04/05/2015

Carta aberta aos Filhos Da Puta


Caros Filhos Da Puta

É com grande pesar que venho fazer algo que reluto, mas se faz necessário, pelo fato de que no mundo existe serem inóspitos como vocês, escravos do racional, fadados há explicações sem um pingo de sensibilidade há arte, alienados pelo óbvio.

Odeio ter que explicar texto...

Porém como sou uma mulher de espírito elevado, resolvi ajuda-los, meros Filhos da Puta a entender minha sutil obra.

Os textos, esquetes, poemas, prosas, contos, diálogos, casos e todo inferno que eu escrevo não são necessariamente minha vida, pode ser o que penso e pode mudar em outro manuscrito. Como todo pensamento muda, mas tudo é trabalhado, não deve se preocupar com a veracidade dos fatos, afinal não estamos em um tribunal.

Vocês queridos Filhos Da Puta não leram Crepúsculo e ficaram julgando se aquilo era verdade se tinha acontecido ou não. Então faça o mesmo com minha simplória obra.

Tente obter se não uma reflexão um entretenimento e parem de me dizer que o que eu escrevo denigre minha imagem por que há única verdade nessa história toda é que... ESTOU CAGANDO PRA ELA.

Atenciosamente;
Tais Medeiros

Razão de ser - [Paulo Leminski]

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

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