27/12/2015

Quando foi a ultima vez que você sentiu seu gosto? Que sentiu aquele desejo incontrolável por você? Sentiu tesão ao se olhar no espelho e se tocou como nunca pensou em fazer? Quando foi a primeira vez que você se amou? E conseguiu se ver fora dos olhos de alguém? [Da série: AUTO-AJUDA e outros tapas na cara ou TEXTICULO 27]

O amor e um jogo de azar e, eu como um mau jogador, me viciei na ilusão de ganhar. Vivo a perder as fichas depositadas e, por este motivo dobro a aposta, esse papo de moderação não serve para mim.

Ninguém me deu minha vida, eu que a construí, foi à custa de muito choro, riso, álcool e fumaça então ninguém poderá me dizer quando parar. Não serão as outras pessoas que vão me tornar especial, eu sei meu valor, triste daquele que não sabe.

Pensando assim, vejo que o amor não é um jogo de azar, azar é a vida, ele é apenas um CAÇA – NÍQUEIS, BINGO, um CARTIADO. Na maioria das vezes um acidente, contra tempo, pausa de mim. Ficamos tão focados em ganhar esse tal prêmio amor, que nos perdemos. 

Quando foi a ultima vez que você sentiu seu gosto? Que sentiu aquele desejo incontrolável por você? Sentiu tesão ao se olhar no espelho e se tocou como nunca pensou em fazer? Quando foi a primeira vez que você se amou? E conseguiu se ver fora dos olhos de alguém? Quando nos descobrimos fora da jogatina viramos nossa carta na manga, senhor de Vegas, tem que conhecer a si para decifrar o outro. 

Sei que não é fácil, mas o outro existe apenas para te ensinar algo, uma jogada nova, um ataque eficiente, algo que talvez você precise aperfeiçoar. Obrigar seu oponente a entregar o jogo para lhe fazer feliz não seria uma boa vitória, não é ele que tem que lhe fazer vitorioso, é você. Seria mais fácil se esse jogo tivesse um tutorial no youtube, só que não tem, você tem que jogar e jogar para perder ou ganhar e de nada vale ser um jogador arrependido pelas suas fichas sucumbidas.

Perdeu, amor? Retire-se da mesa, se organize e, volte a jogar. O jogo é de azar, sabemos disso, então por que sofrer pela derrota? Sofrimento só vale a pena quando vira arte, ganhar é lucro, vitória tem prazo de validade. Acho que sua vez de jogar...


Tais Medeiros

Já não sei se restou algo no ar...
E já não sei se há algo mais a perder.

15/12/2015

Eu nada... Quem fez foi Marcos Aurélio. Ele a agarrou fortemente e a pós de joelhos e a fez chupa-lo com força até as lágrimas caírem. Queria sufocá-la com seu pau entre um vai e vem e outro ela ainda consiga sorrir. Chupava a cabeça do seu pau como se chupasse um pirulito, tinha prazer, gosto, nos seus olhos. Ela não demonstrava desaprovação, ele a queria, ele viu que a amava. [TEXTICULO 26]

Marcos Aurélio com seus 28 anos recém-completados era um cara envolvente, inteligente e de um charme considerado. Apesar de estar com a cara batendo na casa dos “quase 30” ainda se sentia como um adolescente de dezessete anos, energético e inconsequente. Admirador de álcool, fumo e entorpecentes passava os dias fazendo reuniões com os amigos vivendo de viagens psicodélicas.

Marcos Aurélio era conhecido entre suas amantes como o "Pau de suas vidas" pelo grande apetite sexual que o rapaz manterá. O apetite de um garoto de 17 anos junto com a experiência de um homem de quase 30 era assim que elas o definiam.

As garotas que passavam pelo seu colchão de mola, sempre voltavam, desejavam salvar Marcos Aurélio daquela vida desregrada que um dia ia matá-lo. Almejavam ser importantes em sua vida ter o seu amor, porém Marcos Aurélio não queria salvação queria perdição o desequilíbrio o completava. Não lhe interessa amor interessava somente a carne.

- O que eu quero dessa vida? Bebida e sexo até o pau afinar se caso isso for possível...

Ingrid era uma mulher independente, não essas fanáticas feministas, mas se permitia a quase tudo na vida. Procurava um amor, apesar que a ultima tentativa tornou se em quatro anos jogados no fundo do poço. Resolveu não priorizar príncipes encantados os marginais alados talvez fossem a opção, relacionamentos casuais, sem pressão tudo ao seu tempo. Havia tempo que não se encontrava sozinha.

- Focar na minha carreira e seguir em frente, recuperar os quatro anos de castração sexual e psicológica. Voltar a sentir meu gosto o amor agora é de dentro pra fora.

Em uma festa que Marcos Aurélio promovia regada a cerveja, maconha e Planet Hemp, Ingrid apareceu. O mundo é um encontrar e desencontrar incessante. Marcos Aurélio e Ingrid eram quase vizinhos, tinham quase os mesmos amigos, porem até os 28 anos de Marcos Aurélio nunca tinham se visto. O destino conspirava, era quase uma história de amor.

- Não sei por que você se refere a você em terceira pessoa? Esqueceu que aqui é uma delegacia, eu sou um delegado e você está prestando um depoimento? Francamente.
- Calma delegado Simão. Meu cliente ainda está em choque. Ele quer cooperar ele vai cooperar.

- Muito bem pensado senhora Fátima... Criar essa cena de perturbação já no levantamento dos fatos. Alegar insanidade é a saída?

- Não pode acusar meu cliente sem provas delegado Simão. 

- É preciso?! Uma pessoa que se apresenta na delegacia com uma advogada está mais que confessando, mas vamos... O que esse verme tem a dizer?

Marco Aurélio e Ingrid, fogo ao primeiro toque das mãos, em menos de uma hora já estavam pelados em seu quarto. Beijos, lambidas, mordidas... Ela gemia a cada metida em sua buceta molhada e pedia mais. Olhava-o com a cara mais safada do mundo mesmo quando Marcos Aurélio batia em sua cara com a mão ou seu pau. Levava as mãos ao seu pescoço e o pressionava lentamente até lhe falta o ar... Ela sorria.

Era tudo que Marcos Aurélio queria uma mulher boa na cama e fora de sua vida. Ingrid sabia que esse relacionamento não passaria do quarto e que os seus diálogos não passariam de boquetes. Viam se com frequência para transar, poucas palavras trocadas e nessas poucas palavras Ingrid sentia necessidade de se aproximar, afinal ele agora era "O pau de sua vida".

Ao contrário de antes Ingrid resolveu não dar o primeiro passo para uma relação estável estava cansada de consertar brinquedos tortos e eles irem para novos donos.

- Não é que eu não queira... Eu quero e muito, mas tem esse lance de reciprocidade. Se não tem, não existe.

Marcos Aurélio continuou sua vida de vagar mundo, Ingrid também atendendo aos chamados do seu novo e louco amor, não se privava de conhecer outros homens. Foi em uma dessas noites que Marcos Aurélio “ O PAU DA VIDA” de muitas, resolveu não ver Ingrid e ela nada questionou.

Marcos Aurélio sabia que atrás daquela pouse de “NÃO ME IMPORTO”... Ingrid rachava por dentro, até aquele momento ele acreditava piamente nisso, nesse domínio, nesse seu amor. Porem sua certeza foi abalada ao vê-la linda e sexy ao lado de outro. Ele sentiu as pernas bambas, sentiu-se pequeno... Pau de ninguém, muito menos dele mesmo. Ao ver aquela boca que o chupará loucamente sendo acariciada por outro, aqueles seios que ele lambeu, mordeu, chupou sendo tocado por outro. Isso tudo o deixou absorto. Não se sentiu mais importante, amado ou único.

Sem mais apetite para as baladas sem limites, Marcos Aurélio voltou para casa, expulsou todos os condenados do seu covil e entre um drink e outro, um pino e outro ficou a dissecar. Resolveu ligar para sua pequena, testar o quando dele ainda tinha sobre ela.

Pediu que ela fosse vê-lo, ela sem questionar apareceu. Marcos Aurélio inerte contemplava a chegada dela ao seu covil. Covil! Esse é o nome, onde as cobras se criam guarida de malfeitores.

- Será que ela o abandonou para me ver? Quando liguei será que eles já tinham terminado de foder?

- Marcos Aurélio. Desculpe-me interromper, mas acredito que seja melhor ir direto aos fatos, muitos detalhes desnecessários.

- Por favor, senhora Fátima! Não interrompa. Acho que chegamos... Como se diz? No clímax da história. Então Marcos Aurélio o que fez depois de pensar aquilo sobre Ingrid?

- Eu nada... Quem fez foi Marcos Aurélio. Ele a agarrou fortemente e a pós de joelhos e a fez chupa-lo com força até as lágrimas caírem. Queria sufocá-la com seu pau entre um vai e vem e outro ela ainda consiga sorrir. Chupava a cabeça do seu pau como se chupasse um pirulito, tinha prazer, gosto, nos seus olhos. Ela não demonstrava desaprovação, ele a queria, ele viu que a amava.

Ele chupou sua buceta até sentir o seu gosto escorrer e quando já não aguentava mais seu pau duro a penetrou com força, a beijou até arrancar sangue de seus lábios e depois com suas mãos firmes foi pressionando seu pescoço lentamente e ao pé do seu ouvido disse...

- De quem é seu coração?

Ingrid com a voz falhando, mas sempre com sorriso safado na face

- Você quer meu coração Marcos Aurélio?

- De quem é seu coração?

- Seu...
Na explosão do gozo e da alegria de ouvir aquela palavra, Marcos Aurélio a estrangulou completamente. Seus olhos sem vida e seus doces lábios com o mesmo sorriso devasso a sorrir pra mim, voltados para mim.

- Meu Deus Marcos Aurélio!!!

- Não sou Marcos Aurélio, sou o narrador... Apenas o narrador.

- Foi por estrangulamento a morte e por que a retalhação?

- Ele só pegou o que era dele. Era de Marcos Aurélio o coração dela.




Tais Medeiros

Se te agarro com outro
Te mato!
Te mando algumas flores
E depois escapo...

14/12/2015

Sessão Poema - Parte VI [ SOBRE O AMOR e outros rascunhos inacabados)

Eu que já perdi tudo.
Não tenho nada a reclamar.
Venha e adentre essa torre.
Leve os farrapos do ser.
Pertence a você os restos de mim.
E não vou resistir por que até o orgulho de outros tempos você me fez engolir.

...

O amor acordou e saiu.
Me deixou no lençol vazio a refletir...
Podia ao menos ter feito um café.

...

Eu não brinco de amar.
Me entrego;
Me rasgo;
Me embebedo;
Me jogo do precipício pensando saber voar.
Me restauro e volto a amar.
É o que sou...
É o que sei fazer...

...

Contando as horas.
Beija-me...
Abraça-me...
Provocando meu tesão.
Mão no intimo e olhos no portão.

...

É numa dessas noites loucas...
Que a gente se dar conta.
Não quer ser mais porto, quer ser marinheiro.



٩(●̮̮̃•̃)۶ - É nessa tortura psicológica que já não sei mais diferenciar o amor do masoquismo.


 
Tais Medeiros. 
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho

29/11/2015

Sessão poema - Parte V [Transcendendo]



Jean Francois Painchaud




Matei o romantismo e abusei do desapego.
Entreguei-me ao mundo sem valores.
Os pudores foram esquartejados.
O intimo foi solto, a boca intensa e o corpo voraz.
Não há cobrança ou julgamentos.
Salomé do gueto... Gení da vida...
Rasgando as roupas como se despisse a alma.

                                                  Transcendendo...

Entendendo o que poucos sabem...
O desespero não enlouquece, liberta.
A vida é o quanto você goza, não o que tem.
Riquezas e repressões não mudam sua sentença.
De que vale calar as vontades e emudecer pensamentos?
Enrolar se em um mundo que não acredita.
Sufocar seus momentos de felicidades.
São raros...
Viver sua própria filosofia não são para os fracos.
Fracos buscam cartinhas.
Senhores de si, escrevem suas histórias.
Existe mais valor e honra em noites de ópio celebrando a sua existência... Persistência.
Que ter vida longa enterrando se aos poucos no tédio dos Santos.



Tais Medeiros

30/10/2015

Dra. Diaba receitou. Menos pudor e mais amor; Menos culpa e mais força. Receitou dosagens fortes “Stonianicas”. Receitou exibicionismo contra o tédio. [TEXTICULO 25]


Anos atrás minha mãe preocupada com esses meus distúrbios emocionais, sociais e mentais pedia-me para procurar um psicólogo, fazer uma terapia para controlar tanta raiva, oscilações de humor e personalidade.

- Eu realmente me preocupo muito com você. Você tem muita coisa ai dentro... Sabe? Eu olho para você e vejo um míssil que caiu e não explodiu, mas não está desarmado e a qualquer momento vai explodir.

Mães! Dramáticas e com cada analogia que realmente assusta, como nunca é bom subestimar as previsões de uma mãe eu fui a tal da psicóloga. Cheguei à sala, ela me olhou, eu já tinha ensaiado que nada ia falar, porém esse povo é bom ou eu sou muito dada, em questão de minutos já estávamos papeando como se fôssemos melhores amigas.

Eu gostei dessa parada,  legal conversar com alguém que não está envolvido na minha história, não tem a mínima ideia do que aconteceu até aquele momento de entrar na sala. Realmente eu não sei como funciona a cabeça de um psicólogo, apenas sei que normal ele também não deve ser, deve ser um louco, que encontrou no ato de escutar maluco um consolo. Toca aqui “psica” tu não és pirada sozinha.

Nossos encontros estavam acontecendo semanalmente e para mim estavam rolando bem, fazia atividade, falava sobre coisas. Eu me sentia em um ambiente de bar, mas sem bebida, apesar de quase sempre, eu chegava numa ressacada do cão. Ela conseguia me fazer sair de casa numa ressaca de mil bacanais, até que um dia ela pôs tudo a perder, quis me empurrar à receita azul.

- Como assim psiquiatra? Eu estou muito bem aqui com você. Não cheguei ao ponto de ficar babando e nem jogando pedra na lua. Pode parar de me empurrar para o lado negro dos profissionais da mente.

- Não seja dramática... Você tem uns distúrbios depressão, bipolaridade, complexo de inferioridade, complexo de perseguição...

- Rá!!! Sou um poço de complexo agora? Se eu tenho tudo isso as sessões com você já estão pondo isso tudo sob controle
.

-Não mesmo. Eu me tornei apenas ouvinte para você. Você vem aqui me conta todas as mazelas, sai dizendo que na próxima semana será diferente e volta com fatos piores. Precisa de medicação de um trabalho conjunto entre psicólogo e psiquiatra. Entenda você é como míssil que caiu e não explodiu, mas não está desarmado e a qualquer momento vai explodir.

- Minha mãe veio aqui?

- Como?

-Ela veio aqui? Te ligou? Sei lá... Fez contato com velha?

- Não. Viu é esse tipo de comportamento neurótico que precisa ser trabalhado, medicado.

- Eu me medico todas as noites.

- Não você se embebeda isso é bem diferente.

- É a mesma coisa. “Terapia da dopação” se é para me dopar, que seja com Whisky e gelo. Francamente psicólogos e psiquiatras já provaram que não dá para viver de cara limpa.

- Aqui está o seu encaminhamento. Se você não frequentar as sessões com um psiquiatra eu não poderei mais lhe atender pelo fato de ser um tratamento incompleto e sem evolução.


Pronto! Até a psicóloga está rompendo comigo. Como assim? E nossas tardes papeando? E nosso jogo de personalidade? Filmes, livros... Pensei que estava tudo bem até ela querer inserir um terceiro elemento em nossa relação, que merda.

- Vou ver o que consigo fazer.

- Vou aguardar sua ligação.

- É vai aguardando.


Sai possuída de lá pela primeira vez olhei o espaço e percebi que era realmente um consultório.

- Quanta ousadia me encaminhar para o psiquiatra, foi só eu baixar a guarda e toma, ela terceiriza o trabalho. Não pedi para me curar só pedi para me ouvir.

Sai de lá e resolvi “angustiar” termo usado para quem vai espairecer na Rua Augusta, a terra dos refugiados, segregados, um amigo ia tocar “Qasualmente” então juntei a sede com a sede e fui ver. Encontramo-nos, bebemos e falei minhas lorotas de sempre foi então que ele me apresentou aquele ser que só com um olhar e uma tentativa falida de me beijar já roubava minha alma.

Ágatha... Esse era o nome... Ela era alta, parecia uma deusa exótica de alguma tribo canibal, ou melhor, parecia um diabo ou sua forma feminina, envolvente, sensual e intensa pronta para extinguir os seis pecados capitais e legalizar a luxúria. Os dez mandamentos se fossem abolidos, aposto que seria ela a abolicionista. Amor ao primeiro drink, me tirou para dançar e eu que nunca me achei um ser sexy, uma mulher voluptuosa me senti grande, linda e desejada quase iluminada ao lado dela ao som desesperador da música câncer da banda “Qasual”

- Essa noite está diabólica. Desculpa pela tentativa de beijo é que pensei que você também era bissexual, afinal quase todas as garotas  que o "Qasual" me apresenta são. Eu e essa mania de achar.

- Tudo bem. Grande maioria pensa isso, mas espero que isso não seja problema para continuar a dividir companhia?

- Normalmente eu sou anti-social, não gosto muito de aproximação com estranhos, mas com você não consegui, acho que nossos demônios se bateram.

- Eu devo estar muito endemoniada mesmo que até a psicóloga falhou em me exorcizar.

- Psicóloga? Eu passei um tempo, gostava das sessões.

- Eu também, mas como tudo na minha vida tem que ser complicado, ela resolveu complica,  me encaminhou ao psiquiatra.

- Então seus problemas acabaram...

- Você é psiquiatra?

- Não sou estudante de psicologia, mas posso ser sua psiquiatra.

- Acho que estamos bêbadas demais.

- Não mesmo... Nossas consultas serão via Whatsapp a hora que você quiser e no meu consultório.

- Onde é seu consultório?

- O bar mais próximo de você. Não precisa se preocupar, eu tenho experiências, sei lidar com pessoas iguais a você que são iguais a mim. A gente enlouquece pra viver ao contrario daqueles que se dizem normais. Nos despimos para amar. Nós colocamos máscaras para sobreviver em sociedade, só que é bom ter um lugar para arranca-las brindar aos defeitos as fraquezas. Todos nós temos fraquezas, alegrias, tristeza, loucura. Nós sabemos usar isso e é isso que nos torna loucos diante do mundo.


- G-OVÁ onde fui me meter? Eu realmente não sei apenas sei que gosto disso.

Dra. Diaba receitou.

Menos pudor e mais amor;

Menos culpa e mais força.

Receitou dosagens fortes “Stonianicas”.

Receitou exibicionismo contra o tédio.

Ela disse:

O diabo? Coloquei de férias, sou o Satanás de belos saltos e no meu consultório não são permitidos arrependimentos, aqui não se vira a página, queimasse o livro. Sirva-se de Whisky e dance no divã o consultório está aberto.

Internei-me nesse “Satãnorio” não me livrei dos fantasmas da mente consegui coisa melhor... Achei com quem enlouquecer em paz.

Tais Medeiros


“Não me venha com coisas sem almas” 

Thali Gonçalves



Escrever é o ato de exorcizar os demônios de quem escreve e de quem ler. [TEXTICULO 24]


Eu escrevo desde 14 anos de idade. Maltratando há gramática, liberando pensamentos, sentimentos. Por isso é difícil responder como consigo escrever. Antes era uma tristeza que ganhava sutilmente existência no papel, nada pensado apenas sentido. Não gosto muito das escritas daquela época, ás revejo para lembrar fatos um diário em versos, algumas coisas uso em textos novos e outras apenas sinto vergonha de ter escrito. Às vezes penso...

– E se eu não tivesse queimado os diários em uma tentativa falida de esquecer o passado? Acho que iam me render bons textos, afinal dos 14 aos 18 muita água rola embaixo dessa ponte. 

Não devia ter parado com os diários, eles mostram nossa evolução. Vejo isso confrontando os textos de hoje de ontem e de 11 anos atrás. Hoje o que escrevo é vivido, sentido e pensado. Penso muito nas baboseiras que são publicadas, podem acreditar nisso? Perguntaram-me uma vez.

- Para quem você escreve? Para você ou para os outros?

Parei e pensei...

- Eu sei por que escrevo. Mas sei para quem?

Fiz essa reflexão e fazendo o panorama de quando comecei rabiscar descobri. Ainda escrevo pelos sentimentos e sensações, porem não, mas para mim. Escrevo para qualquer pessoa que queira ler, mesmo sendo uma leitura banal, caso não fosse isso não tornaria público. No tempo de garota escrevia sem a pretensão de ser lida apenas era meu mundo.

Agora quero que me leiam que goste ou não. Por que o meu mundo transbordou, expandiu e quem faz o escritor é o leitor não adianta falar ao contrário. Você pode ser um sujeito criativo, mas se ninguém ler, não se identificar ou incomodar, você perde a motivação da escrita. Pôs no papel é para ser lido. Cheguei a essa conclusão.

Não íamos materializar pensamentos, opiniões, gostos, brisas e sentimentos por nada. Sempre existe o desejo que alguém ache o caderno, que alguém click no link. Alguns escritores podem ir contra minha ideia, mas eles lá no fundo sabem que essa é a verdade.

O importante é que nunca falte vivência, sentimento e leitor para um escritor.



Escrever é o ato de exorcizar os demônios de quem escreve e de quem ler.

Tais Medeiros.

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

29/09/2015

- É. Nós pensamos que somos loucos, mas na verdade nunca vimos à loucura, a loucura é para os fracos que se deixam possuir e largam tudo e se afundam levando alguns anjos caídos juntos. Em meu caso sou um desses anjos caídos arrastado pelo egoísmo alheio, um anjo caído que veste uma loucura de faz de conta e me torna demônio, me torna forte por mim e pelos meus. Penso que seja o medo que me mantem longe das grades ou dá corda. [TEXTICULO 23]


Sempre em nossas reuniões regada a álcool o papo enveredava para o suicídio. Alguns defendiam a ideia que o suicídio era covardia, pessoas que não tinham o mínimo de coragem de enfrentar a vida, já para outros era sinônimo de coragem, afinal tirar a própria vida é um ato de grande coragem, liberta-se.

Derrubo a teoria da coragem, pois não sabemos se a pessoa está sóbria ou sã o bastante para tê-la, e cometer um suicídio racional. Já a teoria do covarde aproximasse mais da situação, não por que a pessoa tem medo da vida, a pessoa tem medo de ser nada na vida. Sabe que tudo depende dela e talvez não aceite essa responsabilidade que é ela dona de si, os outros são acidentes, consequências boas ou ruins nesse trajeto de viver.

Pensando nessas coisas já possuídas por garrafas de vinhos, cheguei à conclusão que o suicídio é o ápice do egoísmo. A pessoa não pensa em nada além de se livrar da dor,  mesmo que sua tal "libertação" aprisione outras pessoas, não pensa em melhorar ou lutar ser forte por ela ou por alguém que ame, sempre existe alguém que nos ama, o amor incondicional não existe, mas o amor sim.

- Talvez seja loucura mesmo, algo no sangue ou destino.

Disse um amigo querendo por um ponto final no assunto mórbido.

- É. Nós pensamos que somos loucos, mas na verdade nunca vimos à loucura, a loucura é para os fracos que se deixam possuir e largam tudo e se afundam levando alguns anjos caídos juntos. Em meu caso sou um desses anjos caídos, arrastado pelo egoísmo alheio, um anjo caído que veste uma loucura de faz de conta e me torna demônio, me torna forte por mim e pelos meus. Penso que seja o medo que me mantem longe das grades ou dá corda. Não medo de viver, medo de não conseguir fazer os meus felizes, quando começamos a pensar fora do ego ajuda enfrentar, motiva dá foco. Todos têm problemas, eles sempre vão existir. É como um jogo de vídeo game, as telas devem ser passadas. Uma dose de egoísmo é bem vinda quando nos coloca para cima e nos torna radiante, tudo em exagero sucumbe. 

Quando era mais nova minha tentativa suicida virou piada e com razão, pois não havia sobriedade e muito menos motivo dentro daquele quarto, me rendeu bons poemas ao menos. Antes eu acreditava que quanto mais problemática fosse, mas amor teria. Foi quando descobrir que ninguém quer ficar ao lado de vitimas, às pessoas gostam de sugar e vitimas não tem nada para fornecer. Então optei por ser Elektra e não Ofélia. E não adianta querer ser vitima em um mundo de culpados. Sei que assusta, porem você é seu único representante na terra.

Tais Medeiros

Queria ser como os outros 
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso!
É só hoje e isso passa...
Só me deixe aqui quieto
Isso passa.
Amanhã é outro dia
Não é?

23/09/2015

Às vezes... Quase sempre, eu queria matar o poeta e esta sensibilidade que reside em mim. Acabar com esses delírios de transcender de completar. Engolir todo esse devaneio poético, artístico e aceitar que o sexo é para procriar e o amor é um produto para lucrar mesmo as pessoas dizendo que amam incondicionalmente. Todo mundo ama esperando algo.[TEXTICULO 22]


Não quero amor. Quero algo a mais se existir, um toque que arrepia um olhar que cala os pensamentos, um encontro que talvez aconteça apenas uma vez, mas torna-se mágica.

Almejo algo que transcenda ao recordar-me arranque um sorriso tímido de felicidade. Logo eu que nunca tive pensamentos afetuosos pelos homens que chupei os separo em dois blocos. Os que me ensinaram que a vida dói e os que me ensinaram que viver pode ser gostoso a dualidade dos seres dualidade dos momentos que transformam a vida em aliada ou inimiga.

O primeiro grupo tornaram se pessoas das quais procuro não pensar, bloqueio qualquer momento bom e potencializo o aprendizado... A vida dói. O segundo grupo lembro com desejo... Um corpo bom... Um beijo insinuante... Uma noite libidinosa, mas que perece. Por nenhum dos dois sentimentos dignos, nada preenche. Transbordo de falta e penso que mendigo poções de ilusões de um encontro que ao lembrar faça minha alma leve, por saber que existe sim no mundo alguém que complete, mesmo que não esteja comigo sua lembrança me faz feliz.

Às vezes... Quase sempre, eu queria matar o poeta e esta sensibilidade que reside em mim. Acabar com esses delírios de transcender de completar. Engolir todo esse devaneio poético, artístico e aceitar que o sexo é para procriar e o amor é um produto para lucrar mesmo as pessoas dizendo que amam incondicionalmente. Todo mundo ama esperando algo.

As mães amam seus filhos esperando que eles sejam felizes, bons e respeitáveis, isso quando elas voltam para casa, penso que a maioria deseja não voltar, então até as mães esperam alguma coisa do amor. Eu espero o impossível espero que almas se liguem antes dos corpos. Aqui estou de novo poetizando o que não deve ser poetizado. Isto tudo é culpa dos poetas, escritores, palhaços, artistas filhos da lua, foram eles que inventaram a dor, abriram os olhos de seres ignorantes iguais a mim para um mundo que não existe uma boêmia que me fere, cura, enlouquece.

Tenho que me salvar desse bálsamo poético e viver a vida como uma eterna segunda feira. Acabar com essas crises existenciais e “PsicoAlcoólatras”. Aceitar as regras do jogo e parar de fazer versos onde não cabe nem palavras. Será que a poesia é o tóxico da vida?

Queria eu cegar meus olhos de poeta e voltar da lua para ver se apatia e aceitação leva-me a tranquilidade.

Essa mente faz muito barulho.

Tais Medeiros 

Parto-me.
A poesia prevalece.
O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo,
Daí então, a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada,
Inquilina de todos os nossos riscos,
A juventude plena e sem planos se esvai
O parto ocorre.
Parto-me. Parto-me. Parto-me. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias.
Flagelo-me.
Exponho cicatrizes.
E acordo os meus, com muito mais cuidado,
Muito mais atenção!

18/09/2015

Vocês mulheres são realmente difíceis de entender. “Ai queria um cara igual a você e blá blá blá” e quando tem a chance que vocês ficaram choramingando que o destino não dá, fazem o que??? FAZEM O QUE? “Ai! Não dá você é meu melhor amigo.”. Parem com esse complexo de EVA essa autopunição não é só porque ela comeu a fruta podre que vocês terão que comer para vida inteirar. Peste... Na maioria das vezes as pessoas fazem com a gente o que permitimos consciente ou não, mas você pode mudar isso quando tem conhecimento do que quer. [TEXTICULO 21]



- E aí Peste?! Aconteceu alguma? Senti você sem energia no ensaio.

 - RESSACA.

 - Se este fosse o problema você nunca apresentaria uma peça. 

- Ressaca moral é a pior.

 - O que você aprontou? 

- As mesmas coisas de sempre... Álcool, debates, nudes e boys.

 - Me parece uma noite normal. Já sei, deu merda com boy pau da sua vida e blá blá blá...

- O troquei por uma noite de bebedeira.

- Então ele te deixou? Não quer mais te ver?

- Não... Pior... Levou numa boa. Super compreensivo disse que a gente se vê quando der.

 - Aff! Por que a ressaca moral então? Não entendo.

- Cãozinho, ele não se deu ao trabalho de fazer um drama, uma cena, estamos sem nos ver a um mês, acho, ele só disse: Beleza gaataaa. Percebi que não faço falta. Cansei de pessoas vazias.

- Agora são pessoas vazias? Você que transborda e fica fingindo que é vazia. Que não liga para relacionamentos, que o sexo é só para liberar energia, curti e relaxar que o foco é a carreira. Fica usando esses e outros clichês da filosofia do desapegado que só servem para quem é desapegado mesmo. Peste, você transpira sentimento e fica querendo secar por causa de merdas do passado. Porra tu é intensa, não se interrompa garota é por isso que você é atriz, sua profissão é sentir, sentir tudo de bom e ruim suas e dos outros. Não adianta Peste, não há como se abortar agora com quase 30 anos.

- Queria encontrar um cara igual a você.

- Igual a mim?

- É. Inteligente, engraçado, talentoso, romântico, paciente, sincero, irônico e sarcástico.

- Esqueceu-se do lindo, gostoso, sexy e pica das galáxias.

- Besta... Eu queria um cara que mesmo que tenha toda a liberdade do mundo para fazer o que quiser, sem cobranças ou ataques com uma vida livre ainda sim optasse por mim. Entende?

- Fica difícil encontra alguém se a gente não se encontrar. Talvez você deva se estudar como estuda seus personagens. Você os acha por meio de reflexões, vai que funciona com seu eu.

- Quanto mais a idade chega fico mais desbocada e desequilibrada. Gosto e odeio, por que já me vejo uma velha na síndrome da rebelde sem causa. Isso me preocupa Cãozinho, virar uma Peter Pan. Estou me tornando o que mais odiava no finado.

- Não vamos falar do finado, passou essa fase. Você é uma garota de sorte Peste. Eu estou SOLTEIRO, disponível livre no mercado e doido para transar. Tenho as vantagens que já vivo... Ouviu bem? Vivo e não convivo ou sobrevivo com você há anos e já resistir a sua TPM o seu mau humor matinal, suas bebedeiras sem noções e sua vocação para discórdia. Estamos a maior parte do tempo juntos, estudando, trabalhando ou não fazendo nada. Podemos tentar não de cara um namoro, vamos vivendo nossos dias normais como vivemos, mas damos uns beijos ali, umas chupadas lá um carinho acolá.  Agora a gente dividi a cama pelado nas viagens.

- Não dá Cãozinho.

-Lembra? Ame-me pelos meus defeitos e achará  minhas doces qualidades. Você escreveu isso para mim.

- Isso vai dar merda Cãozinho, você é meu melhor amigo.

- AFF!! AFF!! Atenção, atenção bombardeios de clichês, bombardeios de clichês. Para com isso, por favor.

- Cãozinho!!

- Vocês mulheres são realmente difíceis de entender. “Ai queria um cara igual a você e blá blá blá” e quando tem a chance que vocês ficaram choramingando que o destino não dá, fazem o que??? FAZEM O QUE? “Ai! Não dá você é meu melhor amigo.” Parem com esse complexo de EVA essa autopunição não é só porque ela comeu a fruta podre que vocês terão que comer para vida inteirar. Peste... Na maioria das vezes as pessoas fazem com a gente o que permitimos conscientes ou não, mas você pode mudar isso quando tem conhecimento do que quer.

- Já disse Cãozinho você é meu amigo, parceiro, confidente, sócio... Seria baixar a guarda demais.

- Mas é isso criatura baixar a guarda sair dessa esquizofrenia que você criou. Você é livre peste? Faz o que quer sem arrependimento? Dona do corpo e da mente? Não se abala com suas escolhas?

- Você me conhece muito Cãozinho e eu quero você ao meu lado como aliado, não confeccionando bonecos de vodu me praguejando. Tudo começa assim. Vem comigo eu cuido de você, eu te amo, linda, inteligente, gostosa e depois é cai fora, vadia, maluca, perebenta tem muitas melhores que você.

- E o que você faz Peste? Saiu só com inimigos para evitar isso?

- Saio com fortes candidatos há inimigos.

- Estou me declarando seu inimigo agora.

- Para de ser louco.

-Não consigo, nasci assim. Mesmo que não role nem uma trepadinha de Ano Novo eu estou com você sempre. Agora vamos, temos textos de trás para frente para decorar. Esquece essa ressaca moral que não combina com a persona que você decidiu ser.

 - Te amo Cãozinho.

 - Eu também. Vem cá Peste, não rola nem um bacanal Dionisíaco?

Tais Medeiros.

Eu sei tudo sobre o seu passado
E dos passos errados
Um amor maior é o meu presente
Futuro é com você
Se me olhar no olhos
Vai ver
Falar é pouco
Pra quem quer mais

02/09/2015

Sessão poema - Parte IV [ A prova de amor, mas profunda que tive foi o abandono. Você me deixou, pensei por um instante que seria o fim. Porém a vida é assim. Um ganhar e perder. Um perder para ganhar.]


A prova de amor, mas profunda que tive foi o abandono.

Você me deixou, pensei por um instante que seria o fim.

Porém a vida é assim.

Um ganhar e perder.

Um perder para ganhar.

Tremi ao ler suas linhas depois de quase um ano.

E me surpreendi em não me dar ao trabalho de vestir a personagem.

Ali estava eu...

Respondendo suas linhas como se no outro lado estive um amigo de longa data.

Percebi entre um gole e outro no copo de vinho barato e entre tragadas no ultimo cigarro que nada de ruim alimento por você.

Não que eu seja boa.

É que não tenho tempo para sofrer, praguejar e amaldiçoar sua existência.

Existem outros que merecem mais meu ódio.

Você merece minha gratidão por ter me deixado voltar a ser o que sempre quis.

O que sempre fui...

Esse exagero, essa alegria, essa melancolia, esse amor tradicional da mente, esse amor (des)prudente do corpo.

Estou auto diagnosticada esquizofrênica.

Não no poder da doença, mas nos mundos criados e neles não cabe a dor.

Estou bem aqui.

Seja lá onde for.

Tais Medeiros.
Você sacou a minha esquizofrenia
E maneirou na condução
Toda vez que eu errava cê dizia
Pra eu me soltar porque você me conduzia
Mesmo sem jeito eu fui topando essa parada
E no final achei tranquilo

01/09/2015

No banho a água descendo pelo meu corpo limpando a terra das minhas pernas (já que eu estava na roça) passo pelos meus peitos as mãos ensaboadas e sinto que os biquinhos pretos dos meus peitos que lembram muito uma azeitona preta ficaram duros, pontudos, eretos. Começo a brincar com eles e sentir sensações que me fazem descer as mãos pela barriga e me apertar forte. Começo a lembra de meu padrasto. Ou sim aquele gordo me excita então sinto meu botão latejando querendo, implorando que o toque, toque-me. REVISANDO [TEXTICULO 02]

Cansada de correr atrás do meu padrasto, do cavalinho do vizinho resolvi “auto me amar” sou uma garota moderna tenho que conhecer o que me dar prazer, não sei muito bem como fazer isso, mas sei que tenho que buli no botão. No banho a água descendo pelo meu corpo limpando a terra das minhas pernas (já que eu estava na roça) passo pelos meus peitos as mãos ensaboadas e sinto que os biquinhos pretos dos meus peitos que lembram muito uma azeitona preta ficaram duros, pontudos, eretos. Começo a brincar com eles e sentir sensações que me fazem descer as mãos pela barriga e me apertar forte. Começo a lembra de meu padrasto. Ou sim aquele gordo me excita então sinto meu botão latejando querendo, implorando que o toque, toque-me. Toquei enfiei os dedos num fervor e fiquei naquele vuco, vuco, esfrega, esfrega numa alucinação num tesão fora do normal e eu gemia, gemia como atriz de um filme pornô amando minha mão. As pernas bambas e meu quadril a se movimentar como se eu cavalgasse num cavalo nua, com as tetas de fora. De repente escuto uma voz que vem de fora do banheiro.

-Ocê tá bem minina? Que gemedeira é essa é dor de barriga?

Esqueci que meu padrasto estava em casa e me recompondo, pus mais força no gemido como se fosse uma dor de barriga e confirmei a versão, nisso ele se foi, mas eu estava muito danadinha para parar por ali e ainda mais que a voz do meu padrasto me deixava, mais molhada do que a própria água do banho. A mão já estava doendo, à tendinite atacará impedindo minha sirica máster para meu gran finale. Então ouvi o barulho do cavalo do vizinho senti um arrepio e aquele tesão voltou em minha mente eu me via cavalgando nua em cima do cavalo, meu padrastos com a pança cobrindo o bilau andando pelo pasto dizendo.

-Vem aqui minha safadinha. 

Ele subiu no cavalo segurou em minhas azeitonas pretas e me penetrava. Comecei a gritar de tesão dizendo. Vai Drasto me faz de sua égua pocotó. E ele metia, metia e eu louca batia cabelo em cima do cavalo e a gente cavalgando e metendo eu senti meu botão lacerando pegando uma proporção maior e como se meu padrasto gordo e com pênis de cavalo me tomasse como seu objeto sexual quando de repente volto a mim com meu padrasto gritando.

-Que merda é essa que não sai? Ta cagando parafuso? E tu estás batizando as merdas é pra ficar gritando nome e demorar tanto? Sai logo dai que eu que quero dar uma barrigada. Se não sair eu vou e jogar a merda por debaixo da porta. Onde já se viu moleca mais estranha.

Voltando a mim com os pelos do corpo todo arrepiado até os dos orifícios, mas negros percebi que eu já me tornava uma mulher com desejos exóticos. Transei com o chuveirinho. Sai do banheiro desconfiada meu padrasto com a cara feia segurando o jornal entrou quase correndo deixando escapar um peido muito do fedorento e eu com a toalha na mão e um sorrisinho dengoso e safado corri para quarto debaixo da toalha o chuveirinho, rezando para ele ter a mesma função sem água.


Tais Medeiros

Eu gosto de você 
Você gosta de mim 
Mas com essa timidez 
Só o que rola entre nós 
É siririca baby 
Siririca baby 
a gente se come com os olhos 
Não rola nada 
Só bronha e siririca 

Só vou dar um passinho se for pra subir em sua cabeça, seu desgraçado, Hitler do transporte. AH! Vá à merda!! Não vê que não cabe mais ninguém?! Você ganha por cabeça? Somos bois agora? Esse ônibus vai virar um campo de concentração um genocídio." REVISANDO [TEXTICULO 01]


Hoje resolvi não reclamar apesar de ser algo difícil na minha realidade, pois meu charme maior é minha antipatia.

Sai de casa ouvindo um hino de igreja pra ver se meus nervos se convertiam, porque andam comentando por ai que sou estressada. Sai de casa numa paz de espírito, fui ao ponto de ônibus e a primeira provação: o "busão" lotado. Respirei fundo e cantei um pedaço da musica do salmo 91: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo..." E fui na fé, empurrada ali, pisoteada acolá, mas agradecendo ao Senhor ...

De repente um abençoado liga seu celular num funk dos infernos e, além disso, ficou falando com outro abençoado numa altura, como se estivesse competindo com o celular ching-ling.


Respirei fundo e disse em pensamentos: Deus os perdoe! Eles não sabem o que fazem e muito menos o que ouvem - isso as 06h30 da manhã.


Desci do ônibus achando que estava salva de todo mau - Ilusão. A Fila do ônibus estava cruzando o terminal do Iapó ao Chui. Meus olhos se esbugalharam, senti o sangue na boca, mais uma vez respirei e apelei para um mantra, pois hino de igreja não estava ajudando. Com muito sufoco entrei no ônibus crente que ia tirar um cochilo até o meu trabalho - outra ilusão. Lugar no ônibus de manhã, a tarde e a noite é luxo, e para piorar entrou naquela nave espacial dois ET's - também falando mais que o homem da cobra e a nega do leite juntos.

Ai baixei o nível...

- Que Porra! Esses seres não cansam: É celular, é uma falação, maldita TIM, maldito infinity... Nenhum minuto de paz (Isso tudo eu só pensei em falar).

E para vira Huck de uma vez, com direito a pele verde e roupa rasgada, soltaram aquelas frases que nunca faltará no transporte público: “Um passinho pra trás, por favor” "Vamos liberar a catraca"...

Então foi à gota d'água, olhei pro céu e disse a Deus: "Senhor eu tentei!". Então olhei para o cobrador virada nas sete pragas do Egito e disse:

- Só vou dar um passinho se for pra subir em sua cabeça, seu desgraçado, Hitler do transporte. AH! Vá à merda!! Não vê que não cabe mais ninguém?! Você ganha por cabeça? Somos bois agora? Esse ônibus vai virar um campo de concentração um genocídio."
E assim foi trajeto até o trabalho ao chegar no “trampo”. Quando cheguei, o café tinha acabado, então nem preciso dizer a besta fera virada no Saci Pereré dando voadora de um pé só que me tornei.


Bom dia?! Só se for pra você! Na segunda-feira e no resto da semana, pra mim, é boa sobrevivência. E ainda tem infeliz que vira e me chama de estressada... Mal sabe que é o universo que conspira contra mim.



Tais Medeiros

Navio negreio(Navio negreio),...Navio negreio 
Navio negreio destinado pra terra da revolta






Tais Medeiros

E após toda essa epopeia que existiu, deixa-se passar por vencido e corre ao mediador - médico - para que ele consiga convencer o intestino a um acordo - talvez um contrato CLT para que ambos fiquem bem, pois quando os remédios caseiros não dão jeito o melhor é procurar um médico. A pior parte é ter que cutucar outro lugar para salvar sua sanidade "intestiANAL". REVISANDO [TEXTICULO 00]


Sinceramente o que deixa uma mulher à beira de um colapso não é a TPM mas sim um intestino preguiçoso, que de um momento pra outro resolve virar autônomo e trabalhar quando quer. Sim, esse é o maior inimigo, e não somente das mulheres mais de qualquer ser que precise evacuar. A pior parte é quando os remédios indicados não funcionam.

Parece que esse ser de vida própria se acostuma ou se apega ao que digerimos, pois não solta. Ele não compreende que tudo que entra deve sair - mesmo que seja a força. A casca sagrada com vinho branco, suco de abacaxi, laxante natural ou industrializado, ou famoso mamão, não da jeito nesse órgão tão possessivo como é o intestino.


O intestino preguiçoso, nos ataca de tal maneira, afeta até nossa alta estima, perdemos o ânimo, ficamos irritados e inchados... É triste quando vemos nossa barriga a cada dia ganhar mais evidencia que nossa bunda, não conseguimos nem usar uma blusa mais chegada ao corpo por que já marca a "pancinha" num desespero fecal e se optar por uma mini veste já lhe dão o lugar no ônibus, achando que você está esperando outra coisinha.

-Tô esperando sim, filho da puta! Esse intestino trabalhar para eu me liberar do que me oprime.

Esse lesado ainda nos contagia com sua preguiça, pois nada queremos fazer, só almejamos o momento de liberdade intestinal. É um canastrão, pregador de peça: Você nunca sente vontade de evacuar quando está próximo ao banheiro ou em seu lar, mas é só colocar a cara na rua ele resolve se comunicar e você se retorce, contrai e reza para que consiga achar um banheiro a tempo. Até que acha e na hora daquele encontro romântico com a privada, toda aquela excitação, o intestino se comporta como moça virgem: Não liberar. E após toda essa epopeia que existiu, deixa-se passar por vencido e corre ao mediador - médico - para que ele consiga convencer o intestino a um acordo - talvez um contrato CLT para que ambos fiquem bem, pois quando os remédios caseiros não dão jeito o melhor é procurar um médico. A pior parte é ter que cutucar outro lugar para salvar sua sanidade "intestiANAL".

Tais Medeiros

merda, merda pra você, desejo merda
merda pra você também, diga merda e tudo bem
merda toda noite e sempre, amém.

17/08/2015

Uma distorção causada por doses descomedidas de whisky. Ficamos muito tempo bêbados pensando que era amor, mas bastou um dia de sobriedade para vermos que nunca foi, pois me moldei a um equilíbrio que nunca existiu. Foi qualquer coisa. Foram drogas, remédios "antinós" que as pessoas insistem em chamar de antidepressivo. A frágil Ilusão das receitas azuis. [TEXTICULO 20]

Amor? Diga que foi tudo um pesadelo. Que eu não te conheci... Não existiu esse tempo, essas feridas, essas coisas que maltrataram corpo, mente e este coração. Um acidente... Não passou disso. Apenas fantasmas no caminho.

Você nunca esteve aqui. Não é? Meu delírio auto destrutivo uma doença. Antes de amor foi meu câncer fugaz. Quase que me matou ser das sombras, quase que te mato numa ânsia de salvar o pouco de sanidade que pensei que tinha. Não passou de uma hemorragia de dor, sangue empedrado. 

Uma distorção causada por doses descomedidas de whisky. Ficamos muito tempo bêbados pensando que era amor, mas bastou um dia de sobriedade para vermos que nunca foi, pois me moldei a um equilíbrio que nunca existiu. Foi qualquer coisa. Foram drogas, remédios "antinós" que as pessoas insistem em chamar de antidepressivo. A frágil Ilusão das receitas azuis.

Tudo passou quando o ambiente parou de rodar e, você almejando queimar até o último resquício de minha alma. Gritei, chorei, praguejei todos os seres que supostamente reside neste céu. De repente tudo acabou. O único bem que podia ter me feito era ter me deixado. Não era amor, era apenas minha certa esquizofrenia. Porém não finja que nada sentiu porque até o ódio é um sentimento.

Ei! Senhor de jaleco! Não entorpeça essa doce doença, agora eu sei usá-la. Ohh! Senhor do altar! Não me ponha mais medo, ditando receitas para viver no paraíso, não é nele que quero viver, desejo viver aqui. Psiu! Sociedade, não me civilize. O mundo está podre por essas pessoas que se dizem tão civilizadas.

Viver longe das convenções, protocolos, e todo aquele blá blá blá que penetraram em mim com o único desejo de me desfigurar, culpar, punir. Mamãe, aprendi a usar minha esquizofrenia. Agora aceito o mundo que vejo e nego o mundo que vivo. Não há quem me convença que é ruim essa loucura.

Eu não quero essa sanidade não quero esse mundo real as mentiras alheias. Descobri que amo só por amar esse labirinto. Me permite? Ser tudo o que eles nunca quiseram ser.  A dor tem um gosto doce agora.

Porque nada mais abala essa mente já perturbada, esse corpo já marcado e esse coração que entende que existe para pulsar. Estou livre e não temo a queda. Pode apagar a luz, pode deixar a porta do guarda roupa aberto. Os medos se foram com o senhor e os valores que me oprimiam.

Tais Medeiros.




eu fico louco
eu fico fora de si
eu fica assim
eu fica fora de mim
eu fico um pouco
depois eu saio daqui
eu vai embora
eu fico fora de si
eu fico oco
eu fica bem assim
eu fico sem ninguém em mim

03/08/2015

Você me invoca hoje por que eu te faço lembrar o que você é o que você gosta, sou o seu anjo no purgatório da sanidade. Hoje não amor, hoje não vou te fazer rei, posso vim até você sem medo, sem mágoa. Sabe por quê? [TEXTICULO 19]

- Por que está nervoso?

- Não sei ainda. Acho que é porque você está aqui.

- Oras! Foi você que me invocou.

- Eu sei, mas pensei que você não viria.

- Se você não queria me ver não me convida-se.

- Eu queria... Eu quero... Já não sei mais.

- Você é estranho. Vamos beber? O álcool sempre me ajuda nessas situações constrangedoras.

- Você nunca se perguntou por que acabou?

- Todo o dia me pergunto.

- Estávamos numa boa, não é? Curtindo, bebendo, transando, ouvindo música, conversando sobre tudo... Overdoses de poetas malditos.

- Sim.

- Gosto muito de você, do seu jeito maluco de ser. A dose perfeita do certo e o errado.

- É?

- Só tem isso para dizer?

- O que você quer eu diga? Éramos perfeitos? Pra que? Isso entedia.

- Sou um idiota, estraguei tudo.

- Verdade.

- Por que está aqui?

- Você me convidou.

- Mas por que veio? Você deveria estar me odiando, por ter te deixado.

- É para casar com outra.

- Eu gosto de você, gosto muito, mas não sei realmente não sei por que não posso levar uma vida com você.

- Entendo. As pessoas são assim gostam de jeitos diferentes e odeiam também. Eu tive um namorado que me deixou por que me amava, diz ele que se achava pouco para mim, acredita? Teve outro também, que me odiava tanto que disse que nunca ia me deixar só para me punir. Maníaco esse né? As pessoas são assim cheias de desculpas.

- Desculpas?

- É... Não assumem suas ações e decisões, é mais fácil culpar o outro ou inventar histórias. O primeiro não me queria mais, tinha outras em vista e ao invés de falar a verdade, usou esse clichê para me fazer esperar, para ele poder voltar se as cocotas novas não dessem certo. O Maníaco realmente gostava de mim, mas não soube dizer, vergonha ou medo de parecer vulnerável? Assustou-me e fugi.

- E eu?

- Você? É simples. Você gosta de mulheres do “meu tipo”, as que frequentam bares, fumam, dançam sem vergonha, falam besteiras, falam coisas sérias, gostam dessa libertinagem semi regrada, se é que isso existe. É como vocês dizem "Mulher de atitude". Mas não consegue aceitar isso para vida. Você faz parte do quadro de homens que admiram mulheres “desse tipo”, porem casam com outras. As que vocês julgam que nasceram para ser mãe de família, e nós não.

- Não é bem assim.

- É talvez eu esteja errada. No final querido, você é só mais um que esconde o que realmente é para ser um homem de "moral" como se houvesse uma receita a seguir. Você me invoca hoje por que eu te faço lembrar o que você é o que você gosta, sou o seu anjo no purgatório da sanidade. Hoje não amor, hoje não vou te fazer rei, posso vim até você sem medo, sem mágoa. Sabe por quê? Eu não me castrei, domei meus demônios e estou aqui. E você? Apenas multiplicou os seus demônios.

Tais Medeiros

Bota a culpa no Nick Cave revirando o meu passado
wisky é a vitrola alheia e a cara cheia como o diabo
ponha-se você aqui no meu lugar
passaria o dia inteiro a chorar
e tira a mão do meu wisky (hey!)
a mão o meu wisky (hey!)
não tome meu wisky para me esqecer

29/07/2015

Nota de jornal. PROCURA-SE Boy sedutor para brincar com os meus sentimentos. Preciso de inspiração para escrever. A felicidade não me inspira. [TEXTICULO 18]

Já faz um mês que a vida está uma calmaria e nada me acontece ou às minhas "zamigas", tudo monótono, estranho. Estou tão comportada e equilibrada que me entendia. As "zamigas" estão assim também, ninguém tem um drama, uma depressão ou merda nova para contar. Estou pensando seriamente em troca-las, sei lá, começar andar com as "zinimigas" para ter um pouco de adrenalina.

No Hell Center tudo anda bem, no teatro está até entrando um dinheiro e as últimas baladas foram tão tranquilas que pareciam um retiro espiritual. Não maltratei criança, não quis espancar ninguém, não discuti com as pessoas ou com as "zamigas" , não criei novos inimigos e muito menos sai com boys desconhecidos ou conhecidos. A vida segue assim tranquilamente entediante, sem confusão, sem sofrimento, conclusão: SEM INSPIRAÇÃO. 

Um mês que eu não escrevo nada que preste. Rabisco, rabisco e nada se completa, nada interessa, ando pela casa fumando tentando criar algo e NADISSSSSS. Os sofrimentos do passado não inspiram mais. Não que eu tenha superado, mas não dá linha. Quando saio de casa faço os caminhos mais longos para ter inspiração, as melhores sempre aconteceram no trem, no ônibus dei até uma volta de bike... E nada.

Apelei para WHATSAPP e pela primeira vez nada ali se dizia e, olha que se diz muito nesse aplicativo do tinhoso. Deus nos livre dessa história de fim do mundo e passar as conversas no telão - desculpe pai, desculpa mãe. Facebook? BLÁ, BLÁ, BLÁ nada à declarar, muito Che Guevara para pouca revolução e muita Maria do Bairro para pouco SBT.

Bloqueio criativo, levando -me ao uma pitada de depressão que não estimula á escrita. - Que merda minha tranquilidade, felicidade ou seja o que for, essa fase não é criativa. Eu preciso do sofrimento para criar, um caso, um caos. Preciso de um homem, os melhores textos saíram de decepções minhas ou de terceiras. Droga, as "zamigas" estão todas aparentemente tão resolvidas, maldita filosofia do desapego. 

Fui tomada por uma ideia insana, minha ultima cartada, se não desse certo eu aceitaria a calmaria e começaria escrever textos de auto ajuda - Postei no facebook. 

Nota de jornal.
PROCURA-SE Boy sedutor para brincar com os meus sentimentos. Preciso de inspiração para escrever. A felicidade não me inspira.

De repente o bate papo começou a piscar como uma árvore de natal, a grande maioria brincando, nada sério, mas eu falava sério. Então vi a janela dele, Marte era como eu denominava, tínhamos nos visto uma vez em um trabalho de curta metragem, uma tarde agradável, um homem adorável. Não conseguimos nos ver mais por falta de tempo. Mentira... Era orgulho meu de procura-lo e falta de vontade dele, penso. Então ele veio.

 -Vênus! Tudo bem?

Me apelidou de Vênus, por isso ele é Marte.

 - Ola! Marte. Estou bem e você? 

- Estou me rachando de rir com sua postagem.

- Não dá para escrever vomitando arco-íris. Não quer tentar a vaga?

 - Achei interessante. Qual é o salário?

 - Ahhh!!! Álcool, sexo e outras coisinhas.

 - Muito bom. O que tem que fazer?

 - Nada que você não tenha feito antes. Me iluda, me conquiste, faça promessas, seja companheiro, amante, as vezes minta e depois me deixe.

- E você vai retribuir?

- Sim. Duas vezes mais.

- E se eu gostar e não tiver motivos para te deixar?

- Não se preocupe com isso amor, motivos terá de monte, faço bem a minha parte, pode deixar.

- Que bom, mas tem um problema querida...

 - Qual?

 - Sou gay. 

PorraaaA!!! Ele era bom. Já me desiludiu via bate papo. 

- É? Obrigada. 

- Por que?

 - Já me inspirou. Amigos?

 - Sempre minha Vênus diva.

Tais Medeiros



Sei que você me entendeu

Sei também que não vai se importar

Se meu mundo caiu

Eu que aprenda a levantar

21/07/2015

Sessão poema - Parte III [Seu (PAU) rígido cobiçado pela boca voraz. Há quem acredite em amor a primeira vista. Eu? Tenho um amor a primeira chupada.]




Arte: Apollonia Saintclair 


Doce é o seu intimo.
E o fervilhar dos corpos nos aquece.
Morde...
Abraça...
Beije...
Ardente...
Adentre-me.

Louca dança de desejo, perdurável libido.
Seu (PAU) rígido cobiçado pela boca voraz.
Há quem acredite em amor à primeira vista.

Eu?

Tenho um amor à primeira chupada.
Não existe meio mais profundo de transcender os sentidos.
Línguas ligam almas.
Além do cheiro;
 do corpo
        dos olhos;
                        e sussurros.

Quero você em meus lábios.
Tornando-se meu quinto sentido.
Paladar desenfreado de excitação.
Chupar até reconhecer o seu gosto, seu gozo.
Pecar, pecar...
Perdão senhor, mas hoje vou pecar.
Afoga-me nesse mar onde pudor não cabe.
Apenas nós.
Na explosão das vias dos prazeres.
Por essa noite, por uma noite talvez para sempre.


Tais Medeiros










13/07/2015

Eu acendo o cigarro e as olho com meu olhar "ressacado" e penso: Devia leva-las para pegação, porque viver de pregação não está dando lá muito certo. [TEXTICULO 17]

Há algum tempo minhas tias de "coques" trabalhadas na beatice vem me aporrinhando para ir a igreja.

-Você tem que parar de viver em pecado.

Mal elas sabem que não vivo em pecado, ele que vive em mim. Elas vivem dizendo que esse negócio de arte é coisa de mulher da vida. Queria eu ao menos ter vida. Sempre sou surpreendida por elas no domingo de manhã no meu dia de ressaca mórbida e é a mesma ladainha.

- Você tem que parar com essa vida, arrumar um homem crente e servi a ele e ao senhor.

Eu acendo o cigarro e as olho com meu olhar "ressacado" e penso:

- Devia leva-las para pegação, porque viver de pregação não está dando lá muito certo.

Engulo a seco esses pensamentos, não quero ser rude com quem me ama e pensa que tenho que ser salva. Talvez eu precise ser salva, mas por hora não quero. Estou bem assim, bem aqui.

A parte pior são os almoços em família. Eu os amo, porém prefiro encontra-los em datas comemorativas. Natal, ano novo, velórios, sempre arrumo desculpa para esses domingos, ensaio, relatórios, mas na verdade ou estou de ressaca ou continuando a festa com algum boy. Amar o próximo, esse eu sigo a risca. Minha mãe é a pior. Eu aguento beatice, mas falsa moral não. Enquanto minhas tias criadas na igreja pregam em mim. Minha mãe me da conselhos falhos de vida, sendo que para ela não deu certo então tenta repetir o erro comigo.

- Você devia parar de sair com pobre, arrumar um homem rico e ser sustentada.

Rá... Como se fosse fácil. Como se eu quisesse.

- Mãe os tempos mudaram. Já no seu tempo não era mais assim.

Minha mãe me jogou no mundo quando ela tinha 16 anos, então ela é mais irmã que mãe e nessa relação, acredite, sou a mais velha.

- Sabe mãezinha? No passado algumas mulheres queimaram uns sutiãs pedindo igualdade de sexo, uma causa linda. Então vieram os boys sacanas e distorceram tudo. Só aumentou nossas obrigações, por isso divido a conta.

- Besteira. Você que anda nos lugares errados. É questão de ter foco, ver o P.R e cai para cima.

- P.R?

- É PAU RICO... Pau responsável, equilibrado chame do que quiser.

E as ladainhas não param por ai. Curioso como todo mundo tem receita para vida do outro e, como tem pessoas que precisam de receber ou dar opinião para viver.

Sei que as minhas beatas e mãe "adolescente" só desejam meu bem, só que esse não quero, obrigada e por favor respeitem.

Respeitem o meu modo de vida. Conselhos foram feitos para não serem seguidos.

Parem de achar ruim o diferente, já que dizem que sou bem diferente dos meus. Não façam castelos. Não sou princesa, não sou o futuro da família, não sou nada além do quero ser.



Tais Medeiros


Lunático que se dane, sou eu que tô pagando

Lunático que se dane, sou eu que to pirando

05/07/2015

12 Trabalhos Das Passionais [TEXTICULO 16]

Caso mais alguma amiga termine o relacionamento, estarei fadada a cirrose hepática. Estão pesados os dias e as noites. E se elas continuarem a sair com os "exes", ainda alimentando sentimentos, uma esperança falida de retorno, então vou ter é uma cirrose cerebral.
Fim de relacionamento é difícil, eu entendo, porém raiva e vodka, orgulho ferido e Martíni, não combinam. Os sintomas são: Carência, raiva, arrependimentos, auto piedade, choros, risadas frenéticas, planos em demasia, mais um pouco de choro, raiva, degradação dos boys, depois mensagens, telefonemas, sexo e, no outro dia a depressão de quem usou cocaína uma semana inteira e está na abstinência de Christiane F. Minhas noites e dias por enquanto não cabem sofrimentos, cabem confusão, muita confusão, tornei-me mestra nelas. Talvez seja um jeito de sofrer? Não vem ao caso, por hora matei meus demônios. Nessas depressões "ressacais", uma amiga me pediu uma receita para superar. Deveria estar muito mal para fazer isso, não podia negar. Ela queria uma cura, então dei o placebo de clichê para salva-la dela mesma. No improviso e, com esperança de fazê-la rir, ao menos criei os 12 Trabalhos Das Passionais. Os olhos dela brilharam, mulheres adoram grupos de femme fatales. 

Comecei... 
  • Primeiro - Mantenha-se respirando. 
  • Segundo - Amará a si própria sobre todas as coisas. 
  • Terceiro - Não sairá com o ex se ainda existe sentimento. 
  • Quarto - Não cobiçará o boy alheio ou o ex das "Zamigas" 
  • Quinto - Ajudará esconder o corpo caso precise. 
  • Sexto - Transará por prazer e quando quiser. 
  • Sétimo - Amará o próximo como fosse o primeiro. 
  • Oitavo - Não sofrerá mais do que a pessoa mereça. 
  • Nono - Não aceitará pedido de tempo do boy (Ele quer comer outra)
  • Décimo - Não serás obrigada a nada. 
  • Décimo Primeiro - Não carregarás traumas de Maria do bairro para outros relacionamentos.
  • Décimo Segundo - Viverá inabalável em sua vida.
 Ela me olhou e riu aquela risada dos tempos de colégio, risada de adolescente no primeiro porre, frenética. 

- Amiga você não existe. Vou mandar fazer um banner e pendurar na minha porta! Não, na geladeira! Nas paredes pela casa toda.

- Eu não duvido. Augusta? 

- Claro. 

Tais Medeiros.


Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração



30/06/2015

Sessão Poema - Parte II [Por um acaso... Eu falei que eu queria ser escritora?]



Eu queria ser escritora.
Mas como? Não sei escrever...
Não domino essa gramática, está língua pesada.
Não sei manipular palavras.
Falar de maneira poética.
Apenas sei que sinto, sinto uma vontade voraz.
Devorar todo saber, todo o amor, todo ódio.
Beber a tempestade de sentimentos;
E tenta transcrever em versos.
Sem métrica, sem rima, sem acerto.
Uma escrita pura cotidiana...
Talvez analfabeta.
                            Marginalizada...
                                     
Sei que me repito.
Palavras aprendemos e esquecemos com facilidade.
Não é como texto de teatro, decorado, molestado por improviso.
Pode salvar ou matar a obra do verdadeiro autor.
Textos sem pontuações por que não tem limites.
Não respeitam a ordem ortográfica.
Saem correndo no papel branco com sede de ganhar o mundo.
Com a missão de exorcizar a tristeza, de achar alegria.
De chorar poemas de amor, contar histórias e intrigas.
Eu já lhe disse que queria ser escritora?
Não é desejo de menina...
Nasceu da folha em branco.
Como o primeiro amor.
Você ama e não é correspondido.
A arte é assim, uma mulher ingrata, um homem frio.
No qual você se dedica entrega-se e sofre.
Por isso ela é linda.
A arte de escrever sem acentos, sem parágrafos sem medo.
Sem medo do ridículo.
Apenas uma ideia,..
Sentimentos, papel, ilusão.
Por um acaso...
Eu falei que eu queria ser escritora?



Tais Medeiros



"Eu escrevo pelos mortos...

Os não-nascido"...

4:48 Psicose - Sarah Kane

24/06/2015

Sou um exemplo para ela, de passar pelo furacão amoroso aparentemente intocável. Não me espanta saber que sua vida amorosa anda mal, tendo-me como exemplo só podia dar merda mesmo. [TEXTICULO 15]

-Ele não muda, nunca vai mudar.

Essa foi à frase que ela proferiu engolindo o choro. Tentava ser forte na minha frente, afinal como ela mesma diz - Sou um exemplo para ela, de passar pelo furacão amoroso aparentemente intocável. Não me espanta saber que sua vida amorosa anda mal, tendo-me como exemplo só podia dar merda mesmo.

-Lembra quando eu o conheci? Ele era tão diferente... Ou eu queria que fosse? Eu sabia que ia acabar assim, o primeiro ano já foi difícil. Mentiras, omissões...

-Sabia? Por que continuou? Não dá muito para confiar em quem de primeira já esconde a idade e, os filhos.

-Ah! Fui conhecendo sua vida, traumas, decepções e fiquei envolvida. Senti que ele precisava de mim.

-Fisgada pelos defeitos, dos quais me lembro, eram muitos. Não havia um dia que você não lhe chamasse à atenção, parecia mãe, ao telefone falando com o garotinho peralta.

-Ele é tão complicado que quis cuidar, fazer passar as dores do passado. A vida foi cruel com ele.

-Eu conheço a história.

-Quis consertar a vida dele, e esqueci a minha. Quando pensei que ia, não foi então ele percebeu que não precisava mais de mim. Não consegui mudá-lo.

-Não dá para salvar todo mundo.

-Como consegue amiga?

-O que?

-O seu relacionamento de anos acabou do dia para noite e, você está ai vivendo.


Vadia! Tinha que tocar nesse assunto? O que ela queria que eu fizesse? Estou vivendo, tenho que viver. Ainda tem oxigênio no mundo... Ela quer um conselho, só pode ser. Eu normalmente diria: Mantenha-se respirando. Porém não é bem assim, não é apenas uma briguinha. Não foi ela que disse adeus, foi ele. A pessoa que sempre precisou.

-Sabe? Toda mulher tem um fascínio por um desalmado, têm a ilusão de cura-los. Eu nunca curei ninguém. Foi quando me dei conta - Não consigo curar a mim. Quem dirá o outro.
Esse papo de ser a heroína na vida de um homem, não me apetece. Agora entro para dividir, não para carregar o mundo sozinha. Apesar de estar tentando é me perder mais e, não tenho pressa em ser curada. Joguei para o alto essa responsabilidade que a caravana feminina, pensa que tem. Desculpe, desertei e, não foi do dia para noite não, levou um tempo, teve vítimas, cobaias.

Mulheres não mudam homens e, vice e versa. Nem para bem ou para mal. Pessoas mudam porque querem, e quando têm necessidades. E não adianta ficar se martirizando porque o boy não é o seu número, ele até pode te amar, mas ele não mudou e, parece que é desse jeito que ele almeja ser ao menos nesse momento. E você vai fazer o que? Sentar e esperar que mude? Às vezes rola e talvez leve mais tempo, tempo da sua vida. É isso que você quer?
Eu tive um investimento em longo prazo que, não me valeu os “felizes para sempre". Para falar a verdade, sinto o gosto do arrependimento amargando na boca até hoje. Só que essa é a minha história e, eu não me traumatizei, não desdenho o amor, ainda acredito, mas com menos cobranças, com menos sede de fazer tudo dar certo. Deixa essa porra rolar. Afinal, não perdemos um amor, apenas ganhamos a oportunidade de amar mais.


Tais Medeiros



Mas é tão certo quanto a morte
Que teima em me acompanhar
Vai ser difícil alguém lembrar
De mim
Eu não sofro mais
Toda dor do mundo


o

11/06/2015

Das Amnésias Alcoólicas: Que vadia! Isso não é piada, piada é me chamar de mina. Não sou mina, sou uma bomba nuclear, homem nenhum vai diminuir meu nível de periculosidade. [TEXTICULO 14]

Depois de uma daquelas noites desenfreadas de boêmia, sem medo e com muita merda para adubar o resto da vida, eu só queria ficar ali na cama, quieta ouvindo o zumbi na minha cabeça. Porém entra no apartamento como fosse o fim do mundo uma amiga com um ataque de ressaca moral. Questionando o que foi feito ontem. "O que está feito não pode ser desfeito."" já dizia Lady Macbeth de Shakespeare.

- O que te aporrinha mulher?

- É muito ruim amiga. É ruim acordar e não se lembra de nada que fez ontem...

- Eu agradeço.

Acendendo o cigarro e vou levantando vagarosamente. O quarto ainda girava, sinto a cabeça latejar e o estomago a revirar.

- Preciso de um café. E por que esse desespero?

- Acordei em um quarto nua com um cara que eu não lembrava o nome.

- Mas lembra da transa?

- Alguns flashes

- Gosta?

- Ah! Sim... Mas é ruim não se lembrar de tudo.

- Acredite amiga, do tanto que bebemos é melhor não lembrar.

- Mas não se lembra do sexo é foda.

- Você já estava lá transasse de novo. Havia camisinha?

- Pelo quarto todo.

- Porra! Amiga... Menos mal... Eu estou com uns flashes também e não estão me agradando.

- Do skatista?

Eu não tinha lembrado do boy até ela falar. Estava lembrando do desdém de outra pessoa, mas pra que gastar minha ressaca com flashes ruins? O rosto do rapaz ganhou forma em minha mente. Loiro, alto estilo surfista da Califórnia.

- Ele deixou o número dele no seu celular. Não lembra? Você disse que gostou dele?

- Pra quem não se lembrava de nada...

- Sei porque o cara com quem dormi me contou. Eles são amigos.

- Então eu não devo ter gostado, por que eu acordei com você surtando, não com um skatista surfista da Califórnia em minha cama.

- Eu não sei o que aconteceu. Lembro que sai do bar com o cara e nada mais. Apenas sei que o cara gostou de você. O meu boy na hora do café me mostrou a mensagem que ele enviou.

- Café? Você não fez um sexo para recordar, mas tomou café?

- Eu acordei e ele já tinha feito... O que eu podia fazer? Já não lembrava o nome dele.

- O que tinha na mensagem?

Não devia fazer essas perguntas, acredito que a noite anterior não deve ter terminado bem, pelo fato de ter um maço de Eight no chão e um copo de conhaque em baixo da cama. Quando vejo esses objetos em casa já sei que passei pela sarjeta.

- Bem... Ele disse que apesar de maluca e bêbada você é bem legal, o cara pirou no seu cabelo.

- Gay?

- Não, besta. O meu boy perguntou se vocês queriam tomar café, ele disse que não tinha saído com você. Tive um ataque de riso... Ele te chamou de "Mina difícil". Pode isso?

Que vadia! Isso não é piada, piada é me chamar de mina. Não sou mina, sou uma bomba nuclear, homem nenhum vai diminuir meu nível de periculosidade. E essa ai? Quem pensa que é para falar de mim? Usa a desculpa da amnésia alcoólica para encobri suas merdas.

- Não sei por que você teve ataque de riso? Vejo que tem uma visão errada de mim. A questão aqui não é ser fácil ou difícil a questão é escolha. Eu escolho quando quero ser fácil e com quem quero ser fácil até levemente "embriagada" me envolvo quando quero não quando posso.

- Desculpe amiga. Não queria ofender.

- Tudo bem. Às vezes até eu esqueço que tenho essa sensibilidade, por isso que tenho amigos, para me lembra.

-Nossa.

- Meio gay essa frase agora néh? Que horas são?

- 15h00min.

- Vai sair com boy de novo?

- Amanhã. E você?

- Vou esperar o skatista bonitão me ligar. Qual era mesmo o nome dele?


Tais Medeiros

Você me tem fácil demais
E não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, eu não fui
Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu


08/06/2015

Amor Platônico Literário [TEXTICULO 13]


Já se apaixonou por meras palavras, mas não por palavras ditas, mas por palavras escritas por pessoas que você sequer conhece? Estranho é pouco talvez seja o cúmulo, o apogeu da loucura. Apaixonar - se por alguém que você nunca viu, nunca tocou apenas leu. Enganar-se com linhas irônicas ou sarcásticas, apreciar uma face borrada, uma foto sem foco e ainda sentir-se cúmplice dos momentos vividos, criados pela pessoa oculta nos textos.

Amor platônico, será que cabe aqui? Já não sei, pois você ama alguém, se contenta em vê-la, admirá-la nada consumado.

O que será isso? Devaneios, apenas isso? Não é possível que pelo fato de você se identificar e emocionar com certo texto, certo escritor e sua obra libertina, desregrada, quer dizer que está apaixonada... Tinha que no mínimo haver um contato, um toque ao menos um olhar.

Não... Ninguém se apaixona por outra pessoa através de textos. As pessoas já têm dificuldades em serem elas frente a frente imagine atrás do papel, letras, pontos e vírgulas. Por mais estranho que possa parecer, eu me  apaixonei por textos e por um estereótipo de escritor no estilo falido, alcoólatra e talvez romântico. Apaixonado por algo, porém decepcionado. Usa da ironia e do humor negro para esconder talvez uma ferida que não cicatriza por mais que ele se entorpeça. Representa um rebelde, escreve sobre a vida que tem ou queria ter.

Complexa esse tipo de paixão, pelo menos nisso ela não se faz diferente já que se apaixonar, amar é sempre complexo. Corremos os mesmos riscos, criar castelos, histórias e não ter um final feliz. Esperar o príncipe ou o demônio daqueles textos que despertou essa paixão. Ficar imaginando aquele ser recheado de sentimentos e depois acordar sabendo que como toda boa história são apenas palavras, versos e prosas. Melhor continuar com esse amor platônico literário nos textos ele é perfeito pra mim.


Tais Medeiros.
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer

26/05/2015

Dos medos que se corporificam [Sessão poema ou TEXTICULO 12... Sei lá o que.]

Todos sabem como a amei, venerei, cuidei e, respeitei.
Todos sabem que suas dores carreguei, suas lágrimas sequei e, dos seus ódios compactuei.
Todos sabem que ela era meu chão, minha bússola no meio das tempestades. Que fui forte, por ela.
Todos sabem. Ninguém pode julgar-me. Agora ela se foi.
Foi embora metade de mim. Justo o lado bom!
Não posso dizer que foi covardia ou fraqueza. Ela era boa, sensível e o mundo não cuida de pessoas assim. Ela cuidou de si, fez o que pensou ser o melhor.
Pode soar como maldade, mas é por isso que ainda estou viva e, agora serei imortal, por que meu único lado bom se matou.
A sensibilidade suicidou-se;
O amor suicidou-se;
A fé suicidou-se;
O perdão, a moral e o respeito. Todos mortos.
Não há nada aqui, só cascas e miolos podres do caos.
Não choro. Não sinto mais falta. Não de você ou do outro. Na verdade nada sinto nessa merda, que uns insistem em chamar de dádiva. Vadia vida.

Tais Medeiros.
Sangue, Sangue,
Sangue. . .
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu não vou nada bem
Não vou nada bem

19/05/2015

Tenho medo de Deus. Tenho medo do seu suposto poder, nos manipulando como peças de um tabuleiro. Devíamos prendê-lo. Não é isso que fazem com pessoas que possuem tamanho poder? Eu andei na linha, fiz as minhas orações, mas do que me valeu? São provações que você precisa passar... Então não adianta ajoelhar? Ele não mudará o roteiro essa é a minha cena. O por quê? [é uma pergunta que jamais será respondida] [TEXTICULO11]


Há uma guerra dentro de mim.

                        Onde palavras e pensamentos não se aliam.
A mente pensa incansavelmente no bem, mas a boca propaga o mal.

[não sei quem sou]

Carrego o desespero do mundo nas costas, calo a importância que isso tem.

[apatia é o que desejo]

Apatia a tudo a vida, passar os dias assim, sem um pingo de importância.
Alguém sofre! Ta bom.
Alguém ama! Ta bom.
Alguém morre! Ta bom.
Com isso a dor não existiria mais. Está tudo bom...

Mas essa pobre empatia existe, pondo-me no meio de tudo...

[essa força maldita, esse não se omitir, essa doença de querer salvar todo mundo]

- Síndrome de Messias?


- Não tenho salvação...

- Empatia ou culpa?

- Talvez medo...


Tenho medo de Deus.
Tenho medo do seu suposto poder, nos manipulando como peças de um tabuleiro.
Devíamos prendê-lo. Não é isso que fazem com pessoas que possuem tamanho poder?

- Eu andei na linha, fiz as minhas orações, mas do que me valeu?

- São provações que você precisa passar...

- Então não adianta ajoelhar? Ele não mudará o roteiro essa é a minha cena.


O por quê?
[é uma pergunta que jamais será respondida]

Não quero mais brincar de pecado e pecador. Se for para viver no inferno já peço as contas e vendo à alma, pelo menos não terei que me iludir em ser bom, alcançar a plenitude da paz.

Eu não sei se quero a paz. Penso que nunca quis.
[me doutrinaram assim]

Engraçado é que eu tenho amor, amor pelos meus.

Será que alguém consegue nascer sem isso?
[eu não consegui]

Apesar das pessoas não acreditarem eu amo, talvez não como a grande maioria, não como nos contos da Disney, mas amo. Amo de forma diferente.

- O amor mata?


O meu machuca e acolhe, está em mim, as duas faces.
Eu sou sua doença, seu remédio e nada será pela metade.

Mesmo sem saber no que acredito rezo pelos meus. Trevas são como bares, um eterno embriagar.
[o que não suporto é o desespero dos que fazem parte de mim]






Tais Medeiros


Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

16/05/2015

Um Cara: Quando o conheci não ouvi sinos, ouvi o caos. De certa forma gosto do caos. [TEXTICULO 10]

Ele era um cara envolvente, não era nenhum galã, até sua beleza era fora do padrão, mas não existia mulher que lhe dissesse não, eu digo isso por conhecimento de causa. Quando o conheci não ouvi sinos, ouvi o caos. De certa forma gosto do caos.

Discutimos a noite toda e nem o álcool de quinta categoria me embebedava o bastante para recuar daquele excêntrico. Ele tinha uma sinceridade que beirava ao suicídio ou ao homicídio, dependendo da pessoa, era odiosamente inteligente e autoconfiante.

Aquele ser me irritou e enquanto todas as minhas amigas foram para o matadouro eu parti para casa, cuspindo ódio por ter perdido uma noite inteira conversando com aquele babaca. Prometi a mim.

- Nunca mais encontro as escuras.

A vida continuou a mesma vida de todos os dias, até que recebi uma ligação dele. Podia ter chamado no Wathsapp? Mas não, ele é diferente ou não queria correr o risco de ser ignorado no “zap” é fácil é só tomar cuidado com o tique azul, já uma ligação - Alô! Já era.

Não perguntou como eu estava, muito menos pediu desculpa por existir, convidou para um drink e eu disse sim. O que vou fazer? Gosto de beber...

O encontrei na Augusta. Entramos no bar, logo no qual tinha sido expulsa,  rezando para ninguém me reconhecer. Pedimos um drink e falei sobre teatro, eu atriz ele escritor, falamos de filmes, rimos das religiões e ficamos apáticos com a política.

- Na próxima encarnação quero nascer um relógio para ver se nasço na Suíça.

- Idiota... 

Essa era sua carta na manga, não ser levado a sério e ser amado por todas. Eu dormi com esse cara, não ia escutar aquela piada do relógio sem levar nada.

E consequentemente o vi de novo, ri de novo e trepei de novo. Comecei a fazer parte de sua vida, não como uma namorada, mas sei lá... Uma amiga de cama? Ele não falava de sentimentos, mas fazia com que as mulheres se sentissem bem, alimentava à autoestima, elas sentiam fatais, desejadas, senhoras de si, amadas mesmo sendo por uma noite. Mas nem todas conseguiam levar essas sensações para sua vida. Eu levei. Afinal eu já amava alguém que me virou do avesso sugou tudo que podia. Eu só precisava voltar a gostar de mim.

Ele sumia às vezes e eu sentia falta, porém não o procurava - Sabe aquele papo de respeitar a  individualidade? Não, não era isso, penso que era orgulho mesmo.

Eu conheci algumas histórias sobre ele. Para falar a verdade li sua vida em seu textos odiosamente bons. Sabia que não era apenas viagem, ele contava seus casos, fracassos e bebedeiras. Nunca escreveu sobre mim.

E as garotas de suas histórias sempre o amavam e sempre queriam ser amadas e ele sempre compreensivo, mas distante.

- Não será possível baby! Eu tenho um mundo para provar.

E todo bar, show, motel que me levava alguém o conhecia, sempre tinha uma mulher para lhe bofetear a cara. E eu estava lá contendo o riso com um copo de whisky na mão para aliviar a dor.

- É um canalha!

Canalha assumido, sem arrependimento e sem enganar a ninguém, chegava até ser surreal e ele no fundo não entendia por que eu ainda estava ali. Do outro lado da mesa sendo que nenhuma noite ou dia ao seu lado existia paz.

Ele se superou um belo dia. Reuniu todos os casos e “ex-casos” em um grupo do whatsapp.

Senti meu celular vibrar de minuto a minuto, não podia ver o que acontecia estava ensaiando. Ao final das atividades peguei um café, ascendi um cigarro e fui ver o celular.

O grupo era: Amores

(Ri)...

- Esse ser é maluco.

Tinha 20 mulheres adicionadas e um cabaré de cego de mensagens

- Oi amores!

- Vc e maluko?

- Se acha meu fio!!!

- Nojo... Vai se tratar pervertido.

- Cara de pau... Está pensando que faço parte disso?

- Lixoooo... Cafajeste...

- Pau pequeno..
.

Não creio que esse cara ainda consegue me surpreender!!!!

- Oi? Alguém?

- Já se foram todas...

- Nossa nem deu tempo de marca uma orgia...  kkkkkk

- kkkk... Acho que vão se juntar para marca minha morte!

- Daqui a pouco terá um grupo anti vc.

- Não sei nem por que faço isso! E não sei por que você fica?

- Vc é maluco e os médicos dizem para não contrariar. Kkkkkkk

- Verdade kkkkk

- Augusta?


- Sempre.


Tais Medeiros

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mais nem porquê
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

10/05/2015

Esquete - Das DR do bar Parte II [TEXTICULO 09]



- Preciso te contar uma coisa.

- O que?

- Esse tempo que ficamos sem nos ver... Eu, e...  Estava saindo com outra garota.

- E vai ficar sério?

- Não. Ela é nova demais, bonita, porém vazia.

- Perfeita na estética e sem conteúdo? Sabe querido... Se eu fosse você não a deixava, ela é nova e vai amadurecer.

- Ou apodrecer...

- É um risco. Você não pensou que eu esperava fidelidade de você, pensou?

- Não sei.

- Sei que fidelidade não posso esperar, mas ao menos lealdade sim. Gosta dela?

- Estranho falar disso com você.

- Por quê? Foi você que começou.

- Por que te quero essa noite.

- Por isso mesmo, você me quer ESSA NOITE. Podemos ser amante hoje, amanhã e depois e amigos a vida inteira.

-Você existe?

- Não! Sou produto das suas bebedeiras.

Tais Medeiros

Todo dia
o dia inteiro
de corpo inteiro
todo dia
esse seu cheiro de cigarro
esse seu gosto de bebida

04/05/2015

Sessão Poema: Parte I [A única coisa que quero dura hoje é seu membro rígido. A única coisa que quero sufocante hoje é sua respiração sobre a minha. Sejamos ópio entorpecendo a existência. Façamos uma viagem alucinógena para o amor. Vamos nos usar sem dependência.]



Porque eu falarei somente uma vez.
Tire minha roupa... Sim, é isso. 
Rasgue sem medo com o único compromisso de me fazer mulher.
O sentimento engulo, guardo.
Não... Não perdi o respeito por mim.
Muito menos pelo amor.
Acho clichê traumas de amores falidos.
Eu quero sentir, farrear com esse tal desapego e me apegar mais e mais a mim.
Pegue-me por todos os lados que puder.
Viver custa caro? Eu pago.
Pago para rechear essa dura realidade com o melado do prazer.
A única coisa que quero dura hoje é seu membro rígido.
A única coisa que quero sufocante hoje é sua respiração sobre a minha.
Sejamos ópio entorpecendo a existência.
Façamos uma viagem alucinógena para o amor.
Vamos nos usar sem dependência.
Mas com carinho, por favor...
Está tudo muito insano lá fora.
Crescer rasga, fere!
Por isso a necessidade de relaxar.
Seja um dia bom para mim.
E hoje eu cuido de você.



"Deixa de conversa fiada
vem com versos afiados
enfiados entre as minhas pernas"
.
(RaiBlue)
Tais Medeiros.

Carta aberta aos Filhos Da Puta


Caros Filhos Da Puta

É com grande pesar que venho fazer algo que reluto, mas se faz necessário, pelo fato de que no mundo existe serem inóspitos como vocês, escravos do racional, fadados há explicações sem um pingo de sensibilidade há arte, alienados pelo óbvio.

Odeio ter que explicar texto...

Porém como sou uma mulher de espírito elevado, resolvi ajuda-los, meros Filhos da Puta a entender minha sutil obra.

Os textos, esquetes, poemas, prosas, contos, diálogos, casos e todo inferno que eu escrevo não são necessariamente minha vida, pode ser o que penso e pode mudar em outro manuscrito. Como todo pensamento muda, mas tudo é trabalhado, não deve se preocupar com a veracidade dos fatos, afinal não estamos em um tribunal.

Vocês queridos Filhos Da Puta não leram Crepúsculo e ficaram julgando se aquilo era verdade se tinha acontecido ou não. Então faça o mesmo com minha simplória obra.

Tente obter se não uma reflexão um entretenimento e parem de me dizer que o que eu escrevo denigre minha imagem por que há única verdade nessa história toda é que... ESTOU CAGANDO PRA ELA.

Atenciosamente;
Tais Medeiros

Razão de ser - [Paulo Leminski]

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

28/04/2015

Esquete - Das DR de Bar [Texticulo 08]

-Eu lhe trai.

-Foi bom? Vai ficar com ela?

-Não. Foi uma besteira sem significado, bebedeira.

-Por que está me contando?

-Por que não quero mentir para você... Eu te amo.

-Tudo bem.

-Você já me traio?

-Ainda não.

-Vai se vinga?

-Meu bem! Se eu te trair,  não será por vingança, será por tesão, vontade, desejo, fogo na piriquita. E quando fizer não vou lhe contar, mas deixarei você descobri, para que você me odeie,  me deixe, pois não vou lhe querer mais.

-Isso soa como vingança.

- Você me contou a traição por que realmente não significou nada e com essa [Azinha] não vai repetir com ela, então me contou por que seria mais fácil de perdoar, por causa da sua sinceridade. Você sabe que eu descobriria. Eu perdoo, porem não meu iguale a ninguém. Não lhe trai, isso não quer dizer que não o faça e se fizer será por desejar outra pessoa, será feito com a mesma consciência que te perdoo agora.

-Então... Vai beber o que?

-Caubói para esquentar.

-Eu amo você.

-Eu também te amo, ainda...

Tais Medeiros

Enfim
Hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor foi tão injusto
Pra quem só lhe foi dedicação

Pois é, e então..