05/07/2015

12 Trabalhos Das Passionais [TEXTICULO 16]

Caso mais alguma amiga termine o relacionamento, estarei fadada a cirrose hepática. Estão pesados os dias e as noites. E se elas continuarem a sair com os "exes", ainda alimentando sentimentos, uma esperança falida de retorno, então vou ter é uma cirrose cerebral.
Fim de relacionamento é difícil, eu entendo, porém raiva e vodka, orgulho ferido e Martíni, não combinam. Os sintomas são: Carência, raiva, arrependimentos, auto piedade, choros, risadas frenéticas, planos em demasia, mais um pouco de choro, raiva, degradação dos boys, depois mensagens, telefonemas, sexo e, no outro dia a depressão de quem usou cocaína uma semana inteira e está na abstinência de Christiane F. Minhas noites e dias por enquanto não cabem sofrimentos, cabem confusão, muita confusão, tornei-me mestra nelas. Talvez seja um jeito de sofrer? Não vem ao caso, por hora matei meus demônios. Nessas depressões "ressacais", uma amiga me pediu uma receita para superar. Deveria estar muito mal para fazer isso, não podia negar. Ela queria uma cura, então dei o placebo de clichê para salva-la dela mesma. No improviso e, com esperança de fazê-la rir, ao menos criei os 12 Trabalhos Das Passionais. Os olhos dela brilharam, mulheres adoram grupos de femme fatales. 

Comecei... 
  • Primeiro - Mantenha-se respirando. 
  • Segundo - Amará a si própria sobre todas as coisas. 
  • Terceiro - Não sairá com o ex se ainda existe sentimento. 
  • Quarto - Não cobiçará o boy alheio ou o ex das "Zamigas" 
  • Quinto - Ajudará esconder o corpo caso precise. 
  • Sexto - Transará por prazer e quando quiser. 
  • Sétimo - Amará o próximo como fosse o primeiro. 
  • Oitavo - Não sofrerá mais do que a pessoa mereça. 
  • Nono - Não aceitará pedido de tempo do boy (Ele quer comer outra)
  • Décimo - Não serás obrigada a nada. 
  • Décimo Primeiro - Não carregarás traumas de Maria do bairro para outros relacionamentos.
  • Décimo Segundo - Viverá inabalável em sua vida.
 Ela me olhou e riu aquela risada dos tempos de colégio, risada de adolescente no primeiro porre, frenética. 

- Amiga você não existe. Vou mandar fazer um banner e pendurar na minha porta! Não, na geladeira! Nas paredes pela casa toda.

- Eu não duvido. Augusta? 

- Claro. 

Tais Medeiros.


Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração



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