortar agora com quase 30 anos.

- Queria encontrar um cara igual a você.

- Igual a mim?

- É. Inteligente, engraçado, talentoso, romântico, paciente, sincero, irônico e sarcástico.

- Esqueceu-se do lindo, gostoso, sexy e pica das galáxias.

- Besta... Eu queria um cara que mesmo que tenha toda a liberdade do mundo para fazer o que quiser, sem cobranças ou ataques com uma vida livre ainda sim optasse por mim. Entende?

- Fica difícil encontra alguém se a gente não se encontrar. Talvez você deva se estudar como estuda seus personagens. Você os acha por meio de reflexões, vai que funciona com seu eu.

- Quanto mais a idade chega fico mais desbocada e desequilibrada. Gosto e odeio, por que já me vejo uma velha na síndrome da rebelde sem causa. Isso me preocupa Cãozinho, virar uma Peter Pan. Estou me tornando o que mais odiava no finado.

- Não vamos falar do finado, passou essa fase. Você é uma garota de sorte Peste. Eu estou SOLTEIRO, disponível livre no mercado e doido para transar. Tenho as vantagens que já vivo... Ouviu bem? Vivo e não convivo ou sobrevivo com você há anos e já resistir a sua TPM o seu mau humor matinal, suas bebedeiras sem noções e sua vocação para discórdia. Estamos a maior parte do tempo juntos, estudando, trabalhando ou não fazendo nada. Podemos tentar não de cara um namoro, vamos vivendo nossos dias normais como vivemos, mas damos uns beijos ali, umas chupadas lá um carinho acolá.  Agora a gente dividi a cama pelado nas viagens.

- Não dá Cãozinho.

-Lembra? Ame-me pelos meus defeitos e achará  minhas doces qualidades. Você escreveu isso para mim.

- Isso vai dar merda Cãozinho, você é meu melhor amigo.

- AFF!! AFF!! Atenção, atenção bombardeios de clichês, bombardeios de clichês. Para com isso, por favor.

- Cãozinho!!

- Vocês mulheres são realmente difíceis de entender. “Ai queria um cara igual a você e blá blá blá” e quando tem a chance que vocês ficaram choramingando que o destino não dá, fazem o que??? FAZEM O QUE? “Ai! Não dá você é meu melhor amigo.” Parem com esse complexo de EVA essa autopunição não é só porque ela comeu a fruta podre que vocês terão que comer para vida inteirar. Peste... Na maioria das vezes as pessoas fazem com a gente o que permitimos conscientes ou não, mas você pode mudar isso quando tem conhecimento do que quer.

- Já disse Cãozinho você é meu amigo, parceiro, confidente, sócio... Seria baixar a guarda demais.

- Mas é isso criatura baixar a guarda sair dessa esquizofrenia que você criou. Você é livre peste? Faz o que quer sem arrependimento? Dona do corpo e da mente? Não se abala com suas escolhas?

- Você me conhece muito Cãozinho e eu quero você ao meu lado como aliado, não confeccionando bonecos de vodu me praguejando. Tudo começa assim. Vem comigo eu cuido de você, eu te amo, linda, inteligente, gostosa e depois é cai fora, vadia, maluca, perebenta tem muitas melhores que você.

- E o que você faz Peste? Saiu só com inimigos para evitar isso?

- Saio com fortes candidatos há inimigos.

- Estou me declarando seu inimigo agora.

- Para de ser louco.

-Não consigo, nasci assim. Mesmo que não role nem uma trepadinha de Ano Novo eu estou com você sempre. Agora vamos, temos textos de trás para frente para decorar. Esquece essa ressaca moral que não combina com a persona que você decidiu ser.

 - Te amo Cãozinho.

 - Eu também. Vem cá Peste, não rola nem um bacanal Dionisíaco?

Tais Medeiros.

Eu sei tudo sobre o seu passado
E dos passos errados
Um amor maior é o meu presente
Futuro é com você
Se me olhar no olhos
Vai ver
Falar é pouco
Pra quem quer mais

02/09/2015

Sessão poema - Parte IV [ A prova de amor, mas profunda que tive foi o abandono. Você me deixou, pensei por um instante que seria o fim. Porém a vida é assim. Um ganhar e perder. Um perder para ganhar.]


A prova de amor, mas profunda que tive foi o abandono.

Você me deixou, pensei por um instante que seria o fim.

Porém a vida é assim.

Um ganhar e perder.

Um perder para ganhar.

Tremi ao ler suas linhas depois de quase um ano.

E me surpreendi em não me dar ao trabalho de vestir a personagem.

Ali estava eu...

Respondendo suas linhas como se no outro lado estive um amigo de longa data.

Percebi entre um gole e outro no copo de vinho barato e entre tragadas no ultimo cigarro que nada de ruim alimento por você.

Não que eu seja boa.

É que não tenho tempo para sofrer, praguejar e amaldiçoar sua existência.

Existem outros que merecem mais meu ódio.

Você merece minha gratidão por ter me deixado voltar a ser o que sempre quis.

O que sempre fui...

Esse exagero, essa alegria, essa melancolia, esse amor tradicional da mente, esse amor (des)prudente do corpo.

Estou auto diagnosticada esquizofrênica.

Não no poder da doença, mas nos mundos criados e neles não cabe a dor.

Estou bem aqui.

Seja lá onde for.

Tais Medeiros.
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava cê dizia
Pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo

01/09/2015

No banho a água descendo pelo meu corpo limpando a terra das minhas pernas (já que eu estava na roça) passo pelos meus peitos as mãos ensaboadas e sinto que os biquinhos pretos dos meus peitos que lembram muito uma azeitona preta ficaram duros, pontudos, eretos. Começo a brincar com eles e sentir sensações que me fazem descer as mãos pela barriga e me apertar forte. Começo a lembra de meu padrasto. Ou sim aquele gordo me excita então sinto meu botão latejando querendo, implorando que o toque, toque-me. REVISANDO [TEXTICULO 02]

Cansada de correr atrás do meu padrasto, do cavalinho do vizinho resolvi “auto me amar” sou uma garota moderna tenho que conhecer o que me dar prazer, não sei muito bem como fazer isso, mas sei que tenho que buli no botão. No banho a água descendo pelo meu corpo limpando a terra das minhas pernas (já que eu estava na roça) passo pelos meus peitos as mãos ensaboadas e sinto que os biquinhos pretos dos meus peitos que lembram muito uma azeitona preta ficaram duros, pontudos, eretos. Começo a brincar com eles e sentir sensações que me fazem descer as mãos pela barriga e me apertar forte. Começo a lembra de meu padrasto. Ou sim aquele gordo me excita então sinto meu botão latejando querendo, implorando que o toque, toque-me. Toquei enfiei os dedos num fervor e fiquei naquele vuco, vuco, esfrega, esfrega numa alucinação num tesão fora do normal e eu gemia, gemia como atriz de um filme pornô amando minha mão. As pernas bambas e meu quadril a se movimentar como se eu cavalgasse num cavalo nua, com as tetas de fora. De repente escuto uma voz que vem de fora do banheiro.

-Ocê tá bem minina? Que gemedeira é essa é dor de barriga?

Esqueci que meu padrasto estava em casa e me recompondo, pus mais força no gemido como se fosse uma dor de barriga e confirmei a versão, nisso ele se foi, mas eu estava muito danadinha para parar por ali e ainda mais que a voz do meu padrasto me deixava, mais molhada do que a própria água do banho. A mão já estava doendo, à tendinite atacará impedindo minha sirica máster para meu gran finale. Então ouvi o barulho do cavalo do vizinho senti um arrepio e aquele tesão voltou em minha mente eu me via cavalgando nua em cima do cavalo, meu padrastos com a pança cobrindo o bilau andando pelo pasto dizendo.

-Vem aqui minha safadinha. 

Ele subiu no cavalo segurou em minhas azeitonas pretas e me penetrava. Comecei a gritar de tesão dizendo. Vai Drasto me faz de sua égua pocotó. E ele metia, metia e eu louca batia cabelo em cima do cavalo e a gente cavalgando e metendo eu senti meu botão lacerando pegando uma proporção maior e como se meu padrasto gordo e com pênis de cavalo me tomasse como seu objeto sexual quando de repente volto a mim com meu padrasto gritando.

-Que merda é essa que não sai? Ta cagando parafuso? E tu estás batizando as merdas é pra ficar gritando nome e demorar tanto? Sai logo dai que eu que quero dar uma barrigada. Se não sair eu vou e jogar a merda por debaixo da porta. Onde já se viu moleca mais estranha.

Voltando a mim com os pelos do corpo todo arrepiado até os dos orifícios, mas negros percebi que eu já me tornava uma mulher com desejos exóticos. Transei com o chuveirinho. Sai do banheiro desconfiada meu padrasto com a cara feia segurando o jornal entrou quase correndo deixando escapar um peido muito do fedorento e eu com a toalha na mão e um sorrisinho dengoso e safado corri para quarto debaixo da toalha o chuveirinho, rezando para ele ter a mesma função sem água.


Tais Medeiros

Eu gosto de você 
Você gosta de mim 
Mas com essa timidez 
Só o que rola entre nós 
É siririca baby 
Siririca baby 
a gente se come com os olhos 
Não rola nada 
Só bronha e siririca 

Só vou dar um passinho se for pra subir em sua cabeça, seu desgraçado, Hitler do transporte. AH! Vá à merda!! Não vê que não cabe mais ninguém?! Você ganha por cabeça? Somos bois agora? Esse ônibus vai virar um campo de concentração um genocídio." REVISANDO [TEXTICULO 01]


Hoje resolvi não reclamar apesar de ser algo difícil na minha realidade, pois meu charme maior é minha antipatia.

Sai de casa ouvindo um hino de igreja pra ver se meus nervos se convertiam, porque andam comentando por ai que sou estressada. Sai de casa numa paz de espírito, fui ao ponto de ônibus e a primeira provação: o "busão" lotado. Respirei fundo e cantei um pedaço da musica do salmo 91: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo..." E fui na fé, empurrada ali, pisoteada acolá, mas agradecendo ao Senhor ...

De repente um abençoado liga seu celular num funk dos infernos e, além disso, ficou falando com outro abençoado numa altura, como se estivesse competindo com o celular ching-ling.


Respirei fundo e disse em pensamentos: Deus os perdoe! Eles não sabem o que fazem e muito menos o que ouvem - isso as 06h30 da manhã.


Desci do ônibus achando que estava salva de todo mau - Ilusão. A Fila do ônibus estava cruzando o terminal do Iapó ao Chui. Meus olhos se esbugalharam, senti o sangue na boca, mais uma vez respirei e apelei para um mantra, pois hino de igreja não estava ajudando. Com muito sufoco entrei no ônibus crente que ia tirar um cochilo até o meu trabalho - outra ilusão. Lugar no ônibus de manhã, a tarde e a noite é luxo, e para piorar entrou naquela nave espacial dois ET's - também falando mais que o homem da cobra e a nega do leite juntos.

Ai baixei o nível...

- Que Porra! Esses seres não cansam: É celular, é uma falação, maldita TIM, maldito infinity... Nenhum minuto de paz (Isso tudo eu só pensei em falar).

E para vira Huck de uma vez, com direito a pele verde e roupa rasgada, soltaram aquelas frases que nunca faltará no transporte público: “Um passinho pra trás, por favor” "Vamos liberar a catraca"...

Então foi à gota d'água, olhei pro céu e disse a Deus: "Senhor eu tentei!". Então olhei para o cobrador virada nas sete pragas do Egito e disse:

- Só vou dar um passinho se for pra subir em sua cabeça, seu desgraçado, Hitler do transporte. AH! Vá à merda!! Não vê que não cabe mais ninguém?! Você ganha por cabeça? Somos bois agora? Esse ônibus vai virar um campo de concentração um genocídio."
E assim foi trajeto até o trabalho ao chegar no “trampo”. Quando cheguei, o café tinha acabado, então nem preciso dizer a besta fera virada no Saci Pereré dando voadora de um pé só que me tornei.


Bom dia?! Só se for pra você! Na segunda-feira e no resto da semana, pra mim, é boa sobrevivência. E ainda tem infeliz que vira e me chama de estressada... Mal sabe que é o universo que conspira contra mim.



Tais Medeiros

Navio negreio(Navio negreio),...Navio negreio 
Navio negreio destinado pra terra da revolta






Tais Medeiros

E após toda essa epopeia que existiu, deixa-se passar por vencido e corre ao mediador - médico - para que ele consiga convencer o intestino a um acordo - talvez um contrato CLT para que ambos fiquem bem, pois quando os remédios caseiros não dão jeito o melhor é procurar um médico. A pior parte é ter que cutucar outro lugar para salvar sua sanidade "intestiANAL". REVISANDO [TEXTICULO 00]


Sinceramente o que deixa uma mulher à beira de um colapso não é a TPM mas sim um intestino preguiçoso, que de um momento pra outro resolve virar autônomo e trabalhar quando quer. Sim, esse é o maior inimigo, e não somente das mulheres mais de qualquer ser que precise evacuar. A pior parte é quando os remédios indicados não funcionam.

Parece que esse ser de vida própria se acostuma ou se apega ao que digerimos, pois não solta. Ele não compreende que tudo que entra deve sair - mesmo que seja a força. A casca sagrada com vinho branco, suco de abacaxi, laxante natural ou industrializado, ou famoso mamão, não da jeito nesse órgão tão possessivo como é o intestino.


O intestino preguiçoso, nos ataca de tal maneira, afeta até nossa alta estima, perdemos o ânimo, ficamos irritados e inchados... É triste quando vemos nossa barriga a cada dia ganhar mais evidencia que nossa bunda, não conseguimos nem usar uma blusa mais chegada ao corpo por que já marca a "pancinha" num desespero fecal e se optar por uma mini veste já lhe dão o lugar no ônibus, achando que você está esperando outra coisinha.

-Tô esperando sim, filho da puta! Esse intestino trabalhar para eu me liberar do que me oprime.

Esse lesado ainda nos contagia com sua preguiça, pois nada queremos fazer, só almejamos o momento de liberdade intestinal. É um canastrão, pregador de peça: Você nunca sente vontade de evacuar quando está próximo ao banheiro ou em seu lar, mas é só colocar a cara na rua ele resolve se comunicar e você se retorce, contrai e reza para que consiga achar um banheiro a tempo. Até que acha e na hora daquele encontro romântico com a privada, toda aquela excitação, o intestino se comporta como moça virgem: Não liberar. E após toda essa epopeia que existiu, deixa-se passar por vencido e corre ao mediador - médico - para que ele consiga convencer o intestino a um acordo - talvez um contrato CLT para que ambos fiquem bem, pois quando os remédios caseiros não dão jeito o melhor é procurar um médico. A pior parte é ter que cutucar outro lugar para salvar sua sanidade "intestiANAL".

Tais Medeiros

merda, merda pra você, desejo merda
merda pra você também, diga merda e tudo bem
merda toda noite e sempre, amém.